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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

COMO TRANSFORMAR MERDA EM OURO

A Rede Globo de televisão, há muito, descobriu o caminho das pedras: edição é tudo!

Pega, por exemplo, um programa idiota como o Big Brother Brasil e transforma-o em sucesso absoluto.

Como?

Simples, e ao mesmo tempo, complicado: editando.

Ou seja, as maquininhas e as inteligências da Globo transformam qualquer merda em ouro, qualquer sujeira em beleza...

Adoro, por exemplo, ver a São Paulo das novelas da Globo: tenho vontade de morar lá, embora more em São Paulo há mais de quarenta anos.

Assim, tudo se edita, na Globo: os programas, as novelas, os documentários, os filmes, a realidade, a verdade... o jornalismo.

Por isso, é podre o jornalismo da Globo: a verdade é sempre a que eles querem que seja. Nunca o que as câmeras captaram.

Assim foi feito com o entrevero entre o Zé e participantes de uma passeata no Rio, ontem: mais um pouco e foi um míssil que atingiu a cabeça do candidato.

Só não chegaram a tanto, porque, na internet, a farsa do Zé já estava sendo desmascarada.

No início, disseram que ele, o Zé, tinha sido atingido por um rolo de fita adesiva (que deve pesar no máximo uns 10 gramas). Depois, ficou claro que o objeto pesado e contundente (segundo a nota do PSDB!) não passou de uma bolinha de papel.

Papel!
Simbolicamente, esse o papel representado pelo candidato: uma farsa protagonizada por um palhaço que não sabe mais o que inventar, em termos de mentira, para ganhar uma eleição.

E agrava-se mais ainda a situação: tudo indica que a confusão cresceu porque o Zé não só xingou os adversários que o desafiavam, como tentou partir para o revide físico, ou seja, tentou partir para o sopapo, num claro e evidente sinal de total descontrole emocional.

É esse o homem que a direita fascista quer para a presidência do País!

Bem, já escrevi demais. Leiam a reportagem abaixo, para terem uma ideia bem clara do que o PIG é capaz.

O texto foi tirado do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, cujo link segue abaixo.


(A foto dramática no Jornal Nacional)



(Vejam como o sangue escorre abundante da cabeça do candidato!)


O atentado de Campo Grande

Por Luciano Martins Costa em 21/10/2010


Comentário para o programa radiofônico do OI, 21/10/2010



Foi mais ou menos como num jogo de futebol: o zagueiro encosta no atacante, o atacante se atira dentro da área, rolando, se contorcendo, na esperança de que o árbitro apite um pênalti. Mas as câmaras são soberanas. Elas mostram que o zagueiro mal tocou no centroavante, que o atacante se atirou, que não está machucado, que está simulando. Ainda assim, alguns narradores gritam: "Pênalti!". E no dia seguinte, os analistas vão bater boca o dia inteiro: foi, não foi, o juiz acertou, o juiz roubou.


Na cena reproduzida pelo Jornal da Record, o candidato José Serra vem caminhando, sorridente, pela rua do comércio de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Vem cercado de correligionários e seguranças. Mais adiante, seu caminho está bloqueado por uma passeata de petistas, que podem ser identificados por suas bandeiras vermelhas.


A comitiva do candidato oposicionista segue na direção dos adversários, arma-se um rápido entrevero, no qual um petista é agredido por três acompanhantes do candidato Serra, que está abrigado à porta de uma loja.


Apartam-se as brigas, Serra retoma a caminhada.


Então, alguma coisa o atinge na cabeça.


Pela câmara da TV Record, observa-se que o candidato apenas passa a mão na cabeça, constatando que não está ferido. É levado, então, por seus acompanhantes para um hospital.
Corta para o médico que o atendeu. A frase é clara: ele não tem nem um arranhão. A reportagem esclarece: o candidato foi atingido por um rolinho de plástico, um desses adesivos de campanha amarrotado.


Agora, a mesma cena no Jornal Nacional, da TV Globo: tudo quase igual, exceto no momento em que José Serra é atingido. Substitui-se, então, a imagem em movimento, que mostra apenas um susto da vítima, por uma fotografia, tirada de cima para baixo, de efeito muito mais dramático.
Quando chega o trecho da entrevista do médico, sua voz desaparece e em lugar da versão oficial do hospital entra o locutor, que apaga a informação de que o canditado não sofreu sequer um arranhão e a substitui por uma versão mais grave. A encenação se completa com o candidato sendo entrevistado, sob uma tensa luz azulada, com olhar de vítima.


Simulando uma contusão


O episódio, condenável sob todos os aspectos, deve, no entanto, ser visto como resultado da irracionalidade e radicalização da campanha eleitoral.


Mas as versões apresentadas pela imprensa merecem uma análise à parte.


Uma curiosidade: quem teria descido do Olimpo global para comandar a edição de tão importante reportagem? Que critérios do manual de ética e jornalismo da Rede Globo foram brandidos para justificar a transformação de um episódio banal, mais do que esperado no ambiente de conflagração que os próprios candidatos andaram estimulando, em uma crise republicana?


As evidentes diferenças nas edições do Jornal Nacional, muito mais dramático, e do Jornal da Record, que tratou o episódio com mais naturalidade, sem deixar de condenar os excessos de militantes, têm a ver com jornalismo ou com engajamento eleitoral?


