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quinta-feira, 14 de abril de 2011

QUANTO VALE UM EX-PRESIDENTE?


Quanto vale um ex-presidente? Vale o quanto fez pelo País.



Enquanto FHC tenta, com suas teses ultrapassadas, unir a oposição – e só consegue fazer mais estragos do que fez quando presidente – LULA continua em alta, aqui e no exterior.



Suas palestras, para desespero do PIG, são muito bem pagas. E ele recebe elogios de gente que tem consistência e não de jornalecos que empregam tucanos desempregados, para lhes dar uma boquinha ou, quem sabe? – tentar emplacar mais uma candidatura.



Leiam o artigo do PIG e notem uma pontinha de inveja, mesmo tentando parecer isento. O PIG não tem jeito, mesmo. Então, tem de engolir que LULA FOI O MAIOR PRESIDENTE QUE ESTE PAÍS JÁ TEVE. E FHC foi apenas o pior, aquele que exterminava empregos como quem mata pernilongos.


O artigo abaixo saiu no portal FOLHA/UOL





Lula ajudou a mudar o equilíbrio do mundo, avalia historiador Eric Hobsbawm

Fernanda Calgaro Especial para o UOL Notícias Em Londres

Hobsbawm se encontrou com Lula em Londres

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "ajudou a mudar o equilíbrio do mundo ao trazer os países em desenvolvimento para o centro das coisas", opinou o historiador britânico Eric Hobsbawm, 94 anos. Ícone da historiografia marxista, ele se reuniu nesta quarta-feira (13) com Lula na residência do embaixador brasileiro em Londres, Roberto Jaguaribe. O convite foi feito pela equipe de Lula.

Autor do clássico "Era dos Extremos", Hobsbawm é considerado um dos maiores intelectuais vivos. Na saída da embaixada, ele deu uma rápida entrevista quando já estava sentado no banco de trás do carro, ao lado da mulher. Falando com dificuldade, o historiador teceu elogios ao governo Lula e disse que espera revê-lo mais vezes. O encontro durou cerca de uma hora e meia.


"Lula fez um trabalho maravilhoso não somente para o Brasil, mas também para a América do Sul." Em relação ao seu papel após o fim do seu mandato, Hobsbawm afirmou que, "claramente Lula está ciente de que entregou o cargo para um outro presidente e não pode parecer que está no caminho desse novo presidente".


"Acho que Lula deve se concentrar em diplomacia e em outras atividades ao redor mundo. Mas acho que ele espera retornar no futuro. Tem grandes esperanças para [tocar] projetos de desenvolvimento na África, [especialmente] entre a África e o Brasil. E certamente ele não será esquecido como presidente", disse.


Sobre o encontro, disse que foi uma "experiência maravilhosa", especialmente porque conhece Lula há bastante tempo. "Eu o conheci primeiro em 1992, muito tempo antes de ser presidente. Desde então, eu o admiro. E, quando ele virou presidente, minha admiração ficou quase ilimitada. Fiquei muito feliz em poder vê-lo de novo."


A respeito da presidente Dilma Rousseff, Hobsbawm afirmou que só a conhece pelo que lê nos jornais e pelo que lhe contam, mas ressalta a importância de o país ter a primeira mulher presidente.


"É extremamente importante que o Brasil tenha o primeiro presidente que nunca foi para a universidade e venha da classe trabalhadora e também seja seguido pela primeira presidente mulher. Essas duas coisas são boas. Acredito, pelo que ouço, que a presidente Dilma tem sido extremamente eficiente até agora, mas até o momento não tenho como dizer muito mais", falou.


Viagem de Lula


Lula chegou na Inglaterra na noite de terça-feira (12). Além de Hobsbawm, ele teve nesta quarta um encontro com a presidente da ONG inglesa Oxfam, Barbara Stocking, que se dedica à busca de soluções para a pobreza no mundo. O tema da conversa foi sobre projetos na África.


Nesta quinta-feira (14), Lula dará uma palestra a empresários em um seminário promovido pela Telefonica em Londres. Ele pretende falar sobre as perspectivas de investimento no Brasil e sobre o fortalecimento da democracia na América do Sul, sem focar em um país específico. A assessoria de Lula não divulga o valor cobrado pelo ex-presidente, mas especulações na imprensa apontam que gira em torno de R$ 200 mil. Será a terceira palestra desde que deixou o governo.


Em seguida, ele embarca para Madri, onde fica até sábado (16), quando volta ao Brasil. Na Espanha, ele vai receber um prêmio da Prefeitura de Cádiz na sexta e, no sábado, se reúne com o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero. À tarde, assistirá ao jogo de futebol entre Barcelona e Real Madrid.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

POR QUE CHORA O PIG PELO AGNELLI?

Entenda, pelo artigo a seguir, por que o PIG tem chorado tanto, reclamado tanto, no caso da substituição do Roger Agneli na Vale. Se o Governo Brasileiro é um dos grandes acionistas da empresa, por que não pode influir na escolha de seu dirigente? No entanto, como a intenção é confundir e não esclarecer, para detonar o Governo – leia-se, a Presidenta Dilma – vale tudo, inclusive mentir, ocultar, falar bobagens, como sempre falam. Tirem suas conclusões!




A Vale e a estratégia das elites para demonizar Dilma





A substituição de Roger Agnelli na presidência da Vale ganhou grande destaque nos noticiários da mídia nacional. Tanto que Miriam Leitão, a “urubóloga” – na linguagem mordaz de Paulo H. Amorim –, foi escalada para disparar uma artilharia pesada contra o governo Dilma.

Seu álibi – subreptício e maroto – foi a “prática lesiva ao interesse público” que estaria na essência do governo petista, de tirar técnicos do mais alto nível da direção de empresas públicas para colocar políticos, transformando-as em ‘cabide de empregos’. Pois bem, resgatemos alguns dados para entender o “alto nível” do ex-presidente da Vale, defendido com bravura pelas elites.

1. – Roger Agnelli se orgulhava de ter formado, com as empresas anglo-australianas BHP Bilinton e Rio Tinto, um poderoso cartel que controla a produção mundial de ferro. É esta a causa do crescimento extraordinário do lucro da empresa, que de 2001 a 2010 conseguiu aumentar o preço da tonelada do minério de ferro de US$ 27 para US$ 190! No mesmo período, o lucro líquido da Vale cresceu de US$ 3,05 para US$ 30,1 bilhões! Isto ajuda a entender e derrubar a lenda da ‘eficiência’ da iniciativa privada relativamente à pública. Cartel, como sabemos, é cartel! É monopólio! O resto é poesia.


2. – A crítica de Lula foi no sentido de que Agnelli tinha transformado a empresa praticamente em exportadora de produtos primários. 40% dos planos de investimentos da Vale é destinado a 39 países. A empresa exporta 90% do ferro produzido, sem valor agregado. Onde ficou o interesse da Vale – sob a direção de Agnelli – em industrializar e desenvolver o País?


3. – Na crise de 2008, a primeira preocupação de Agnelli foi demitir cerca de 1,5 mil trabalhadores da Vale, além de impor acordos lesivos de redução de salários aos que ficaram. Mas, manteve o seu: entre salários e bônus, recebia R$ 16 milhões por ano (R$ 1,3 milhão por mês!).


4. – Quando Lula empreendia um esforço imenso para recriar a indústria naval brasileira, Agnelli, ao invés de ajudar, encomendou à China 12 navios cargueiros dos mais diferentes calados ao preço de US$ 1,6 bilhão! Mais: assinou contrato de 25 anos com a Mitsui para transportar minérios para a China.


5. – Por pouco Agnelli não quebrou a Vale: tentou comprar a multinacional anglo-suiça Xtrata pela bagatela de US$ 100 bilhões às vésperas da crise mundial de 2008. Felizmente o Universo conspirou em favor do Brasil: os acionistas da multinacional desistiram do negócio. Imaginem o prejuízo que adviria: os bancos, como o Lehman Brothers, que financiariam a transação, afundaram na crise.


6. – A Vale vem de há muito burlando o pagamento de R$ 3,9 bilhões de royalties aos estados produtores.


