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sábado, 25 de setembro de 2010

IMPRENSA LIVRE? O QUE É ISSO?





O jornal, tal como o conhecemos hoje, nasceu no século XIX.

Passou pelo século XX aos trancos e barrancos.

Resistirá ao século XXI?

Não sabemos. Só o que sabemos é que do jeito que está, não pode continuar.

A velha imprensa (grande, gorda, corporativista) está morrendo. Viva a nova imprensa!

E quem é a nova imprensa?

Provavelmente, a internet, onde há realmente LIBERDADE!

Os jornalões terão que se redefinir quanto a seus objetivos (talvez, só a informação? talvez só a opinião clara e transparente, sem os subterfúgios de uma pretensa isenção que nunca houve? – Não sabemos) e quanto a seu público, encontrando, talvez, nichos específicos de leitores.

Enfim, o que não dá para continuar é termos conglomerados de informação, com interesses específicos, ideologias específicas, mentindo, caluniando, desinformando, sob a égide de uma pseudo-liberdade de imprensa que eles, os donos desses conglomerados, não permitem a seus jornalistas.

Abaixo, um texto de Honoré de Balzac, o grande Balzac, que, no romance ILUSÕES PERDIDAS, retrata muito bem o nascimento da imprensa e tem todos os motivos do mundo para mostrar como nasceu podre uma invenção que devia melhorar o mundo, mas (com honrosas exceções) só tem servido a interesses financeiros e políticos de quem não detém o poder concedido pelo povo, mas traz reféns os poderosos e manipula a consciência pública.

Para ler e meditar, nesses tempos bicudos de tentativa de golpe de uma certa imprensa brasileira que não não admite críticas e quer ser a vestal em casa de putas:




O jornal em vez de ser um sacerdócio, tornou-se um meio para os partidos, e de um meio passou a ser um negócio. Não tem fé nem lei. Todo jornal é, como disse Blondet, uma loja onde se vendem ao público palavras da cor que deseja. Se houvesse um jornal dos corcundas, haveria de provar noite e dia a beleza, a bondade, a necessidade dos corcundas. Um jornal não é feito para esclarecer, mas para lisonjear as opiniões. Desse modo, todos os jornais serão, dentro de algum tempo, covardes, hipócritas, infames, mentirosos, assassinos. Matarão as idéias, os sistemas, os homens, e, por isso mesmo, hão de tornar-se florescentes. Terão a vantagem de todos os seres pensantes: o mal será feito sem que ninguém seja o culpado. Eu serei – eu, Vignon -, vocês serão, tu Lousteau, tu Blondet, tu Finot -, Aristides, Platões, Catões, homens de Plutarco; seremos todos inocentes, poderemos lavar-nos as mãos de toda infâmia. Napoleão explicou a causa desse fenômeno moral – ou imoral, como quiserem – numa frase sublime que lhe foi inspirada pelos seus estudos sobre a Convenção: “Os crimes coletivos não comprometem ninguém”. O jornal pode permitir-se o procedimento mais atroz, ninguém se julga pessoalmente conspurcado por isso.

As Ilusões Perdidas (Trad.: Ernesto Pelanda e Mário Quintana)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

SERRA E O PIG TENTAM VEJAÇO CONTRA DILMA, INUTILMENTE!




O estilo bangue-bangue (ou seria o da polícia de São Paulo?) – atira primeiro e pergunta depois – só tem tirado votos do Serra.

Mesmo assim, ele, o Zé, aquela revistinha safada e o PIG – Estadão, Folhão, Globão et caterva – têm insistido em caluniar, em inventar factoides, em agredir.

Enquanto eles gritam, chiam, caluniam, a caravana – da Dilma – ruma para o Planalto, alheia à chiadeira, às calúnias, aos gritos desesperados de uma oposição “sem lenço nem documento”, apesar do Caetano.

Ganhar ou perder debate não significa estar preparado para governar o País. Só significa que está preparado para debater.

Nesse quesito, Plínio – o comediante – agrada muito mais às plateias.

Mas, na hora de apresentar propostas, de dizer a que veio, sem dúvida o povo sabe ver e escolher sua candidata.

Eu disse candidata, não o arremedo de candidatura de um partido que não devia ser partido: pode-se – e deve-se – politizar a defesa do meio-ambiente, mas partidarizá-lo é coisa para mentes tacanhas ou aproveitadoras ou ingênuas (situe a Marina onde você quiser).

