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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O PIG-FOLHÃO CONTINUA COM A SACANAGEM!

Por que a Folha de São Paulo – o PIG-FOLHÃO – não sai de cima do muro e declara com todas as letras que apoia o Zé?

Porque eles são assim mesmo: desonestos, cretinos, mentirosos, canalhas!

O lixo que eles publicam é que eles chamam de “imprensa livre”! Que liberdade é essa de publicar só mentiras, só sacanagem?

Eles estão saudosos dos governos militares, quando cediam seus veículos para transportar presos políticos para serem torturados e mortos nos porões do DOI-CODI, na Operação Bandeirantes!

Não dá para ficar calado diante das palhaçadas do PIG-FOLHÃO!

Temos que denunciar, temos que desmentir, temos que espalhar o que eles fazem escondidos como “jornalismo”!

Isso não é, absolutamente, JORNALISMO! Isso é panfletagem! Com dinheiro financiado do Governo do Estado de São Paulo, ou seja, com o dinheiro do contribuinte paulista.

Jornal que se vende ao poder público é jornal canalha!

Vejam a reportagem abaixo e divulguem!




Indignem-se!


Marco Aurélio Garcia: “Manchete da Folha é mentirosa”

por Conceição Lemes






Manchetão da Folha de S. Paulo de hoje repercutiu em toda a imprensa.

“Só que a manchete da Folha é mentirosa”, detona o professor Marco Aurélio Garcia. “O aborto não consta do programa de governo da candidata do PT. Portanto, é impossível retirar uma coisa que não tem.”

“O Serra tenta fazer do aborto uma questão central do segundo turno para desviar o foco do debate de programa de governo, que ele não tem”, afirma Marco Aurélio. “Aí, parte para uma guerra suja, para desqualificar a nossa candidata. E como não tem coragem para assumir a paternidade a sordidez, ele a terceiriza para os seus paus-mandados.”

O professor Marco Aurélio Garcia é coordenador de programa de governo da candidata petista. A partir de hoje passa a ter maior participação na coordenação da campanha, do qual já é um dos coordenadores.

A mensagem sobre aborto postada no twitter por André Vargas, deputado federal (PT-PR) e secretário nacional de comunicação do PT,também gerou muita crítica hoje, principalmente na internet.

“Além de inoportuna”, reagiu Marco Aurélio, ” é uma declaração injusta com as feministas.”
André Vargas disse no twitter: “Foi um erro ser pautado internamente por algumas feministas. Eu e outros fomos contra [a descriminalização do aborto]”.

“A declaração dele [André Vargas] é inoportuna, pois é uma questão que não pode ser discutida de forma simplista”, explica Marco Aurélio. “Injusta, porque as feministas não estão exigindo que incluamos o assunto neste momento no debate. Não podemos ganhar uma eleição usando o discurso ofensivo, discriminatório, da direita. Portanto, repelimos totalmente esse tipo discurso.
A Dilma não é a favor do aborto, mas entende que ele tem de ser discutido no âmbito da saúde pública e das respostas da saúde da mulher.”

Aliás, saúde (implica fortalecimento do SUS), educação (de melhor qualidade) e segurança pública serão as três áreas prioritárias do futuro governo Dilma, que já as discutiu com os governadores eleitos.

“Serão os governadores que darão sustentação a esse programa”, diz Marco Aurélio. “O Rio de Janeiro é uma prova de que isso dá certo. A parceria do governo federal com o estadual está dando bons resultados na segurança pública. Já em São Paulo, onde isso não acontece, a política de segurança pública fracassou.”

Os três pontos prioritários já são compromissos do programa de Dilma. Só que agora a campanha pretende explicitá-los mais.

“O que está em jogo são dois projetos”, ressalta Marco Aurélio. “O da oposição, que é um projeto neoliberal. E o nosso que privilegia a melhor educação, reduziu a mortalidade infantil, tirou 30 milhões de pessoas da linha abaixo da pobreza, gerou 14 milhões de empregos com carteira assinada, entre muitas conquistas. A sociedade não é composta por um bando de imbecis, como imagina a oposição. Ela vai saber escolher qual projeto tem realmente mais compromisso com a vida.”

“Para isso, pedimos desde já aos militantes e simpatizantes do PT, PMDB, PCdo B, PSB, PDT, que nos ajudem a divulgar esses compromissos do governo e a desmascarar as mentiras do esquema Serra”, arremata Marco Aurélio. “Nós não queremos apenas vencer. Queremos uma grande vitória que legitime ainda mais o governo da futura presidente do Brasil, Dilma Rousseff.”