7. – Só para divulgar o novo logotipo da Vale em 2007, Agnelli gastou – com anúncios em jornais e TV’s – mais de R$ 50 milhões! Em 2009, os gastos com propaganda chegaram a R$ 178,8 milhões!


Fica claro o empenho de Miriam Leitão na defesa de Agnelli e na demonização do governo Dilma.


8. – Roger Agnelli, o seu compromisso deveria ser com o Brasil. Nunca foi! Portanto, o senhor já foi tarde!


Emerson Leal – Doutor em Física Atômica e molecular e vice-prefeito de S. Carlos. Email: depl@df.ufscar.br ABR/2011.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

RESISTÊNCIA PRÓ-DONA MARISA LETÍCIA


O PIG e seus idiotas preconceituosos – os 3% que odeiam o Lula, enquanto 87% da população brasileira o considera o maior presidente de todos os tempos – tudo fizeram para desmerecer o primeiro casal da república, não só nos oito anos de presidência, mas ainda agora, quando a família Lula quer um tempo de sossego porque precisa, sim, recarregar as baterias e retomar a vida longe do poder.

Porque os Lulas se hospedaram no forte do Guarujá, lá vieram os imbecis do PIG – Globo, Folhão et caterva – a levantar idiotices como as de que eles não teriam direito de lá se hospedar por alguns dias; como se isso pudesse abalar as contas da República; como se os brasileiros todos não tivessem torcendo para que Lula e seus familiares tivessem todo o conforto e sossego que merecem, depois de oito anos de esforço hercúleo, para tirar o Brasil do brejo em que eles – que esbravejam quando nós os chamamos de elite, de elite estúpida e preconceituosa – juntamente com seus queridinhos tucanos e demos jogaram o País.

Por oito anos, a família Lula sofreu diferentes formas de preconceito e de ataques à sua dignidade. Tudo suportaram. E agora, que o Lula, às vezes, com aquele seu jeito franco de falar, reclama que sofreu preconceitos, ouço comentaristas do PIG a dizer que ele guarda rancor das elites!!!

Ora, senhores e senhoras! Se fosse eu que tivesse passado o que eles passaram e tivesse feito o que Lula fez, vocês podem estar certos, muitos jornalistinhas imbecis por aí estariam sendo muito bem chamados à chincha, às barra dos tribunais, para terem o seu couro devidamente arrancado em altas indenizações por assédio moral, por injúria e difamação.

Mas, quero deixar aqui, neste blog, o artigo de uma verdadeira mulher: HILDERGARD ANGEL que põe alguns pingos nos is neste artigo:


Marisa Letícia Lula da Silva: as palavras que precisavam ser ditas






Foram oito anos de bombardeio intenso, tiroteio de deboches, ofensas de todo jeito, ridicularia, referências mordazes, críticas cruéis, calúnias até. E sem o conforto das contrapartidas. Jamais foi chamada de "a Cara" por ninguém, nem teve a imprensa internacional a lhe tecer elogios, muito menos admiradores políticos e partidários fizeram sua defesa. À "companheira" número 1 da República, muito osso, afagos poucos. Ah, dirão os de sempre, e as mordomias? As facilidades? O vidão? E eu rebaterei: E o fim da privacidade? A imprensa sempre de olho, botando lente de aumento pra encontrar defeito? E as hostilidades públicas? E as desfeitas? E a maneira desrespeitosa com que foi constantemente tratada, sem a menor cerimônia, por grande parte da mídia? Arremedando-a, desfeiteando-a, diminuindo-a? E as frequentes provas de desconfiança, daqui e dali? E - pior de tudo - os boatos infundados e maldosos, com o fim exclusivo e único de desagregar o casal, a família? Ah, meus queridos, Marisa Letícia Lula da Silva precisou ter coragem e estômago para suportar esses oito anos de maledicências e ataques. E ela teve.

Começaram criticando-a por estar sempre ao lado do marido nas solenidades. Como se acompanhar o parceiro não fosse o papel tradicional da mulher mãe de família em nossa sociedade. Depois, implicaram com o silêncio dela, a "mudez", a maneira quieta de ser. Na verdade, uma prova mais do que evidente de sua sabedoria. Falar o quê, quando, todos sabem, primeira-dama não é cargo, não é emprego, não é profissão? Ah, mas tudo que "eles" queriam era ver dona Marisa Letícia se atrapalhar com as palavras para, mais uma vez, com aquela crueldade venenosa que lhes é peculiar, compará-la à antecessora, Ruth Cardoso, com seu colar poderoso de doutorados e mestrados. Agora, me digam, quantas mulheres neste grande e pujante país podem se vangloriar de ter um doutorado? Assim como, por outro lado, não são tantas as mulheres no Brasil que conseguem manter em harmonia uma família discreta e reservada, como tem Marisa Letícia. E não são também em grande número aquelas que contam, durante e depois de tantos anos de casamento, com o respeito implícito e explícito do marido, as boas ausências sempre feitas por Luís Inácio Lula da Silva a ela, o carinho frequentemente manifestado por ele. E isso não é um mérito? Não é um exemplo bom?

Passemos agora às desfeitas ao que, no entanto, eu considero o mérito mais relevante de nossa ex-primeira-dama: a brasilidade. Foi um apedrejamento sem trégua, quando Marisa Letícia, ao lado do marido presidente, decidiu abrir a Granja do Torto para as festas juninas. A mais singela de nossas festas populares, aquela com Brasil nas veias, celebrando os santos de nossas preferências, nossa culinária, os jogos e brincadeiras. Prestigiando o povo brasileiro no que tem de melhor: a simplicidade sábia dos Jecas Tatus, a convivência fraterna, o riso solto, a ingenuidade bonita da vida rural. Fizeram chacota por Lula colar bandeirinhas com dona Marisa, como se a cumplicidade do casal lhes causasse desconforto. Imprensa colonizada e tola, metida a chique. Fazem lembrar "emergentes" metidos a sebo que jamais poderiam entender a beleza de um pau de sebo "arrodeado" de fitinhas coloridas. Jornalistas mais criteriosos saberiam que a devoção de Marisa pelo Santo Antônio, levado pelo presidente em estandarte nas procissões, não é aprendida, nem inventada. É legitimidade pura. Filha de um Antônio (Antônio João Casa), de família de agricultores italianos imigrantes, lombardos lá de Bérgamo, Marisa até os cinco de idade viveu num sítio com os dez irmãos, onde o avô paterno, Giovanni Casa, devotíssimo, construiu uma capela de Santo Antônio. Até hoje ela existe, está lá pra quem quiser conferir, no bairro que leva o nome da família de Marisa, Bairro dos Casa, onde antes foi o sítio de suas raízes, na periferia de São Bernardo do Campo. Os Casa, de Marisa Letícia, meus amores, foram tão imigrantes quanto os Matarazzo e outros tantos, que ajudaram a construir o Brasil.

Outro traço brasileiro dela, que acho lindo, é o prestígio às cores nacionais, sempre reverenciadas em suas roupas no Dia da Pátria. Obras de costureiros nossos, nomes brasileiros, sem os abstracionismos fashion de quem gosta de copiar a moda estrangeira. Eram os coletes de crochê, os bordados artesanais, as rendas nossas de cada dia. Isso sim é ser chique, o resto é conversa fiada. No poder, ao lado do marido, ela claramente se empenhou em fazer bonito nas viagens, nas visitas oficiais, nas cerimônias protocolares. Qualquer olhar atento percebe que, a partir do momento em que se vestir bem passou a ser uma preocupação, Marisa Letícia evoluiu a cada dia, refinou-se, depurou o gosto, dando um olé geral em sua última aparição como primeira-dama do Brasil, na cerimônia de sábado passado, no Palácio do Planalto, quando, desculpem-me as demais, era seguramente a presença feminina mais elegante. Evoluiu no corte do cabelo, no penteado, na maquiagem e, até, nos tão criticados reparos estéticos, que a fizeram mais jovem e bonita. Atire a primeira pedra a mulher que, em posição de grande visibilidade, não fez uma plástica, não deu uma puxadinha leve, não aplicou uma injeçãozinha básica de botox, mesmo que light, ou não recorreu aos cremes noturnos. Ora essa, façam-me o favor!