Mas, voltando ao PIG: o “vejaço” agora partiu do Folhão.

O Folhão é aquele jornaleco que, durante a ditatura – que ele chama de “ditabranda”, na cara de pau – financiou a OBAN, a famosa “operação bandeirantes”, de São Paulo, que prendeu, torturou e matou centenas de brasileiros, só porque eram contrários ao regime.

Até as viaturas do Folhão serviram de transporte de presos políticos, durante a ditadura.

Agora, o Folhão posa de democrata, de defensor da liberdade de imprensa.

Eu pergunto: que liberdade tem na imprensa do Olavinho um repórter, um jornalista ou um articulista?

Só a liberdade de dizer aquilo que a direção do jornal quer. Nada mais!

Então, leiam o que o Folhão aprontou.

(A matéria foi transcrita do Blog do Mello - http://blogdomello.blogspot.com/):



(Ninguém tira o pig da lama)



segunda-feira, 13 de setembro de 2010


É como diz o Azenha, Folha: Agora, só falta o torturador. Se bobear, a reporcagem já está até pronta. E eles vão mostrar como está este "pobre homem", com seu salário de torturador aposentado, enquanto Dilma vai ser a próxima presidente do Brasil.

Exatamente como se penalisaram com o agente da ditadura na reporcagem deste domingo, em que entrevistaram o homem que espionava Dilma. Confira no destaque em negrito:

Espião de Dilma Ex-agente da ditadura militar acha que Dilma "nasceu para mandar, não para ser mandada" e acredita que "Lula vai se enganar com ela"

PLÍNIO FRAGA

ENVIADO ESPECIAL A PORTO ALEGRE

Nos arredores de Tristeza, um ex-espião da ditadura militar assiste na televisão à candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com desconfiança. "Ela não é tão boazinha assim", afirma."Nasceu para mandar. Não para ser mandada. Lula vai se enganar com ela.

"Filha de imigrante, líder de grupos de resistência à ditadura, ministra e candidata a presidente, Dilma Rousseff pode dizer que foi longe.Não se pode dizer o mesmo de Sílvio Carriço Ribeiro, 69, ex-agente da chamada "comunidade de informações" na ditadura (1964-1985) e ex-coronel da Brigada Militar: continua morando perto da casa em que Dilma viveu, na Vila Assunção, na zona sul de Porto Alegre, região onde mantinha campana para investigar a "subversiva".

O bairro de Vila Assunção cresceu espremido entre o rio Guaíba e os vizinhos Cristal e Tristeza, na zona sul de Porto Alegre. É de lá que Ribeiro assiste a Dilma na propaganda eleitoral gratuita, sorridente, tranquila, sem óculos, cabelos arrumados e com um discurso suave.

"LOBO"

O ex-coronel relembra a Dilma que vigiou: cabelos armados, óculos de lente grossa, com personalidade forte para intervir em discussões entre esquerdistas e fazer valer sua opinião.

"Pessoas desse tipo são duras, amargas. Ela é uma mulher amarga. Não é aquilo que está aparecendo na televisão. É lobo em pele de cordeiro", diz ele.

Em 1972, depois que Dilma saiu da prisão em São Paulo, onde foi torturada por agentes da repressão por pertencer a grupos clandestinos de resistência à ditadura, a hoje candidata do PT mudou-se para Porto Alegre, onde seu segundo marido, Carlos Araújo (dirigente da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, que se definia como "organização marxista-leninista de guerra revolucionária") estava preso.

À época, fazia quatro anos que Ribeiro entrara para a "comunidade de informações", forma como seus integrantes se referem aos órgãos de espionagem do regime militar. Teve como missão manter Dilma sob vigilância.

"A informação que a gente tinha é que ela era contato, esse é o termo. Mantinha contatos com gente de Minas, São Paulo, Rio. Se a polícia estava em cima de fulano, eles decidiam mandá-lo para o Sul.

"Baixar" o fulano era a expressão que usavam. A Dilma acolhia essas pessoas."

Lotado no Departamento Central de Informações (DCI), o serviço secreto da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Ribeiro afirma que Dilma começava àquela época a atuar "mais como militante política do que como guerrilheira", sendo este último o período que vai de 1965 a 1970, quando ela foi presa.

CONTATO

"Na década de 70, ela exercia mais a função de acolher gente. E também de recrutar para militar. Era a função maior dela. Mas, além disso, planejava ações e sabia quem executava", afirma ele hoje.