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

RETA FINAL DA CAMPANHA: ATAQUES E PRECONCEITO!




Todas as pequisas indicam: DILMA DEVERÁ SER ELEITA EM PRIMEIRO TURNO.

A primeira mulher a governar o País, uma ex-presa política da ditadura (“ditabranda”, conforma o Folhão), atravessa incólume aos ataques da direita raivosa, para assumir o Palácio do Planalto.

O povo já percebeu o jogo deles: ódio, preconceito, frustração.

O povo sabe quem está mentindo, quem está latindo desesperadamente. O PIG se desmoraliza a cada manchete sacana de seus jornalões.

Por exemplo: cada vez que o FHC late, dá manchete no Estadão.

Cada vez que o FHC vomita, dá manchete no Estadão.

Cada vez que o FHC peida, dá manchete no Estadão.

Ora, todos sabemos que FHC é um fantasma, já morreu há muito tempo e só tem sobrevida como aqueles monstros dos filmes de terror de Hollywood!

A estaca final no peito do morto-vivo e do vampiro vai ser a vitória de Dilma.

Para desespero da elite preconceituosa e sacana que não admite que Lula, o metalúrgico, tenha sido visto pelo mundo inteiro como “o cara”, o líder respeitado e admirado não por sua origem, mas por sua sagacidade.

O morto-vivo desfilava pelo mundo falando várias línguas e não disse nada que se aproveite, além de haver enterrado o País para se reeleger.


Lula, o metalúrgico, que, segundo as elites, nem falar português sabe, assombrou o mundo com uma política de entendimento, de paz e de visão do futuro.

Não o futuro de guerras e invasões do Bush, mas um mundo em que se possa chamar o “inimigo” para a mesa de negociações, para descobrir que atrás de cada “inimigo” existe uma nação, um povo, que não podem ser invadidos e destruídos apenas por serem diferentes.

O artigo abaixo é uma bela análise do preconceito. Leiamos, guardemos e usemos suas lições.


(Do blog do Saraiva:

UMA ELITE PRECONCEITUOSA

Laerte Braga




O preconceito não chega às claras. É politicamente correto disfarçá-lo. Vem embutido na ira e na forma sórdida como é distribuído pelos mais diversos canais de comunicação, até o boca a boca.

Falo da eleição de uma presidente e não de um presidente.

A campanha contra Dilma Roussef traz explícito o rancor e o preconceito dos porões onde se escondem os torturadores da ditadura militar e disfarçado no noticiário de jornais como a FOLHA DE SÃO PAULO, ou revistas como VEJA (não tão disfarçado assim). O JORNAL NACIONAL se imagina uma espécie de porta voz divino e acredita que o trono de Deus esteja no PROJAC. Os anúncios se materializam pelo anjo William Bonner e arcanjos são os Marinho.

Deus, o deles, de fato, está em Wall Street e espalhado pelas várias agências de propaganda que transformam esse cheiro fétido de ódio em sabão em pó que tira todas as manchas. Ou perfume que perfuma como nenhum outro o seu banheiro, acrescido do fato de ter vida inteligente.

No início da campanha eleitoral o jornal FOLHA DE SÃO PAULO, um dos braços da ditadura militar (Operações Bandeirantes e Condor), montou um currículo de Dilma Roussef insinuando assaltos a bancos, assassinatos de inocentes e ações terroristas.

A primeira reação veio de dentro do próprio jornal. O Onbudsman, um jornalista eleito para fazer a análise crítica dos fatos noticiados e corrigir distorções, levantou uma série de incorreções no tal currículo.

Ao contrário do que apregoa a FOLHA DE SÃO PAULO – UM JORNAL DE RABO PRESO COM O LEITOR –, o rabo está preso na FIESP e no esquema corrupto que tenta transformar o Brasil em colônia de um mundo gerido pelo terror nuclear com sede em Washington. Não foram feitas as retificações, ou correções.

Prevaleceu a mentira dos donos.

Que Dilma Roussef foi integrante de um grupo de resistência à ditadura militar o País inteiro já sabe. Junto com ela milhares de mulheres e homens enfrentaram o golpe de 1964 e toda a barbárie que caracterizava o movimento.

Que Dilma Roussef foi presa e torturada, submetida a vexames diversos nem ela própria nega, nem jamais tentou negar e isso ficou claro na resposta que deu a um senador numa das muitas CPIs fajutas que os tucanos armaram para tentar atingi-la, só não sabe quem não quer.