Cobraram de Marisa Letícia um "trabalho social nacional", um projeto amplo nos moldes do Comunidade Solidária de Ruth Cardoso. Pura malícia de quem queria vê-la cair na armadilha e se enrascar numa das mais difíceis, delicadas e técnicas esferas de atuação: a área social. Inteligente, Marisa Letícia dedicou-se ao que ela sempre melhor soube fazer: ser esteio do marido, ser seu regaço, seu sossego. Escutá-lo e, se necessário, opinar. Transmitir-lhe confiança e firmeza. E isso, segundo declarações dadas por ele, ela sempre fez. Foi quem saiu às ruas em passeata, mobilizando centenas de mulheres, quando os maridos delas, sindicalistas, estavam na prisão. Foi quem costurou a primeira bandeira do PT. E, corajosa, arriscou a pele, franqueando sua casa às reuniões dos metalúrgicos, quando a ditadura proibiu os sindicatos. Foi companheira, foi amiga e leal ao marido o tempo todo. Foi amável e cordial com todos que dela se aproximaram. Não há um único relato de episódio de arrogância ou desfeita feita por ela a alguém, como primeira-dama do país. A dona de casa que cuida do jardim, planta horta, se preocupa com a dieta do maridão e protege a família formou e forma, com Lula, um verdadeiro casal. Daqueles que, infelizmente, cada vez mais escasseiam.

Este é o meu reconhecimento ao papel muito bem desempenhado por Marisa Letícia Lula da Silva nesses oito anos. Tivesse dito tudo isso antes, eu seria chamada de bajuladora. Esperei-a deixar o poder para lhe fazer a Justiça que merece.

(http://noticias.r7.com/blogs/hildegard-angel/2011/01/04/marisa-leticia-lula-da-silva-as-palavras-que-precisavam-ser-ditas/)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Imprensa gerou ódio contra nordestinos em São Paulo




sexta-feira, 5 de novembro de 2010


A campanha que os jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo, a revista Veja e a Rede Globo, entre outros, empreenderam junto aos paulistas visando eleger José Serra presidente da República foi a verdadeira responsável por incitar o ódio contra nordestinos que se viu nas redes sociais no último domingo, após a confirmação da vitória de Dilma Rousseff.

Na verdade, para fazer justiça à campanha de Serra, não se tem maior conhecimento de ações suas no sentido de caricaturar o eleitorado de Dilma Rousseff – bem como o de Lula, sobretudo em 2006 – como sendo “nordestino”, “ignorante”, “desinformado” e “comprado” pelo “Bolsa Família”.

O bombardeio midiático sobre a população paulista começou no limiar de 2006, quando o presidente Lula passou a ostentar índices crescentes de aprovação nas pesquisas até se reeleger ao fim daquele ano.

No final de 2005, com o escândalo do mensalão sendo martelado incessantemente pelas imprensas de São Paulo e do Rio – que espalhavam seus conteúdos por meios de comunicação regionais de todo país, só que com bem menos sucesso do que em São Paulo –, Lula chegara ao fim daquele ano em queda nas pesquisas.

Apesar de haver suspeitas sobre aquelas pesquisas, o fato é que logo depois do ano novo, já em 2006, uma pesquisa do instituto Sensus mostrava reação do presidente, tendência que só faria aumentar até que ele finalmente derrotasse o tucano Geraldo Alckmin com uma enxurrada de votos.

Naquele momento, com as pesquisas desafiando os desejos eleitorais dos barões da imprensa, esta passou a promover verdadeira lavagem cerebral em a sua “clientela”, ou seja, nos setores de classe média-alta e alta que agora se constata que chegam à irracionalidade e à delinqüência movidos pelos preconceitos que lhes foram inoculados.

A imagem que ilustra este texto – o mapa do Brasil tingido de vermelho e azul conforme as regiões do país em que venceram Dilma e Serra – coroou uma campanha midiática que durou pelo menos quatro anos e que foi empreendida através das “análises” das pesquisas pelos veículos supra mencionados.

Aquelas análises reiteravam, vez após outra, que o eleitorado de Lula e – agora – Dilma era composto por “nordestinos” de “menor instrução” e “desinformados”, como se fosse possível alguém se esconder do tsunami antipetista que inundou os meios de comunicação nos últimos anos.

Apesar de a campanha de Serra ter incitado um ódio na sociedade que gerou até enfrentamento entre partidários tucanos e petistas em mais de uma ocasião, essa mesma campanha não promoveu preconceito contra nordestinos nem em São Paulo nem em parte alguma, até porque o candidato precisava dos votos do Nordeste.

Coube à imprensa paulista-carioca realizar essa insanidade de jogar brasileiros contra brasileiros. E talvez não tenha sido nem por estratégia eleitoral – e, se foi, tratou-se de uma burrice desmedida. É forte a impressão de que a caricatura que essa imprensa fez do eleitor médio de Lula e Dilma teve origem em uma birra infantil dos barões midiáticos.

Diante da constatação da insanidade que se apossou daqueles jovens de classe média alta nas redes sociais no último domingo, um dos veículos que mais difundiu as premissas das quais partiram os degenerados juvenis teve a audácia de publicar editorial criticando o produto de seu “jornalismo”, reconhecendo que Dilma não precisaria do Nordeste para vencer.

Na última quinta-feira, quatro dias depois da explosão racista de jovens paulistas na internet, a Folha de São Paulo publicou o editorial em questão (abaixo).

Intolerância na rede

Uma parcela minoritária de eleitores insatisfeitos com a vitória de Dilma Rousseff incentivou uma onda de mensagens preconceituosas na internet contra nordestinos -aos quais atribui o sucesso eleitoral da ex-ministra.

Ataques mais extremados vociferam desejos separatistas e propõem, numa sombria caricatura nazista, que se construam “câmaras de gás” para eliminar a população do Nordeste.

São demonstrações que vêm no rastro do discurso sectário e da disputa política desqualificada que encontram na rede de computadores fértil território para prosperar. Ataques de baixo nível, ofensas, injúrias e disseminação intencional de boatos -nada disso faltou nos palanques virtuais ao longo da campanha eleitoral.

O caráter até certo ponto ambíguo das manifestações que acontecem nas chamadas redes sociais, nas quais conversas entre pessoas e comunidades transitam numa zona cinzenta entre o público e o privado, contribui para afirmar o mito do “território livre” que acompanha a internet desde o início de sua difusão. É como se ali todos estivessem protegidos não pelas leis, mas das leis – que só valeriam para casos extremos como crimes financeiros ou sexuais.

Não é demais lembrar que há no Brasil legislação para punir manifestações de racismo, não fazendo nenhuma ressalva para quando elas irrompem na internet. É acertada, portanto, a decisão da seção pernambucana da Ordem dos Advogados do Brasil de denunciar, por racismo e incitação de crime, uma das responsáveis pelos ataques ao afirmar em sua página que “nordestino não é gente”.

No mais, embora não seja este o cerne da questão, são incorretas as informações utilizadas pelos promotores da intolerância como esteio para a sua falta de razão. Em que pese a larga margem conquistada por Dilma Rousseff sobre José Serra em Estados do Nordeste, a petista venceria o pleito mesmo se os votos da região não fossem computados.

O editorial, por razões óbvias, passa ao largo da razão pela qual surgiu essa crença equivocada desse setor da população paulista na versão de que Dilma – e, antes dela, Lula – tenha sido eleita graças ao Nordeste. Esquiva-se, de forma patética, de analisar de onde veio essa mentalidade bizarra.

O que vem acontecendo em São Paulo por conta desse noticiário incitante ao preconceito racial, geográfico, cultural e político já fugiu ao controle outras vezes. Logo após o primeiro turno, este blog denunciou um inédito “bullying eleitoral” entre crianças na escola, prova de que começa cedo a doutrinação racista entre os setores mais abastados da população paulista.

A deformidade social que estes fatos revelam, portanto, precisa desencadear uma discussão sobre os limites entre a liberdade de imprensa e a pura e simples inoculação de ódios e preconceitos variados na sociedade. A imprensa deve ser livre para difundir idéias que resultem em confrontos sociais?