Ribeiro é reticente sobre a maior polêmica envolvendo Dilma à época da ditadura: sua participação ou não em ações armadas, assaltos e assassinatos de opositores.

A atual candidata a presidente nega que tenha atuado diretamente nessas ações, mas são correntes afirmações de que ela tinha conhecimento, ordenou ou planejou várias delas. "Você determinar ou saber quem fez uma coisa dessas não diminui sua responsabilidade. A responsabilidade é até maior", declara Ribeiro.

"O movimento exigia gente forte, que não pensava duas vezes para fazer as coisas", declara.

Em 1998, no final do governo de Olívio Dutra (PT), Ribeiro enfrentou um Inquérito Policial Militar que o exonerou da Brigada Militar, já quando era reservista.

Foi condenado e afastado do oficialato sob acusação de ter feito compras indevidas numa olaria pertencente à Brigada Militar. Ribeiro recorreu à Justiça Comum para tentar reaver o posto (e os vencimentos) de oficial da Brigada Militar.

Ele afirma que, no final dos anos 80, sua casa foi arrombada e levaram "documentos, fotos e fitas" que mantinha armazenados do tempo em que atuava nos órgãos de repressão. "Eram gravações de assembleias, fotos de reuniões, atas", releva, por ter mantido consigo informações que deveriam ter sido arquivadas em repartições públicas."Não levaram nada de valor da casa. Levaram os arquivos e deixaram claro que era isso o que interessava."


A melhor resposta a todo essse porcalismo vai ser dada nas urnas, e foi muito bem definida numa tuitada de @46putz:


E o debate, quem ganhou? Fácil, jovem, subversiva, foi à luta. Hj, caminha com o povo prá vitória. Começa com D, termina com A: Democracia!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

RESISTIR É PRECISO.





ENTENDER A RESISTÊNCIA, OU MELHOR, POR QUE RESISTIMOS, CONSTITUI A PEDRA FILOSOFAL QUE TRANSFORMARÁ AGRESSÕES EM VOTOS... PARA DILMA!

MESMO ASSIM, FIQUEMOS ALERTA!

CADA PASSO, A PARTIR DE AGORA, SUGERE RUPTURAS OU A VOLTA AO PASSADO DE GOLPES, QUE A MÍDIA DE SEMPRE SE PREPARA PARA DAR.

RESISTIR É FUNDAMENTAL.

COM INTELIGÊNCIA, COM A COMPREENSÃO MADURA DOS FATOS: O PAÍS MUDOU. E VAI CONTINUAR MUDANDO.

NÃO VAMOS PERMITIR QUE AS FORÇAS RETRÓGADAS DO GOLPISMO REACENDAM AS VELHAS CHAMAS DA REPÚBLICA VELHA.

O ARTIGO ABAIXO, RETIRADO DE “CARTA MAIOR” É UMA BOA ANÁLISE DO MOMENTO POR QUE PASSAMOS.

LEIA, POIS, COM ATENÇÃO.



Balas de prata e os tempos das filhas


O que poucos se dão conta é que o uso da “bala de prata” é improvável por uma logística inédita: dessa vez o “lobisomem” e o atirador estão umbilicalmente ligados. Qualquer disparo fulmina os dois. Simbiose perfeita.





Gilson Caroni Filho




É cristalino o significado político das últimas declarações de José Serra. Ao comparar, em um telejornal das Organizações Globo, a presidenciável petista, Dilma Rousseff, ao ex-presidente Fernando Collor, o tucano deixou claro que já não lhe sobra margem para argumentos sutis. Quando responsabiliza a ex-ministra pela quebra do sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra, o candidato do PSDB, comprova, mais uma vez, que, neste momento, está refugiado à sombra de togas obscuras e barões midiáticos, aos quais deve prestar vassalagem até o dia 3 de outubro.

Carente de apoio popular, perdendo força a cada dia na classe média, e constatando a decomposição de seu apoio político-parlamentar, Serra só espera sobreviver a partir do apoio que vem obtendo de redações que se transformaram em extensões de seus comitês eleitorais. Sua candidatura está em estranha suspensão, em compasso de espera entre o imprevisto e um novo ato do drama de retrocesso calculado. Esperando por uma improvável “bala de prata", parece estar pronto para enveredar por uma aventura de alto preço para o país: um golpe branco em nome da preservação do Estado Democrático de Direito. Melancólico, mas é o que parece lhe restar.