Um dos filmes brasileiros que mais comoveu a opinião pública foi o que mostrou a saga de Zuzu Angel, a célebre figurinista, assassinada pela ditadura militar por exercer com bravura e dignidade o ofício de mãe, na busca de seu filho morto nos cárceres da ditadura. Pelos bravos “patriotas” que apregoavam a tal “democracia a brasileira”.

Bem mais que o ofício de mãe. O exemplo de dignidade da mulher como um todo, revestida do caráter que único, de ser humano em seu sentido pleno. Isso significa coragem, porque coragem aí não é bem um ato de heroísmo, mas bravura indômita de quem não se curva ao tacão dos poderosos.

Ademar de Barros, ex-governador de São Paulo e um dos protagonistas do golpe militar de 1964 (protagonista de segunda categoria) foi uma espécie de precursor do malufismo. Chegou a fugir do País quando a justiça quis prendê-lo pelas mais variadas formas de corrupção possíveis. Surgiu com Ademar o slogan “rouba mas faz”.

A Dilma se imputa uma ação onde um cofre do ex-governador teria sido roubado. No cofre, um milhão de dólares, guardado na casa de uma amante, resultado de propina.

Na prática, quando abjetos torturadores tentam desqualificar Dilma Roussef (e nem estou entrando no mérito de sua candidatura) estão tentando desqualificar também centenas de mulheres anônimas que foram vítimas da ditadura e todas as mulheres em todo o País.

É o preconceito odioso da supremacia da barbárie.

Há anos nos tribunais brasileiros maridos que se julgavam vítimas de traição e executavam a mulher e o suposto amante, eram absolvidos com um argumento solerte de “legítima defesa da honra” e adultério era crime. A própria palavra adultério, em si, é uma aberração.

Saiam aplaudidos ao final de seus julgamentos.

Há uma verdade em qualquer canto do mundo sobre mulheres submetidas a sevicias, quaisquer que sejam elas. A cara machista da sociedade se apieda num primeiro momento e rotula como mulher vulgar num segundo momento.

Está no assédio, na vulgarização, nas práticas deliberadas de transformar coragem em terrorismo, loucura, histerismo, um monte de ismos.

Numa cidade do interior mineiro, anos atrás, um comprador de cabelos para a indústria de perucas (era comum as mulheres não cortarem seus cabelos), assustou-se ao chegar a uma determinada residência onde compraria os cabelos das filhas de um lavrador com um detalhe que nunca poderia imaginar.

Eram três filhas e o pai iria vender o cabelo de apenas duas. Segundo ele, a terceira “já foi usada por um sem vergonha, o cabelo não presta”.

Não sei quantas mulheres tombaram na luta contra a ditadura. Aqui no Brasil, no Chile, na Argentina, nas Filipinas, na Indonésia, mas sei que muitas mulheres emprestaram dignidade e determinação à luta contra tiranos.

Entre nós a anistia na verdade não beneficiou a exilados, presos políticos e que tais. Como concebida e determinada em lei garantiu a impunidade de torturadores, estupradores, assassinos.

Permanecem sob as sombras de sua covardia a destilar veneno.

Foi conseqüência da percepção simples que os governos militares não iriam se sustentar por mais tempo, estavam sendo surrados nas urnas desde 1974 e para evitar derrotas maiores recorriam ao casuísmo da legislação autoritária que lhes garantia a maioria que não tinha.

Uma espécie de saída não tão devagar que pareça provocação, nem tão depressa que pareça medo. Mas saída. E aí, louve-se a capacidade de enxergar esse óbvio do presidente/ditador Ernesto Geisel. Mas registre-se o preço pago junto às hordas de assassinos dos DOI/CODI, a impunidade.

Dilma Roussef foi uma dessas resistentes. Como o seu adversário José Arruda Serra.

Ao contrário de Arruda Serra foi presa, torturada, submetida a humilhações, cumpriu pena. Arruda Serra trocou de lado ao primeiro aceno do dinheiro. Veio pelas mãos de seu mentor FHC (entre os traidores, dedos duros, havia um esquema de patente também. Anselmo era cabo, FHC general).

É mulher, é mãe, é avó, como milhões de mulheres no País e sobreviveu e superou toda essa caminhada, suportou todas essas provações, manteve-se e mantém-se incólume, preservada em seu caráter, em sua dignidade de ser humano e ser humano mulher.

A despeito dos avanços e conquistas da mulher na chamada sociedade civil organizada (trem também que é de lascar, sociedade civil organizada, parece clube de aleluia, aleluia), o preconceito ainda é imenso e se manifesta das mais variadas formas.

Neste momento a candidata Dilma Roussef simboliza essa luta que no dizer de Celso Furtado “a revolução feminista foi a mais importante revolução do século XX”.