Não se pede que os fatos sejam omitidos, mas quando a interpretação deles é enviesada e imprecisa – pois Dilma e Lula sempre tiveram amplo apoio mesmo entre os setores mais ricos e escolarizados, ainda que, em alguns momentos, um pouco menor do que os adversários – as conseqüências podem ser nefastas.

A experiência induz à crença de que nos próximos anos esses meios de comunicação persistirão na prática de insuflar o Sul e o Sudeste contra o Norte e o Nordeste, como que responsabilizando-os por uma conjuntura política adversa para os grupos políticos que apóiam. A grande questão é sobre até que ponto farão esse ódio crescer.

Blog da Cidadania

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domingo, 24 de outubro de 2010

E A PALHAÇADA CONTINUOU... E CONTINUA!


O PIG se desmoralizou na defesa leonina do Zé.

Confirmou, assim, que não existe liberdade de opinião na grande mídia brasileira: vale a opinião de quem paga, do patrão.

Jornalistas são desmoralizados todos os dias, nas redações, por serem obrigados a cumprir as normas e a divulgar as ideias e ideologias de seus donos, amarrados na coleira da ameaça do desemprego.

O PIGGlobão fez o que pôde para defender a palhaçada do Zé em Campo Grande: ele devia ter rolado no asfalto e rompido uma ampola de falso sangue, como fez o Rojas no célebre maracanazzo, para dar mais realismo à cena.

O PIGGlobão chamou até o MOLINA, o total flex, aquele que faz laudos de acordo com a grana paga, para ver se convencia. Não convenceu.

Mas, há ainda esperança para os pobres jornalistas. Há, ainda, vida inteligente, mesmo no Departamento de Jornalismo da Rede Globo de Televisão, como se pode ver pela reportagem abaixo:


publicada sexta-feira, 22/10/2010 às 17:58 e atualizada sábado, 23/10/2010 às 19:43

O chefe conduz a equipe para a vergonha






Passava das 9 da noite dessa quinta-feira e, como acontece quando o “Jornal Nacional” traz matérias importantes sobre temas políticos, a redação da Globo em São Paulo parou para acompanhar nos monitores a “reportagem” sobre o episódio das “bolinhas” na cabeça de Serra.

A imensa maioria dos jornalistas da Globo-SP (como costuma acontecer em episódios assim) não tinha a menor idéia sobre o teor da reportagem, que tinha sido editada no Rio, com um único objetivo: mostrar que Serra fora, sim, agredido de forma violenta por um grupo de “petistas furiosos” no bairro carioca de Campo Grande.

Na quarta-feira, Globo e Serra tinham sido lançados ao ridículo, porque falaram numa agressão séria – enquanto Record e SBT mostraram que o tucano fora atingido por uma singela bolinha de papel.
Aqui, no blog do Azenha. você compara as reportagens das três emissora na quarta-feira. No twitter, Serra virou “Rojas”. Além de Record e SBT, Globo e Serra tiveram o incômodo de ver o presidente Lula dizer que Serra agira feito o Rojas (goleiro chileno que simulou ferimento durante um jogo no Maracanã).

Ali Kamel não podia levar esse desaforo pra casa. Por isso, na quinta-feira, preparou um “VT especial” – um exemplar típico do jornalismo kameliano. Sete minutos no ar, para “provar” que a bolinha de papel era só parte da história. Teria havido outra “agressão”. Faltou só localizar o Lee Osvald de Campo Grande.
O “JN” contorceu-se, estrebuchou para provar a tese de Kamel e Serra. Os editores fizeram todo o possível para cumprir a demanda kameliana. Mas o telespectador seguiu sem ver claramente o “outro objeto” que teria atingido o tucano. Serra pode até ter sido atingido 2, 3, 4, 50 vezes. Só que a imagem da Globo de Kamel não permite tirar essa conclusão.

Aliás, vários internautas (como Marcelo Zelic, em ótimo vídeo postado aqui no Escrevinhador) mostraram que a sequência de imagens – quadro a quadro – não evidencia a trajetória do “objeto” rumo à careca lustrosa de Serra.

Mas Ali Kamel precisava comprovar sua tese. E foi buscar um velho conhecido (dele), o peritoRicardo Molina.

Quando o perito apresentou sua “tese” no ar, a imensa redação da Globo de São Paulo – que acompanhava a “reportagem” em silêncio – desmanchou-se num enorme uhhhhhhhhhhh! Mistura de vaia e suspiro coletivo de incredulidade.

Boas fontes – que mantenho na Globo – contam-me que o constrangimento foi tão grande que um dos chefes de redação da sucursal paulista preferiu fechar a persiana do “aquário” (aquelas salas envidraçadas típicas de grandes corporações) de onde acompanhou a reação dos jornalistas.
O chefe preferiu não ver.

A vaia dos jornalistas, contam-me, não vinha só de eleitores da Dilma. Há muita gente que vota em Serra na Globo, mas que sentiu vergonha diante do contorcionismo do “JN”, a serviço de Serra e de Kamel.

Terminado o telejornal, os editores do “JN” em São Paulo recolheram suas coisas, e abandonaram a redação em silêncio – cabisbaixos alguns deles.

Sexta pela manhã, a operação kameliana ainda causava estragos na Globo de São Paulo. Uma jornalista com muitos anos na casa dizia aos colegas: “sinto vergonha de ser jornalista, sinto vergonha de trabalhar aqui”.

Serra e Kamel não sentiram vergonha.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

COMO TRANSFORMAR MERDA EM OURO

A Rede Globo de televisão, há muito, descobriu o caminho das pedras: edição é tudo!

Pega, por exemplo, um programa idiota como o Big Brother Brasil e transforma-o em sucesso absoluto.

Como?

Simples, e ao mesmo tempo, complicado: editando.

Ou seja, as maquininhas e as inteligências da Globo transformam qualquer merda em ouro, qualquer sujeira em beleza...

Adoro, por exemplo, ver a São Paulo das novelas da Globo: tenho vontade de morar lá, embora more em São Paulo há mais de quarenta anos.

Assim, tudo se edita, na Globo: os programas, as novelas, os documentários, os filmes, a realidade, a verdade... o jornalismo.

Por isso, é podre o jornalismo da Globo: a verdade é sempre a que eles querem que seja. Nunca o que as câmeras captaram.

Assim foi feito com o entrevero entre o Zé e participantes de uma passeata no Rio, ontem: mais um pouco e foi um míssil que atingiu a cabeça do candidato.

Só não chegaram a tanto, porque, na internet, a farsa do Zé já estava sendo desmascarada.

No início, disseram que ele, o Zé, tinha sido atingido por um rolo de fita adesiva (que deve pesar no máximo uns 10 gramas). Depois, ficou claro que o objeto pesado e contundente (segundo a nota do PSDB!) não passou de uma bolinha de papel.

Papel!
Simbolicamente, esse o papel representado pelo candidato: uma farsa protagonizada por um palhaço que não sabe mais o que inventar, em termos de mentira, para ganhar uma eleição.

E agrava-se mais ainda a situação: tudo indica que a confusão cresceu porque o Zé não só xingou os adversários que o desafiavam, como tentou partir para o revide físico, ou seja, tentou partir para o sopapo, num claro e evidente sinal de total descontrole emocional.

É esse o homem que a direita fascista quer para a presidência do País!

Bem, já escrevi demais. Leiam a reportagem abaixo, para terem uma ideia bem clara do que o PIG é capaz.

O texto foi tirado do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, cujo link segue abaixo.


(A foto dramática no Jornal Nacional)



(Vejam como o sangue escorre abundante da cabeça do candidato!)


O atentado de Campo Grande

Por Luciano Martins Costa em 21/10/2010


Comentário para o programa radiofônico do OI, 21/10/2010



Foi mais ou menos como num jogo de futebol: o zagueiro encosta no atacante, o atacante se atira dentro da área, rolando, se contorcendo, na esperança de que o árbitro apite um pênalti. Mas as câmaras são soberanas. Elas mostram que o zagueiro mal tocou no centroavante, que o atacante se atirou, que não está machucado, que está simulando. Ainda assim, alguns narradores gritam: "Pênalti!". E no dia seguinte, os analistas vão bater boca o dia inteiro: foi, não foi, o juiz acertou, o juiz roubou.