Fingindo não saber que acabou o teatro esquizofrênico do falso moderno que pensava ser rei, o tucano não teme o ridículo: “O Collor utilizou o filho do Lula em 1989. Agora, pegaram a minha filha (...) para meter nesse jogo político sujo por preocupação com a minha vitória. Dilma está repetindo Collor". Traçar paralelismos requer cuidados que, quando não são tomados, revela a verdadeiras intenções do discurso e do gesto. A mistificação - e Serra deveria saber disso - costuma cobrar preço alto.

Vamos por partes, para melhor detalhar o processo. Collor foi eleito através de uma campanha em que misturou um discurso modernizante com apelos a valores e crenças tradicionais. A reforma do Estado e a moralização da sociedade eram os eixos centrais do discurso. Quem, a essa altura da campanha, está adotando a receita do bolo collorido? A total ausência de compromisso com a verdade e com a ética é marca de qual candidatura? Não convém brincar com o passado recente. O país, hoje, já não padece de aguda crise de cidadania. A sociedade civil já não se submete às surradas cantilenas reacionárias.

Collor atiçou o medo das camadas médias denunciando futuras medidas socializantes de candidatos mais à esquerda, principalmente Lula. Quando, seguindo a mesma trilha do “caçador de marajás”, um prócer tucano afirma que ”devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários “, cabe a pergunta: quem está repetindo quem? Que democracia é preservada quando se pretende reduzir o aparato estatal a uma espécie de polícia da produção a serviço dos ditames do mercado? Como obter a submissão do mundo do trabalho sem a supressão de direitos democráticos?

Por fim, o ex-presidente da UNE, deveria se lembrar que Collor atacou seu adversário no segundo turno, manipulando uma antiga namorada de Lula. Em tudo isso, o ex-presidente contou com uma máquina de apoio e propaganda como nunca tinha sido visto, custeada por grandes grupos econômicos. O apoio da Globo foi, como é, notório e especialmente importante. Como se vê, não cabe misturar filhas e tempos distintos.

Lurian Cordeiro da Silva surgiu no cenário eleitoral como golpe baixo de uma campanha ameaçada pela curva de crescimento da candidatura oponente. Verônica Allende Serra, sem que se saiba ainda quem encomendou a quebra de seu sigilo fiscal, vem a público por emanações do mercado financeiro. Não é plausível confundir coisas e nomes. Sociedades financeiras e namoros apaixonados são coisas bem diferentes. Disso sabem todos, de Miriam Cordeiro a Daniel Dantas.

O que poucos se dão conta é que o uso da “bala de prata” é improvável por uma logística inédita: dessa vez o “lobisomem” e o atirador estão umbilicalmente ligados. Qualquer disparo fulmina os dois. Simbiose perfeita.



Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil


http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4773&boletim_id=755&componente_id=12568

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

VEM SACANAGEM GROSSA POR AI! ACAUTELEMO-NOS!!!





O artigo abaixo é, até, ameno. Mas serve de alerta.

Vem sacanagem grossa por aí!

Em pânico, a direita raivosa – FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA, GLOBO, REDE GLOBO, ESTADÃO ET CATERVA – está preparando munição grossa contra a Dilma.

O tiroteio é assim (como a polícia da direita sempre foi): atire primeiro e pergunte depois.

Ou seja: lance o factoide. Depois a gente vê se é verdade ou se cola. Daí, vão atrás de mais lenha para pôr na fogueira.

E que se lasquem as reputações.

Já que a Justiça é lenta, processos acabam sendo arquivados ou vão para as calendas.

Assim, acautelemo-nos e preparemo-nos, nós, os “blogs sujos”, contra a abertura da cloca da ditadura: VEM CHUMBO GROSSO POR AÍ.

A guerra está apenas começando.

O povo não é bobo: percebe que está sendo ou pode ser manipulado, mas não nos esqueçamos do poder de fogo – literal – dessa gente podre.

Os cães estão famintos e assanhados e podem se soltar a qualquer momento.



O marketing de guerra: agressividade que tira votos





http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=136372&id_secao=1

Um movimento de intenção de votos foi constatado tanto pelo Datafolha quanto pela diária do Vox Populi, com pesquisas realizadas na semana do "escândalo" da Receita. Curiosamente, há um indício que passou despercebido até pelos blog-jornalistas mais críticos.