No boletim online do Globo, distribuido às 14h18 da quarta-feira, "Serra é agredido durante enfrentamento de militantes em ato de campanha no Rio".


Na edição de papel, primeira página do Globo, "Serra é agredido por petistas no Rio". No complemento, a informação alarmante: por orientação médica, o candidato cancelou o resto da agenda e submeteu-se a uma tomografia num hospital da Zona Sul.


Título na primeira página do Estadão: "No Rio, petistas agridem Serra em evento".
Na Folha, em foto menos dramática, "Serra toca local em que foi atingido por um rolo de adesivos…"


Quanto pesa um adesivo de campanha enrolado? Cinco, dez gramas?


E a tomografia? É resultado da conhecida hipocondria do ex-governador ou parte da estratégia para transformar um episódio grotesco e banal em atentado político? Como uma bolinha de papel, dessas que os alunos atiram uns nos outros nas salas de aula, poderia virar motivo de comoção nacional?


Em seu artigo na edição desta quinta-feira [21/10] da Folha de S.Paulo, a colunista Eliane Cantanhêde transforma o projétil de papel em "bandeirada" na cabeça e afirma que José Serra, literalmente, apanhou na rua.


Quanto vale um jornalismo dessa qualidade?


A chamada grande imprensa perdeu completamente as estribeiras.

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=612JDB010



PS.: Qual jornalista, repórter, entrevistador etc. vai sair da toca do comodismo e da hipocrisia para perguntar diante de todo mundo se é verdade ou não que a Mônica Serra fez aborto!!!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

QUE PALHAÇADA É ESSA, SEU ZÉ?





Para que dois documentos para votar?

Então, caiu no Supremo a ação do PT.

Dos dez ministros, SETE já haviam concordado que não há necessidade de dois documentos para votar.

Favas contadas.

Nada disso: o Zé liga para o Mendes (sempre ele!) e o imbecil pede vistas.

Para quê?

Só para tumultuar o julgamento e atender ao pedido do Zé, que quer tirar uns votinhos da Dilma!

Leiam a palhaçada, na reportagem que saiu no PIG-FOLHÃO:




30/09/2010 - 08h31

Após ligação de Serra, Gilmar Mendes para sessão sobre documentos para votar


MOACYR LOPES JUNIOR
CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO




Serra fala ao celular com o ministro Gilmar Mendes em auditório onde se reuniu com entidades de servidores


Após receber uma ligação do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes interrompeu o julgamento de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos na hora de votar.

Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h, depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo. A solicitação foi testemunhada pela Folha.

No fim da tarde, Mendes pediu vista, adiando o julgamento. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor.

A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos é apontada por tucanos como um fator a favor de Serra e contra sua adversária, Dilma Rousseff (PT).

A petista tem o dobro da intenção de votos de Serra entre os eleitores com menor nível de escolaridade.


Após pedir que o assessor ligasse para o ministro, Serra recebeu um celular das mãos de um ajudante de ordens. O funcionário o informou que o ministro do STF estava do outro lado da linha.

Ao telefone, Serra cumprimentou o interlocutor como "meu presidente". Durante a conversa, caminhou pelo auditório onde ocorria o encontro. Após desligar, brincou com os jornalistas: "O que estão xeretando?"

Depois, por meio de suas assessorias, Serra e Mendes negaram a existência da conversa.
Para tucanos, a exigência da apresentação de dois documentos pode aumentar a abstenção nas faixas de menor escolaridade.


Temendo o impacto sobre essa fatia do eleitorado, o PT entrou com a ação pedindo a derrubada da exigência.

O resultado do julgamento já está praticamente definido, mas o seu final depende agora de Mendes.

Se o Supremo não julgar a ação a tempo das eleições, no próximo domingo, continuará valendo a exigência.

À Folha, o ministro disse que pretende apresentar seu voto na sessão de hoje.

Antes da interrupção, foi consenso entro os ministros que votaram que o eleitor não pode ser proibido de votar pelo fato de não possuir ou ter perdido o título.

Votaram assim a relatora da ação, ministra Ellen Gracie, e os colegas José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello.

Para eles, o título, por si só, não garante que não ocorram fraudes. Argumentam ainda que os dados do eleitor já estão presentes, tanto na sessão, quanto na urna em que ele vota, sendo suficiente apenas a apresentação do documento com foto.

"A apresentação do título de eleitor não é tão indispensável quanto a do documento com fotografia", afirmou Ellen Gracie.

O ministro Marco Aurélio afirmou que ele próprio teve de confirmar se tinha consigo seu título de eleitor. "Procurei em minha residência o meu título", disse. "Felizmente, sou minimamente organizado".

A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos foi definida em setembro de 2009, quando o Congresso Nacional aprovou uma minirreforma eleitoral.

O PT resolveu entrar com a ação direta de inconstitucionalidade semana passada por temer que a nova exigência provoque aumento nas abstenções.

O advogado do PT, José Gerardo Grossi, afirmou que a exigência de dois documentos para o voto é um "excesso". "Parece que já temos um sistema suficientemente seguro para que se exija mais segurança", disse.

Colaboraram FELIPE SELIGMAN e LARISSA GUIMARÃES, da Sucursal de Brasília