Na cena reproduzida pelo Jornal da Record, o candidato José Serra vem caminhando, sorridente, pela rua do comércio de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Vem cercado de correligionários e seguranças. Mais adiante, seu caminho está bloqueado por uma passeata de petistas, que podem ser identificados por suas bandeiras vermelhas.


A comitiva do candidato oposicionista segue na direção dos adversários, arma-se um rápido entrevero, no qual um petista é agredido por três acompanhantes do candidato Serra, que está abrigado à porta de uma loja.


Apartam-se as brigas, Serra retoma a caminhada.


Então, alguma coisa o atinge na cabeça.


Pela câmara da TV Record, observa-se que o candidato apenas passa a mão na cabeça, constatando que não está ferido. É levado, então, por seus acompanhantes para um hospital.
Corta para o médico que o atendeu. A frase é clara: ele não tem nem um arranhão. A reportagem esclarece: o candidato foi atingido por um rolinho de plástico, um desses adesivos de campanha amarrotado.


Agora, a mesma cena no Jornal Nacional, da TV Globo: tudo quase igual, exceto no momento em que José Serra é atingido. Substitui-se, então, a imagem em movimento, que mostra apenas um susto da vítima, por uma fotografia, tirada de cima para baixo, de efeito muito mais dramático.
Quando chega o trecho da entrevista do médico, sua voz desaparece e em lugar da versão oficial do hospital entra o locutor, que apaga a informação de que o canditado não sofreu sequer um arranhão e a substitui por uma versão mais grave. A encenação se completa com o candidato sendo entrevistado, sob uma tensa luz azulada, com olhar de vítima.


Simulando uma contusão


O episódio, condenável sob todos os aspectos, deve, no entanto, ser visto como resultado da irracionalidade e radicalização da campanha eleitoral.


Mas as versões apresentadas pela imprensa merecem uma análise à parte.


Uma curiosidade: quem teria descido do Olimpo global para comandar a edição de tão importante reportagem? Que critérios do manual de ética e jornalismo da Rede Globo foram brandidos para justificar a transformação de um episódio banal, mais do que esperado no ambiente de conflagração que os próprios candidatos andaram estimulando, em uma crise republicana?


As evidentes diferenças nas edições do Jornal Nacional, muito mais dramático, e do Jornal da Record, que tratou o episódio com mais naturalidade, sem deixar de condenar os excessos de militantes, têm a ver com jornalismo ou com engajamento eleitoral?


No boletim online do Globo, distribuido às 14h18 da quarta-feira, "Serra é agredido durante enfrentamento de militantes em ato de campanha no Rio".


Na edição de papel, primeira página do Globo, "Serra é agredido por petistas no Rio". No complemento, a informação alarmante: por orientação médica, o candidato cancelou o resto da agenda e submeteu-se a uma tomografia num hospital da Zona Sul.


Título na primeira página do Estadão: "No Rio, petistas agridem Serra em evento".
Na Folha, em foto menos dramática, "Serra toca local em que foi atingido por um rolo de adesivos…"


Quanto pesa um adesivo de campanha enrolado? Cinco, dez gramas?


E a tomografia? É resultado da conhecida hipocondria do ex-governador ou parte da estratégia para transformar um episódio grotesco e banal em atentado político? Como uma bolinha de papel, dessas que os alunos atiram uns nos outros nas salas de aula, poderia virar motivo de comoção nacional?


Em seu artigo na edição desta quinta-feira [21/10] da Folha de S.Paulo, a colunista Eliane Cantanhêde transforma o projétil de papel em "bandeirada" na cabeça e afirma que José Serra, literalmente, apanhou na rua.


Quanto vale um jornalismo dessa qualidade?


A chamada grande imprensa perdeu completamente as estribeiras.

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=612JDB010



PS.: Qual jornalista, repórter, entrevistador etc. vai sair da toca do comodismo e da hipocrisia para perguntar diante de todo mundo se é verdade ou não que a Mônica Serra fez aborto!!!

sábado, 16 de outubro de 2010

NÃO PODEMOS DEMONIZAR MÔNICA SERRA!

Como disse, respeito a dor da mulher Mônica Serra.

Só não posso concordar com o seu desrespeito para com a mulher Dilma Rousseff.

Só não posso concordar com o seu desrespeito para com o povo brasileiro.

Só não posso concordar com sua adesão à campanha fascista de mentiras em que se jogou o seu marido Zé.

Solidarizo-me, sim, com a Mônica e com todas as mulheres que viveram situação semelhante à dela.

Não posso concordar, no entanto, com a visão simplista de quem quer que seja de que o aborto seja uma questão de polícia. Não é também uma questão de política partidária, mas de Política (com pê maiúsculo) pública de prevenção, orientação e proteção à mulher.

Por isso, publico abaixo o que a aluna de Mônica Serra escreveu em seu Facebook, de acordo com o Portal Terra, cujo link se encontra logo abaixo (esse mesmo portal tem uma boa entrevista com a moça).

Leiam. E ajudem a tirar a máscara fascista do Zé – que ele tem uma biografia que não merecia ser jogada nos braços dessa direita pitbull que ameaça o Brasil.

Não tenho medo do Zé – tenho medo, sim, dessa gente suja e nojenta que se juntou a ele, nessa campanha de difamação, de sacanagem, acobertada pelo PIG-Folhão-Estadão-Globão et caterva!

Porque isso é fascismo!



O que Sheila Ribeiro escreveu em seu Facebook


16 de outubro de 2010 • 09h02 • atualizado às 09h09

RESPEITEMOS A DOR DE MÔNICA SERRA

Meu nome é Sheila Ribeiro e trabalho como artista no Brasil. Sou bailarina e ex-estudante da Unicamp onde fui aluna de Mônica Serra.

Aqui venho deixar a minha indignação no posicionamento escorregadio de José Serra, que no debate de ontem, fazia perguntas com o intuito de fazer sua campanha na réplica, não dialogando em nenhum momento com a candidata Dilma Roussef.

Achei impressionante que o candidato Serra EVITA tocar no assunto da DESCRIMINALIZAÇÃO do aborto, evitando assim falar de saúde pública e de respeitar tantas mulheres, começando pela SUA PRÓPRIA MULHER. Sim, Mônica Serra já fez um aborto e sou solidária a sua dor.

Com todo respeito que devo a essa minha professora gostaria de revelar publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre o aborto, sobre o seu aborto traumático. Mônica Serra fez um aborto. Na época da ditadura, grávida de 4 meses, Mônica Serra decidiu abortar, pois seu marido estava exilado e todos vivíamos uma situação instável. Aqui está a prova de que o aborto é uma situação terrível, triste, para a mulher e para o casal, e por isso não deve ser crime, pois tantas são as situações complexas que levam uma mulher a passar por essa situação difícil. Ninguém gosta de fazer um aborto, assim como o casal Serra imagino não ter gostado. A educação sobre a contracepção deve ser máxima para que evitemos essa dor para a mulher e para o estado.

Assim, repito a pergunta corajosa de minha presidente, Dilma Roussef, que enfrenta a saúde pública cara a cara com ela: se uma mulher chega em um hospital doente, por ter feito um aborto clandestino, o estado vai cuidar de sua saúde ou vai mandar prendê-la?

Nesse sentido, devemos prender Mônica Serra caso seu marido fosse eleito presidente?
Pelo Brasil solidário e transparente que quero, sem ameaças, sem desmerecimento da fala do outro, com diálogo e pelo respeito a dor calada de Mônica Serra.

http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4738103-EI15311,00-O+que+Sheila+Ribeiro+escreveu+em+seu+Facebook.html

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O ABORTO NA CAMPANHA PRESIDENCIAL




Vamos lá, que o assunto é espinhoso.

Aborto é problema de saúde pública e direito individual de cada mulher, segundo a sua consciência.

Ninguém é a favor do aborto, ao declarar tal princípio.