Por Weden, no blog do Nassif


As pesquisas mostram que a diferença aumentou "levemente" entre Dilma e Serra. Pode ser apenas uma variação "dentro da margem de erro". Mas podem ser também os primeiros indícios de que o eleitor que restou a Serra não está aprovando esta história de radicalização do discurso.

Mais uma vez o grande problema de Serra é ouvir quem não deveria. Serra precisava estancar a queda. Como quase conseguiu. Além disso precisava roubar uns 8 pontos de Dilma, o que tornaria bem provável o segundo turno.

A missão não era fácil, mas parece que para Serra nada é tão ruim que não possa piorar.

Não foram poucos os jornalistas e correligionários que pediram a Serra que elevasse o tom. Segundo eles, isso sim seria fazer oposição.

Num dos mais infelizes artigos já produzidos na grande imprensa, o editorialista do GLobo Luis Garcia,por exemplo, implorava que Serra desse "um ou dois murrinhos" na mesa. Em palavras menos delicadas, isto significou um apelo para que Serra "partisse pra porrada".

Como designou Fernando Rodrigues, Serra acabou aceitando a sugestão da "ala maçaranduba" do PSDB (e da imprensa).

Isso geralmente não dá certo. Lula assustou eleitores durante três eleições com uma retórica mais dura. Quando amenizou o discurso, a aceitação foi mais natural - lógico, que só isso não explica sucessos e insucessos, mas é fator a ser levado em conta.

A pedido dos mesmos partidários da porrada, Alckimin já em desespero foi a um debate em 2006 como um "delegado de porta de cadeia", segundo a expressão de Lula. A imprensa amiga comemorou o novo "ethos" daquele que humoristas apelidaram de Picolé de Chuchu.

O resultado foi catastrófico: Lula aumentou ainda mais a vantagem poucos dias antes das eleições.

Eleitor não gosta de quem bate, e nem gosta de quem se faz de vítima. Justamente o duplo equívoco de Serra nesta semana que termina.

Olhando os números, percebe-se por exemplo que o nível de rejeição aumentou no Datafolha.

Descendo a porrada, o que Serra pode conseguir mesmo é descer abaixo dos 25%. O que não seria ruim para sua carreira.

Seria humilhante.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Serra adere às Farc, usa o terror e cai na extrema direita




NOTA DO BLOG:

As máscaras caem. A tentativa de relacionar PT/GOVERNO/FARC não passa de jogo estúpido da direita hidrófoba. Com Serra – aquele que, um dia, lutou contra a ditadura – falando bobagens ou deixando que o Cacique Merendinha – o tal Índio da Costa – destile sua verve verde de raiva dos velhos arenistas de plantão: morrem, sim, os velhos, mas os novos herdam os genes.

Bem, leiam o que o Paulo Henrique Amorim escreveu no Conversa Afiada:

Publicado em 20/07/2010





O Serra é a Veja. A Veja é o Serra

Funciona assim o cilojismo do jenio (revisor, por favor, deixe-me em paz !):
O PT se ligou nas Farc.
As Farc se ligam no narcotráfico.
Logo, o PT está no narcotráfico.
Serra aderiu ao terror dos DEMOS.
O jenio caiu no colo da extrema direita do espectro político brasileiro.
É um velho truque.
Segundo a Folha (*), na pág. A4, “o PSDB já utilizou essa acusação na eleição de 2002” (quando Lula deu uma surra no Serra por 61% a 39%).
Da mesma forma, na eleição de 2002, o jenio ameaçou: o Brasil vai se tornar uma Argentina.
E levou a Regina Duarte para ter medo no horário eleitoral.
O jenio não é FHC.
Não é Lula.
Não produziu nessa campanha uma única idéia que preste.
Ele aparentemente não é nada.
Mas, não existe o “nada”.
Clique aqui para ler “A loucura do Serra tem uma lógica”.
Por isso, ele caiu no leito mais acolhedor: o dos DEMOS.
A novidade é que o jenio agora usa esse vice de marionete.
Mas, vai ser difícil continuar a usar esse vice de porta-voz.
Quem o leva a sério ?
Com certeza, o jenio continuará a se valer da verdadeira oposição: o PiG (**).
O PiG fala por ele.
Como diz o Gilson Caroni, no Vermelho: o Serra quer criar uma ditadura mediática.
A Veja fala por ele, há muito tempo.
O Conversa Afiada já demonstrou que o Serra é o Eleito da Veja, porque é “a elite da elite”.
Está no livro – excelente – de Carla Luciana Silva – clique aqui para ler o post que tratou dela.
A Veja, a última flor do Fáscio, foi quem levantou a bola da “ligação” do Lula com as Farc.
Uma pergunta sobre a ligação do Lula com as Farc foi motivo de uma das poucas explosões do Lula com um entrevistador.
Boris Casoy, que trava reveladora polêmica com garis, foi o autor da pergunta.
Serra é o Boris revisitado.
E a Veja faz o papel sujo para o Serra.
Que o vice agora tenta acompanhar, como uma paródia de programa de calouros.
Onde foi parar o jenio, o “economista competente”, o mais “consistente” ?
Onde foi parar o “criador” dos genéricos ?
Clique aqui para ler o que a Dilma disse do Jamil Haddad, verdadeiro pai dos genéricos, e a tentativa do Serra de surripiá-lo.
O jenio também criou o programa antiaids do Jatene.
O FAT do Jorge Uequed.
Será que ele sempre esteve lá, na extrema direita, e o Jango não sabia ?
O Ciro é quem sabe do Serra: o Serra não tem escrúpulos; se preciso for, passa com um trator por cima da mãe.

Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A "ISENÇÃO" DO PIG


Como Globo, Folha, Veja e Estadão fazem campanha para Serra

Artigo retirado do blog:

http://www.blogcidadania.com.br/



Sugiro ao leitor que leia atentamente este post porque dele resultará um possível e inédito esforço da sociedade civil para combater o uso ilegal de poder econômico e de recursos públicos por empresários do setor de comunicação, em claro favor de uma facção política.


Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania


Para entender a questão que estou propondo, voltemos à última terça-feira (13/7), quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) multou o jornal O Estado de Minas em R$ 7 mil por fazer “campanha antecipada” para o candidato do PSDB à Presidência, José Serra.


Segundo notícia vagamente reproduzida em alguns grandes portais de internet — e que as imprensas escrita, televisada e radiofônica esconderam total ou parcialmente —, “o veículo foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de publicar, em seu caderno de política, no dia 10 de abril deste ano, reportagem alusiva ao lançamento da pré-candidatura de José Serra à Presidência da República”.


A denúncia do MPE foi acolhida pela ministra substituta do TSE, Nancy Andrighi, que multou o jornal mineiro.


Por certo, não é a primeira vez que um meio de comunicação é multado por fazer campanha ilegal para um candidato, mas não me lembro de outro caso igual envolvendo um veículo do porte de O Estado de Minas.


O fato supra mencionado me voltou à mente na manhã deste sábado (17/7). Como a minha filha caçula, de 11 anos, está novamente internada, a fim de passar o tempo entre a noite de sexta-feira até agora, devorei vários jornais e revistas comprados na banca em frente ao hospital.


Foi aí que me veio o pensamento de que os mais eminentes órgãos de imprensa escrita estão fazendo campanha eleitoral em favor de Serra tanto quanto O Estado de Minas, só que na forma de campanha negativa contra Lula, Dilma e o PT.


Impressionou-me a avaliação desses órgãos de imprensa todos juntos. É impossível ler qualquer um deles sem que a enorme dose de más notícias contra o presidente da República, contra a sua candidata e contra o partido dos dois chame a atenção do leitor.


Todos juntos


Comprei O Estado de S. Paulo, a Folha de S.Paulo, O Globo e as revistasVeja e Época.


Todos juntos continuam acusando a campanha de Dilma de ter feito dossiê contra Serra e Eduardo Jorge valendo-se do poder do governo Lula sobre a Receita Federal.


Todos juntos contam que a Sociedade Interamericana de Imprensa considerou o governo Lula antidemocrático e o acusou de atentar contra a liberdade de imprensa.


Todos juntos criticam Dilma por “guardar dinheiro debaixo do colchão”, valendo-se de declaração de bens dela à Justiça Eleitoral ao se registrar como candidata.


Todos juntos manipularam o comparecimento de público ao comício com Dilma e Lula no Rio. A Folha chegou a dizer que só mil pessoas foram ao evento, o que, lendo a matéria, descobre-se que foi o que restou de público depois de cair um temporal.