A dela, de lutar pela presidência da República, a primeira a chegar ao cargo, a de mulheres que saem de suas casas ainda pela madrugada para jornadas de trabalho e se obrigam a lutar ombro a ombro numa tal sociedade que ainda se lhes vê como melancia, ou melão, ou pera.

Uma vez uma professora perguntou ao então deputado César Maia se ele sabia o preço do pão de sal. Ele respondeu que não. Ou da condução, do ônibus, ele respondeu que não.

A moça, perto de trinta anos de magistério, em sala de aula, salário miserável, mas caráter exemplar, dedicação absoluta, respondeu apenas o seguinte. “Pois deveria saber, afinal você é deputado, que não se vive sem pão e nem se vai ao trabalho sem ônibus”. “Será que você sabe o que é trabalho?”

Cada uma dessas afirmações recheadas da polidez do politicamente correto sobre Dilma e mulheres que não estão preocupadas em ser miss laje para aparecer no Faustão, traz em si, além do preconceito contra a mulher como ser humano, a arrogância das elites políticas e econômicas que enxergam apenas pernas, seios e bundas e acham que os cabelos de uma “mulher usada” já não servem.

O que a mídia privada tenta imputar a Dilma e deve reforçar esse tipo de canalhice no final da campanha é o que pensam da mulher brasileira.

Objeto.

Mais que isso. Escondem, ou tentam disfarçar a prepotência na suposição que a tarefa de cada mulher é achar o desodorante certo para o banheiro.

São primatas na prática e na essência.


http://saraiva13.blogspot.com/2010/09/uma-elite-preconceituosa.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Do e-mail enviado por Vanderley Caixe - Carta o Berro.

Postado por SARAIVA13 às 09:55

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

SERRA E O PIG TENTAM VEJAÇO CONTRA DILMA, INUTILMENTE!




O estilo bangue-bangue (ou seria o da polícia de São Paulo?) – atira primeiro e pergunta depois – só tem tirado votos do Serra.

Mesmo assim, ele, o Zé, aquela revistinha safada e o PIG – Estadão, Folhão, Globão et caterva – têm insistido em caluniar, em inventar factoides, em agredir.

Enquanto eles gritam, chiam, caluniam, a caravana – da Dilma – ruma para o Planalto, alheia à chiadeira, às calúnias, aos gritos desesperados de uma oposição “sem lenço nem documento”, apesar do Caetano.

Ganhar ou perder debate não significa estar preparado para governar o País. Só significa que está preparado para debater.

Nesse quesito, Plínio – o comediante – agrada muito mais às plateias.

Mas, na hora de apresentar propostas, de dizer a que veio, sem dúvida o povo sabe ver e escolher sua candidata.

Eu disse candidata, não o arremedo de candidatura de um partido que não devia ser partido: pode-se – e deve-se – politizar a defesa do meio-ambiente, mas partidarizá-lo é coisa para mentes tacanhas ou aproveitadoras ou ingênuas (situe a Marina onde você quiser).

Mas, voltando ao PIG: o “vejaço” agora partiu do Folhão.

O Folhão é aquele jornaleco que, durante a ditatura – que ele chama de “ditabranda”, na cara de pau – financiou a OBAN, a famosa “operação bandeirantes”, de São Paulo, que prendeu, torturou e matou centenas de brasileiros, só porque eram contrários ao regime.

Até as viaturas do Folhão serviram de transporte de presos políticos, durante a ditadura.

Agora, o Folhão posa de democrata, de defensor da liberdade de imprensa.

Eu pergunto: que liberdade tem na imprensa do Olavinho um repórter, um jornalista ou um articulista?

Só a liberdade de dizer aquilo que a direção do jornal quer. Nada mais!

Então, leiam o que o Folhão aprontou.

(A matéria foi transcrita do Blog do Mello - http://blogdomello.blogspot.com/):



(Ninguém tira o pig da lama)



segunda-feira, 13 de setembro de 2010


É como diz o Azenha, Folha: Agora, só falta o torturador. Se bobear, a reporcagem já está até pronta. E eles vão mostrar como está este "pobre homem", com seu salário de torturador aposentado, enquanto Dilma vai ser a próxima presidente do Brasil.

Exatamente como se penalisaram com o agente da ditadura na reporcagem deste domingo, em que entrevistaram o homem que espionava Dilma. Confira no destaque em negrito:

Espião de Dilma Ex-agente da ditadura militar acha que Dilma "nasceu para mandar, não para ser mandada" e acredita que "Lula vai se enganar com ela"

PLÍNIO FRAGA

ENVIADO ESPECIAL A PORTO ALEGRE

Nos arredores de Tristeza, um ex-espião da ditadura militar assiste na televisão à candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com desconfiança. "Ela não é tão boazinha assim", afirma."Nasceu para mandar. Não para ser mandada. Lula vai se enganar com ela.