O que não se pode fazer é, primeiro, partidarizar uma questão que não é problema de partido político, mas de política de saúde pública e, segundo, jogar para o campo religioso uma questão que é de foro íntimo.

Que as religiões tenham sua concepção sobre o aborto, é problema delas. Que orientem seus fiéis, que proíbam seus fiéis, que façam o que quiserem com seus fiéis e seus princípios.

Não podem bispos, pastores, aiatolás, gurus, pais-de santo, rabinos ou quaisquer outros assim chamados líderes espirituais se imiscuir em questões de Estado, ou seja, de política de saúde pública.
O Estado brasileiro é laico e tem que continuar a ser. Misturar governo com religião nunca deu e nunca dará certo.

Repito: ninguém, em sã consciência, é a favor do aborto.

Mas, independentemente de todos os chamados líderes religiosos, suas fiéis seguidoras continuam a praticar o aborto, por desespero, por desinformação, por problemas de foro íntimo lá delas.

Tornar essas mulheres criminosas é que é criminoso – e é contra tudo o que as religiões dizem pregar, ou seja, compreensão, amor, caridade etc.

Portanto, partidarizar a questão do aborto, como estão fazendo a campanha do Zé e o PIG é, para dizer o mínimo, querer implantar uma DITADURA DA DIREITA, é querer confundir a opinião pública.
E isso é FASCISMO.

Acho que o artigo abaixo joga um pouco de luz nessa questão.


O levante das Amélias pitbull

Cynara Menezes
13 de outubro de 2010 às 10:13h





Weslian Roriz e Mônica Serra: lutando pelo direito das mulheres de serem só primeiras-damas. (Foto:Agência Brasil/Sérgio Lima/ Folhapress )


Em novembro de 1994, fui cobrir a participação de Ruth Cardoso, esposa do presidente eleito Fernando Henrique, no congresso da Anpocs (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais), que até hoje acontece em Caxambu, Minas. Depois de flanar durante o dia por entre as mesas-redondas e palestras, dona Ruth sentou-se à beira da piscina do hotel, com seus amigos intelectuais, para fumar um cigarrinho e tomar um drinque. Ali vi que era o tipo de mulher a admirar: inteligente, independente, interessante. Eu nunca votaria no marido dela para nada, mas dona Ruth era a perfeita primeira-dama. Termo, que, coerentemente, odiava.Sou uma espécie de especialista em primeiras-damas. Sempre que estive em Brasília cobrindo política, elas eram “minha área”. Fui a primeira jornalista do país a entrevistar Rosane Collor após a vitória em 1989, e depois da posse, em 1990. Collor foi substituído por Itamar Franco, que era divorciado. E então veio dona Ruth. Claro que a discreta antropóloga foi um sopro de civilidade diante da moça simplória, cuja característica mais marcante era combinar a bolsa com os sapatos. E que achava ser primeira-dama “bárbaro”. Com Lula chegou dona Marisa Letícia que, pena, optou por ser silenciosa. Mas, com exceção da estrela sem noção que quis pôr nos jardins do Alvorada, nada fez que pudesse me envergonhar como cidadã.



Dona Ruth foi de longe a mais completa das primeiras-damas, mas ainda assim era primeira-dama, não presidente. E vejam só. Agora que se desenha a possibilidade de termos finalmente uma mulher no cargo máximo da Nação, e não um apêndice – admirável ou não -, eis que duas integrantes do sexo feminino saem da sombra onde se achavam para colocar as brasileiras “no seu devido lugar”, com a mensagem subliminar de que não nascemos para presidir, e sim para sermos eternamente primeiras-damas. No máximo, vice-presidentes, cargo que Rita Camata topou ocupar ao lado de José Serra em 2002. Presidente, não. Se ser primeira-dama é tão bom, toda a glória e nenhum poder…



Não consigo ver diferenças profundas entre Weslian Roriz e Monica Serra. Deveria, pois enquanto a primeira é a típica mulher “do lar” da geração de nossas mães, a segunda esteve exilada com o marido no exterior, estudou em universidades norte-americanas, tem até doutorado. Do jeito que tem se posicionado, foi uma surpresa para mim descobrir isso – sinceramente, pensava que era apenas uma ex-bailarina e dona-de-casa. O caso da sra. Roriz é sem dúvida mais grave: ela quer se tornar governadora para continuar a ser primeira-dama! Já Monica quer ser primeira-dama, e basta. Alguém duvida, porém, que faria o mesmo pelo “Zé” se ele, por alguma razão, pedisse? Que se lançaria às feras de uma eleição, como Weslian, para agradar ao marido?



O tipo de fidelidade canina de Monica é idêntico ao da mulher de Roriz. Como Amélias pitbull, ambas são capazes de atacar quem quer que seja na defesa do macho da casa e da instituição familiar. Ambas se dizem católicas fervorosas. E ambas apelam para o aborto para tentar derrotar os adversários dos maridos. No debate do primeiro turno na Globo do Distrito Federal, a “doce” Weslian virou-se para Agnelo Queiroz, do PT, e, em vez de responder à pergunta que lhe foi feita, leu seu papelzinho: “Ah, o sr. é comunista, não acredita em Deus! Então, é a favor do aborto ou não?” Monica recebeu a incumbência, ao lado do vice Índio da Costa, de atiçar pastores e padres para que associem Dilma Rousseff a valores condenados pela igreja. Nas palavras da candidata a primeira-dama, Dilma “gosta de matar criancinhas”.



Tanto o comportamento da mulher-laranja, que ocupa o lugar do marido ficha-suja, como o da mulher que assume a estratégia mais rasteira da campanha para deixar a figura do esposo imaculada me parecem igualmente desprezíveis. Weslian e Monica encarnam a perfeita antítese dos quase 50 anos de movimento feminista no mundo. Quem diria? Em pleno século 21, após tantas lutas e conquistas, surgem do nada duas mulheres sem brilho próprio para impor, em Brasília e no Brasil, uma moral arcaica, retrógrada, em que aborto não é um problema de saúde pública, mas religioso.



E o pior, para insinuar que nosso papel deve continuar a ser subalterno, subserviente, que não estamos “preparadas” para sermos presidentes. Não é assim que fala a propaganda do maridão de Monica? O mais engraçado é que a ação delas se dá justamente diante da perspectiva de passarmos quatro (ou oito) anos sem ter primeira-dama alguma. É como se Weslian e Monica estivessem à frente de um levante de felizes e ferozes donas-de-casa preocupadas em salvaguardar a existência de um cargo por si – Ruth Cardoso tinha toda razão em abominar o termo – meio patético.



Somos iguais aos homens. Não somos maiores, mas não somos menores. Não nascemos para servir – embora, gentis, gostemos de servir. Não fomos feitas para nos submeter a tudo que os homens querem, nem os nossos homens. E não viemos ao mundo para sermos primeiras-damas resignadas em permanecer nos bastidores, na cozinha, ou, na melhor das hipóteses, servindo de peça de enfeite, ornando poderosos. Estamos, sim, preparadas para estar no comando do país.


A postura de Weslian Roriz e Monica Serra me causa indignação e estou segura que indignaria Ruth Cardoso, se fosse viva. Sobre o aborto, aliás, ela declarou em 1999, em entrevista no programa Roda Viva: “Eu acho que se deve garantir o direito às mulheres de usarem ou não essa possibilidade”. Não surpreende que pensasse assim. Dona Ruth não era nenhuma Amélia.



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Cynara Menezes é jornalista. Atuou no extinto "Jornal da Bahia", em Salvador, onde morava. Em 1989, de Brasília, atuava para diversos órgãos da imprensa. Morou dois anos na Espanha e outros dez em São Paulo, quando colaborou para a "Folha de S. Paulo", "Estadão", "Veja" e para a revista "VIP". Está de volta a Brasília há dois anos e meio, de onde escreve para a CartaCapital.

http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/o-levante-das-amelias-pitbull

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

UM DEBATE AFIRMATIVO





Ontem, domingo, 3 de outubro de 2010, ocorreu o primeiro debate do segundo turno. Na Band.

Com regras simples, e sem as palhaçadas do Plínio, Dilma nocauteou o Zé, já no primeiro round.