Todos juntos acusam o presidente Lula de “violar as leis” por apoiar publicamente a sua candidata, ignorando total ou parcialmente que Serra também está sendo multado por infringir a lei eleitoral.


As poucas notícias desfavoráveis a Serra, além do volume infinitamente menor delas, tampouco aparecem na primeira página ou na capa desses veículos. E aparecem bem pouco. Para cada dez notícias ou comentários contra os petistas aparecem, no máximo, um ou dois contra os tucanos, se tanto.


Prática sistemática


Afirmo publicamente que os jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e O Globo, bem como a revista Veja, fizeram e continuam fazendo campanha escancarada para Serra e campanha negativa contra Lula, Dilma e o PT fora da época permitida pela lei eleitoral.


A mera análise de um período maior de tempo revelará uma prática sistemática desses órgãos de imprensa de fazerem campanha negativa contra os petistas. É preciso trazer esses números à ordem do dia. Há que apurá-los, divulgá-los e entregá-los à Justiça.


Vale lembrar que o conceito de “campanha eleitoral negativa” surgiu recentemente, quando o sindicato dos professores paulistas, a Apeoesp, promoveu atos públicos contra o governo do estado, o que foi considerado campanha negativa contra Serra pelo TSE, que multou o sindicato.


A sociedade civil não pode mais aceitar que a imprensa faça campanha tão descarada contra Lula, Dilma e o PT e a favor de Serra e do PSDB. A mesma Justiça Eleitoral que está punindo políticos e meios de comunicação, por campanha antecipada, tem obrigação de reconhecer e punir o volume impressionante da campanha escancarada dos veículos supra mencionados.


Que fazer diante de uma situação de afronta às leis e de verdadeira chacota por parte de uma mídia que se transformou em linha auxiliar da campanha presidencial tucana? Novamente, acho que será preciso jogar a sociedade civil em cima deles.


Só que essa ação precisa ser muito bem estudada. Até porque, dará um trabalho enorme quantificar o volume impressionante de matérias atacando Lula, Dilma e o PT. E é justamente na quantificação dessas matérias, na desproporção absurda em relação aos candidatos que está o fio da meada.


Cabe medida judicial


Desta forma, pretendo formar um núcleo de pessoas dispostas a colaborar com a preparação de uma reação da sociedade civil à afronta que esses grandes órgãos da imprensa escrita estão praticando contra as leis.


Estudaremos se caberá de fato ao Movimento dos Sem Mídia tomar uma atitude nessa questão. Sendo assim, quero formar um grupo de filiados ao MSM ou não para que reunamos todo o material necessário a uma medida judicial. Aceitaremos voluntários para a tarefa.


Estou entrando em contato com o setor jurídico do MSM, pedindo estudo do assunto e propondo que nossa organização se reúna talvez até com juristas independentes para melhor analisarmos as opções de reação ao abuso da imprensa escrita.


Será nesse momento que precisaremos do esforço de todos vocês para que consigamos, novamente, outros milhares de assinaturas de apoio à medida que nós, do MSM, poderemos vir a tomar conforme a natureza da análise do nosso setor jurídico.


Peço a cada uma das centenas de pessoas que acabam de se filiar à ONG que consiga apoios à possível representação ao MPE, pois esses apoios, chegando novamente aos milhares, colocarão a Justiça na obrigação de dar uma reposta séria e muito bem ponderada à propositura que lhe poderá ser feita.


Em minha visão, seria facílimo provar que Globo, Folha, Veja e Estadão estão fazendo campanha para Serra desde muito antes do permitido pela lei tanto quanto fez o jornal O Estado de Minas.


Bastará apurar o que fizeram esses veículos no decorrer deste ano. Está tudo muito bem registradinho. Claro que virão com aquela conversa de que são isentos e de que tratam todos os candidatos da mesma forma, mas será brincadeira de criança provar que é mentira.





CAMPANHA DO BLOG RESISTÊNCIA PRÓ DILMA:



NÃO ASSINE, NÃO COMPRE, NÃO LEIA, NÃO VEJA!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

CHUTANTO O BALDE





O balde da imprensa brasileira. Está cheio. De merda. E vou chutá-lo com toda a força que eu puder, porque a coisa está cheirando muito mal.

É tanta a merda desse balde, que é difícil até mesmo achar um ponto por onde começar a chutar no ventilador toda a sujeira que há nesse balde.

Mas, vamos lá.