"Filha de imigrante, líder de grupos de resistência à ditadura, ministra e candidata a presidente, Dilma Rousseff pode dizer que foi longe.Não se pode dizer o mesmo de Sílvio Carriço Ribeiro, 69, ex-agente da chamada "comunidade de informações" na ditadura (1964-1985) e ex-coronel da Brigada Militar: continua morando perto da casa em que Dilma viveu, na Vila Assunção, na zona sul de Porto Alegre, região onde mantinha campana para investigar a "subversiva".

O bairro de Vila Assunção cresceu espremido entre o rio Guaíba e os vizinhos Cristal e Tristeza, na zona sul de Porto Alegre. É de lá que Ribeiro assiste a Dilma na propaganda eleitoral gratuita, sorridente, tranquila, sem óculos, cabelos arrumados e com um discurso suave.

"LOBO"

O ex-coronel relembra a Dilma que vigiou: cabelos armados, óculos de lente grossa, com personalidade forte para intervir em discussões entre esquerdistas e fazer valer sua opinião.

"Pessoas desse tipo são duras, amargas. Ela é uma mulher amarga. Não é aquilo que está aparecendo na televisão. É lobo em pele de cordeiro", diz ele.

Em 1972, depois que Dilma saiu da prisão em São Paulo, onde foi torturada por agentes da repressão por pertencer a grupos clandestinos de resistência à ditadura, a hoje candidata do PT mudou-se para Porto Alegre, onde seu segundo marido, Carlos Araújo (dirigente da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, que se definia como "organização marxista-leninista de guerra revolucionária") estava preso.

À época, fazia quatro anos que Ribeiro entrara para a "comunidade de informações", forma como seus integrantes se referem aos órgãos de espionagem do regime militar. Teve como missão manter Dilma sob vigilância.

"A informação que a gente tinha é que ela era contato, esse é o termo. Mantinha contatos com gente de Minas, São Paulo, Rio. Se a polícia estava em cima de fulano, eles decidiam mandá-lo para o Sul.

"Baixar" o fulano era a expressão que usavam. A Dilma acolhia essas pessoas."

Lotado no Departamento Central de Informações (DCI), o serviço secreto da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Ribeiro afirma que Dilma começava àquela época a atuar "mais como militante política do que como guerrilheira", sendo este último o período que vai de 1965 a 1970, quando ela foi presa.

CONTATO

"Na década de 70, ela exercia mais a função de acolher gente. E também de recrutar para militar. Era a função maior dela. Mas, além disso, planejava ações e sabia quem executava", afirma ele hoje.

Ribeiro é reticente sobre a maior polêmica envolvendo Dilma à época da ditadura: sua participação ou não em ações armadas, assaltos e assassinatos de opositores.

A atual candidata a presidente nega que tenha atuado diretamente nessas ações, mas são correntes afirmações de que ela tinha conhecimento, ordenou ou planejou várias delas. "Você determinar ou saber quem fez uma coisa dessas não diminui sua responsabilidade. A responsabilidade é até maior", declara Ribeiro.

"O movimento exigia gente forte, que não pensava duas vezes para fazer as coisas", declara.

Em 1998, no final do governo de Olívio Dutra (PT), Ribeiro enfrentou um Inquérito Policial Militar que o exonerou da Brigada Militar, já quando era reservista.

Foi condenado e afastado do oficialato sob acusação de ter feito compras indevidas numa olaria pertencente à Brigada Militar. Ribeiro recorreu à Justiça Comum para tentar reaver o posto (e os vencimentos) de oficial da Brigada Militar.

Ele afirma que, no final dos anos 80, sua casa foi arrombada e levaram "documentos, fotos e fitas" que mantinha armazenados do tempo em que atuava nos órgãos de repressão. "Eram gravações de assembleias, fotos de reuniões, atas", releva, por ter mantido consigo informações que deveriam ter sido arquivadas em repartições públicas."Não levaram nada de valor da casa. Levaram os arquivos e deixaram claro que era isso o que interessava."


A melhor resposta a todo essse porcalismo vai ser dada nas urnas, e foi muito bem definida numa tuitada de @46putz:


E o debate, quem ganhou? Fácil, jovem, subversiva, foi à luta. Hj, caminha com o povo prá vitória. Começa com D, termina com A: Democracia!