Quebrou o bico do tucano, com golpes certeiros.

Agressiva, a Dilma? Não, senhores do PIG: Dilma não foi agressiva. Apenas revidou com determinação a campanha sacana e mentirosa que os senhores, sob os auspícios da tucanalha, vinha fazendo contra ela.

Na hora certa, no momento exato. Quando o arrogante e falante tucano pensava que ela ficaria na defensiva, levou golpes precisos, que lhe arrancaram penas e o deixaram de bico aberto, sem forças nem para voar.

Provou o Zé de seu próprio veneno.

Mas, como não quero, hoje, falar apenas de aves rotas, convido-os a ler uma bela crônica sobre a ex-candidata Marina Silva:



Marina... você se pintou?





*Maurício Abdalla *

http://blogln.ning.com/profiles/blogs/carta-aberta-para-marina-silva?xg_source=activity


Marina, morena Marina, você se pintou diz a canção de Caymmi. Mas éprovável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher,militante, ecológica e socialmente comprometida com o grito da Terra e ogrito dos pobres , como diz Leonardo.

Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que écerto neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e depragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?

Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação.

A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as famiglias que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor.

O Estadão *dixit:* Serra deve ser eleito.

Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma,mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz .

Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.

Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. Azul tucano . Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação.

A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.

Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a vitória da Marina . Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.

Marina, você faça tudo, mas faça o favor : não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você tanto faz .

Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala.

Não deixe que pintem esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele.

Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação.

Marina,você já é bonita com o que Deus lhe deu .


(*) Professor de filosofia da UFES, autor de Iara e a Arca da Filosofia
(Mercuryo Jovem), dentre outros.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O PIG-FOLHÃO CONTINUA COM A SACANAGEM!

Por que a Folha de São Paulo – o PIG-FOLHÃO – não sai de cima do muro e declara com todas as letras que apoia o Zé?

Porque eles são assim mesmo: desonestos, cretinos, mentirosos, canalhas!

O lixo que eles publicam é que eles chamam de “imprensa livre”! Que liberdade é essa de publicar só mentiras, só sacanagem?

Eles estão saudosos dos governos militares, quando cediam seus veículos para transportar presos políticos para serem torturados e mortos nos porões do DOI-CODI, na Operação Bandeirantes!

Não dá para ficar calado diante das palhaçadas do PIG-FOLHÃO!

Temos que denunciar, temos que desmentir, temos que espalhar o que eles fazem escondidos como “jornalismo”!

Isso não é, absolutamente, JORNALISMO! Isso é panfletagem! Com dinheiro financiado do Governo do Estado de São Paulo, ou seja, com o dinheiro do contribuinte paulista.

Jornal que se vende ao poder público é jornal canalha!

Vejam a reportagem abaixo e divulguem!




Indignem-se!


Marco Aurélio Garcia: “Manchete da Folha é mentirosa”

por Conceição Lemes






Manchetão da Folha de S. Paulo de hoje repercutiu em toda a imprensa.

“Só que a manchete da Folha é mentirosa”, detona o professor Marco Aurélio Garcia. “O aborto não consta do programa de governo da candidata do PT. Portanto, é impossível retirar uma coisa que não tem.”

“O Serra tenta fazer do aborto uma questão central do segundo turno para desviar o foco do debate de programa de governo, que ele não tem”, afirma Marco Aurélio. “Aí, parte para uma guerra suja, para desqualificar a nossa candidata. E como não tem coragem para assumir a paternidade a sordidez, ele a terceiriza para os seus paus-mandados.”

O professor Marco Aurélio Garcia é coordenador de programa de governo da candidata petista. A partir de hoje passa a ter maior participação na coordenação da campanha, do qual já é um dos coordenadores.

A mensagem sobre aborto postada no twitter por André Vargas, deputado federal (PT-PR) e secretário nacional de comunicação do PT,também gerou muita crítica hoje, principalmente na internet.

“Além de inoportuna”, reagiu Marco Aurélio, ” é uma declaração injusta com as feministas.”
André Vargas disse no twitter: “Foi um erro ser pautado internamente por algumas feministas. Eu e outros fomos contra [a descriminalização do aborto]”.

“A declaração dele [André Vargas] é inoportuna, pois é uma questão que não pode ser discutida de forma simplista”, explica Marco Aurélio. “Injusta, porque as feministas não estão exigindo que incluamos o assunto neste momento no debate. Não podemos ganhar uma eleição usando o discurso ofensivo, discriminatório, da direita. Portanto, repelimos totalmente esse tipo discurso.
A Dilma não é a favor do aborto, mas entende que ele tem de ser discutido no âmbito da saúde pública e das respostas da saúde da mulher.”

Aliás, saúde (implica fortalecimento do SUS), educação (de melhor qualidade) e segurança pública serão as três áreas prioritárias do futuro governo Dilma, que já as discutiu com os governadores eleitos.

“Serão os governadores que darão sustentação a esse programa”, diz Marco Aurélio. “O Rio de Janeiro é uma prova de que isso dá certo. A parceria do governo federal com o estadual está dando bons resultados na segurança pública. Já em São Paulo, onde isso não acontece, a política de segurança pública fracassou.”

Os três pontos prioritários já são compromissos do programa de Dilma. Só que agora a campanha pretende explicitá-los mais.

“O que está em jogo são dois projetos”, ressalta Marco Aurélio. “O da oposição, que é um projeto neoliberal. E o nosso que privilegia a melhor educação, reduziu a mortalidade infantil, tirou 30 milhões de pessoas da linha abaixo da pobreza, gerou 14 milhões de empregos com carteira assinada, entre muitas conquistas. A sociedade não é composta por um bando de imbecis, como imagina a oposição. Ela vai saber escolher qual projeto tem realmente mais compromisso com a vida.”

“Para isso, pedimos desde já aos militantes e simpatizantes do PT, PMDB, PCdo B, PSB, PDT, que nos ajudem a divulgar esses compromissos do governo e a desmascarar as mentiras do esquema Serra”, arremata Marco Aurélio. “Nós não queremos apenas vencer. Queremos uma grande vitória que legitime ainda mais o governo da futura presidente do Brasil, Dilma Rousseff.”

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A LUTA CONTINUA!



O Zé comemorou como se fosse dele a responsabilidade do segundo turno.

Não foi.

O crescimento de Marina Silva, na reta final, tirou votos de Dilma.

Por quê?

Na minha opinião, porque o primeiro turno é assim: o eleitor aproveita para votar ideologicamente. Ou seja, é o momento de votar em quem traz uma novidade ou um discurso com o qual a pessoa se identifica.

E Marina Silva é, realmente, uma grande personalidade. Apesar de vários pesares, em sua nova fase evangélica, que lhe tirou o brilho de muitas outras ideias e conceitos.

Marina deve ser respeitada, em primeiro lugar; cortejada, em segundo e ouvida, sim, em terceiro lugar, para que seu apoio possa ser conquistado. Ela tem o que dizer e pode, sim, fazer a diferença no segundo turno.

Então, não esmorecer é a palavra de ordem. O Zé tem uma alta taxa de rejeição e ganhou apenas em 8 Estados, contra 18 de Dilma.

O caminho para a vitória pode ser árduo, complicado, cheio de armadilhas do PIG, além da agressividade do Zé, se mantiver o discurso, mas não podemos desanimar.

Dilma será, sim, a primeira mulher a ocupar a Presidência da Repúblia.

Basta que continuemos de olho, basta que não desanimemos, basta que façamos a coisa certa.

Há um cabedal de votos conquistados e outro tanto a ser conquistado, para a vitória do desenvolvimento contra as forças do atraso, do desemprego e do entreguismo.

Leia-se, abaixo, o artigo de Emiliano José, do site de Carta Maior.


O segundo turno e a revolução democrática no Brasil







Quem sabe, no segundo turno, Serra consiga travar um debate de melhor nível. Lamentavelmente, no primeiro turno, assumiu posições de extrema-direita. A mídia hegemônica, outra vez, aquela das três famílias, ou das poucas, reduzidas famílias, fez o que podia e o que não podia para desacreditar Dilma Rousseff, para apresentá-la como uma candidata sem condições, tentando sempre envolvê-la em escândalos. Dilma cresceu durante a campanha, desenvolveu sua capacidade de argumentação, enfrentou bem o seu principal adversário. Apresentou o programa da revolução democrática, baseada naquilo que foi realizado pelo governo Lula Agora é enfrentar o segundo turno com muita firmeza.