Leio no Estadão, manchete de primeira página, hoje, 17 de julho de 2010: “Gasto do Planalto em 2010 com publicidade supera o limite legal”. Muito bem: leio a reportagem, cheia de gráficos e comentários e análises, que concluem que o Governo Federal gastou 13% a mais do que deveria ter gastado, com publicidade e comunicação. Só não ficamos sabendo que publicidade foi, porque entram nesta conta, campanhas institucionais e absolutamente necessárias, como vacinação, dengue etc. Aí, para mostrar que eles, os repórteres do Estadão, são isentos e maravilhosos e que não têm nenhuma segunda intenção, embaixo, sem nenhum destaque, outra matéria me informa que: “Governo de São Paulo aumenta gastos em em 26,8%”. O título não diz que esse aumento – o dobro do aumento do Governo Federal – foi com publicidade, coisa que só ficamos sabendo, se lemos a reportagem!

Dois pesos, duas medidas. Claro! Preciso comentar?

No mesmo jornal, o presidente da SIP – Sociedade Interamericana de Imprensa – ganha destaque porque disse que Lula não é democrata. Quem conhece o presidente da SIP? Quem é o presidente da SIP? Que credenciais tem esse merdinha – funcionário de um jornaleco estadunidense – para, como presidente dessa organização pelega, dizer quem é e quem e não é democrata na América Latina, atacando não só o presidente do Brasil, mas todos os demais presidentes que não rezam pela cartilha de Washington, como Cristinha Kirchner, Hugo Chávez, Evo Morales, Daniel Ortega, Porfirio Lobo, ou seja, todos eleitos democraticamente?

Prossegue o balde cheio de merda do Estadão (só vou falar do Estadão, porque seria demais para meu estômago comentar a Folha, o Globo e que tais): tudo o que possa ser, de forma sutil, contra o Lula ganha título de matéria:

“Lula ataca procuradora no comício de Dilma” – quem é essa “procuradora”? E vejam a sutileza do verbo “ataca”, como se o Presidente fosse uma fera enjaulada ou um animal que precisasse ser “domado”, que sai por aí “atacando” a tudo e a todos. Ah, e tem que ser no “comício da Dilma”, para deixar bem claro o objeto do desdém, da maledicência sutil;

“Lula acusa governo de SP de travar obra federal” – novamente o termo forte “acusa” e, claro, ao lado, em letras em negrito, a “defesa” do governo paulista, acusando o Ibama, ou seja, a matéria tem todo um viés habilmente tendencioso, que a torna impossível de ser declarada claramente tendenciosa e sacana;

“Lula e FHC são mais parecidos do que parece” – e o título, no alto da página, vem entre parênteses, como se os parênteses justificassem o “não temos nada com isso, foi o Serra quem disse”, ou seja, tudo o que o Serra diz contra o governo, por maior bobagem que seja, como esta, ganha manchete no alto da página!

E eles ainda posam de isentos, de jornalismo sério, como se a gente fosse idiota e não percebesse o jogo sujo por trás de cada reportagem, de cada comentário. Para eles – e aí está incluída praticamente quase toda a imprensa brasileira, o famoso PIG (Partido da Imprensa Golpista) – o candidato Serra tem que ganhar a qualquer custo. Eles não percebem que, assim como a Rede Globo manipulou o seu noticiário na famigerada eleição daquele facínora chamado Collor, eles agora também manipulam, mentem, escamoteiam informações, deformam até mesmo a lógica, para encher a bola do seu candidato.

É, sim, um balde cheio de merda que a tal imprensa livre brasileira derrama sobre nossas cabeças todos os dias, todos os momentos! Tornam-se órgãos oficiais – declarados, como aquela revistinha safada chamada Veja – ou disfarçados, como a maioria covarde que se esconde nas redações de quase todos os jornais, de um partido da direita que mantenha os seus privilégios e os privilégios das classes que eles defendem, ignorando a opinião de mais de oitenta por cento da população brasileira, que apoia o Governo que os tirou da miséria em que esse mesmo partido apoiado por esse bando de idiotas que se dizem jornalistas os manteve durante quinhentos anos!

Por isso, chuto, sim, esse balde cheio de merda! Chuto para bem longe, para que toda essa merda derrame na cabeça dessa gente que só tem merda na cabeça e que não se incomodará com mais um balde cheio dela!


Enfim, é para que saibam – essa imprensa covarde e os partidos de direita – que há gente de olho neles que este blog foi criado!