Emiliano José (*)






O resultado do primeiro turno indica que toda a nossa militância política, a do PT e de todos os partidos aliados, teremos que ir à luta para garantir a continuidade da revolução democrática em andamento no Brasil, elegendo Dilma contra Serra. O governo Lula colocou em marcha essa revolução, depois da eleição de 2002. Não foi até agora um processo simples. Não o será daqui para frente. É, no entanto, uma revolução inédita no Brasil, e que, levada adiante, pode assegurar a construção de uma nação não só poderosa economicamente, como já o somos, como também, e sobretudo, uma nação justa, que modifique nossas tradicionais estruturas voltadas à concentração de renda e à desigualdade, ainda das maiores do mundo entre nós. Uma nação que democraticamente incorpore em profundidade a presença do povo brasileiro, que pense o desenvolvimento sempre em razão da maioria, e não voltado a atender aos interesses de uma minoria. Por tudo isso, será essencial que nos coloquemos todos em campo, insistindo na importância de levar adiante tal revolução. Essa revolução, que será de longo curso, já quebrou alguns paradigmas. O primeiro deles, talvez, o de imaginar o glorioso dia da revolução, como muitos de nós imaginávamos acontecer, dia em que o paraíso se estabeleceria, e as estruturas antigas desmoronariam como que por encanto. Não pensávamos a longo prazo. Não pensávamos como Gramsci na guerra de posição. Imaginávamos sempre a guerra de movimento, a conquista do Palácio de Inverno. Advogávamos, muitos de nós, o corte abrupto, súbito, a tomada do poder, a ditadura do proletariado, e então, tudo se faria, com violência se fosse o caso, e sem democracia. Sob a democracia, então denominada burguesa, não seria possível promover transformações na vida do povo.

O governo Lula provou o contrário. A guerra de posição, se me permitem a metáfora, foi caminhando, e promovendo conquistas extraordinárias. E essas conquistas levaram sempre em conta as necessidades, os direitos do nosso povo, especialmente do nosso povo mais pobre. Depois de Vargas, este foi o primeiro governo a novamente pensar no povo brasileiro mais pobre, e o governo Lula, para ser verdadeiro, foi muito mais amplo no esforço de garantir a presença do povo brasileiro, e insista-se, do povo mais pobre, na dinâmica de desenvolvimento do País, à Celso Furtado, que é sempre bom lembrar os grandes pensadores, e Celso é um dos maiores deles. Aqui, a revolução democrática derrotava outro paradigma – o paradigma tecnocrático e com origem nas classes dominantes, de que era primeiro necessário crescer para depois então distribuir renda.

Vargas, para não sermos injustos, pensou um projeto de nação, e desenvolveu economicamente o País à base da idéia da inclusão dos trabalhadores urbanos, e não seria justo dizer, à FHC, que toda aquela experiência deveria ser negada sob o rótulo simplista de populismo. O governo Lula, no entanto, no leito da revolução democrática, foi muito além, e por isso incorporou à vida, à cidadania coisa de mais de 30 milhões de pessoas, retiradas da miséria absoluta, retiradas da condição do não ser. Incorporou com políticas públicas ousadas, enfrentando o apetite da grande burguesia, das classes dominantes, e até os preconceitos do esquerdismo infantil, que não aceita a melhoria das condições de vida do povo senão pelo processo do corte abrupto, como se esse corte fosse possível nas condições brasileiras. E enquanto ele não se dá, essa esquerda permanece imobilizada. A idéia, tão acalentada pela esquerda, da criação de um mercado de massas, concretizou-se sob o governo Lula, sob a revolução democrática em andamento.

Claro que essas transformações, efetivadas pelas políticas públicas em andamento, que vão do Bolsa Família à recuperação do salário mínimo, e passam pelo Luz para Todos, pelo Pronaf, pelo Prouni, para lembrar alguns aspectos dessas políticas, foram feitas à base da extraordinária coragem e determinação do presidente Lula e, também, de sua fantástica capacidade de negociação. E Lula, aqui, quebrava outro paradigma nosso, da esquerda: o de que tudo se conquista pelo confronto. Lula aprendeu, na vida sindical, e depois levou esse ensinamento para a política, que é sempre melhor uma boa negociação do que uma greve. Que a greve pela greve não interessa. Na política, nunca perdeu o rumo, nunca deixou de olhar para os mais pobres, em momento algum. Mas, soube dar um passo adiante, dois atrás, depois três adiante, tendo como objetivo a melhoria de condições de vida do nosso povo.

O governo Lula teve a coragem de colocar na agenda política brasileira as questões da luta pela igualdade racial, pela emancipação feminina, pelos direitos humanos e por um meio ambiente equilibrado, temas caros a uma esquerda renovada e democrática. Temas da revolução democrática. Recentemente, os direitos humanos, abrigados no Plano Nacional de Direitos 3, sofreram um bombardeio de setores conservadores, como se tal plano fosse apenas uma iniciativa do governo, e não resultado de uma ampla e democrática conferência nacional. E por falar nisso, outro aspecto colocado na agenda política pelo governo Lula foi o da participação popular. Contribuiu decisivamente para a realização de conferências nacionais que mobilizaram milhões de pessoas e que contribuem decisivamente para a elaboração das políticas públicas do governo. Na democracia atual, reclama-se o crescimento da participação direta. Não é mais possível pensar apenas no seu caráter representativo.

Quando falo da capacidade de negociação do presidente Lula, não desconheço sua ousadia quando necessário. Esses temas todos não são fáceis de serem apresentados à sociedade. Quando Lula vai, por exemplo, a uma conferência de LGBT, não só legitima o direito à diversidade, quanto enfrenta o pensamento conservador, que ainda tem força em nossa sociedade. Lula, mesmo que não tenha tido uma formação clássica de esquerda, foi ao longo da vida, e do governo, assumindo posições da esquerda contemporânea, tomando atitudes próprias de uma esquerda renovada. Foi ao longo do governo um extraordinário dirigente da revolução democrática em curso, que orgulhou a todos nós. Sobretudo porque, insisto, em momento algum vacilou em relação à prioridade das políticas públicas, que deveriam estar voltadas, como estiveram, para a melhoria das condições de vida do povo brasileiro.

Essa não é, como se sabe, como já disse, uma caminhada fácil. Chegar a isso exigiu muita luta. Confesso que alimentei ilusões de um debate de bom nível sobre o Brasil nessas eleições. Especialmente porque olhava para o passado de Serra, e imaginava que ele tentasse ser digno dele. Penso no passado de resistência à ditadura e de seu papel como ex-presidente da UNE. Até de sua capacidade de formulação intelectual. Enganei-me. Serra assumiu no primeiro turno posições próprias da extrema-direita, lamentavelmente. E escondeu o seu programa neoliberal, como escondeu o próprio Fernando Henrique Cardoso. Preferiu ser um udenista tardio, um Lacerda do novo milênio. Lacerda foi a tragédia, Serra a triste, melancólica farsa.

Quem sabe, no segundo turno ele consiga travar um debate de melhor nível. A mídia hegemônica, outra vez, aquela das três famílias, ou das poucas, reduzidas famílias, fez o que podia e o que não podia para desacreditar Dilma Rousseff, para apresentá-la como uma candidata sem condições, tentando sempre envolvê-la em escândalos. Dilma cresceu durante a campanha, desenvolveu sua capacidade de argumentação, enfrentou bem o seu principal adversário. Apresentou o programa da revolução democrática, baseada naquilo que foi realizado pelo governo Lula.

Agora é enfrentar o segundo turno com muita firmeza. Em duas eleições demonstramos nossa capacidade. E vamos também demonstrar nas deste ano.
O segundo turno permitirá uma discussão mais aprofundada do nosso projeto. Devemos dizer que a revolução democrática deve caminhar mais. Sempre e sempre com base na democracia, na participação cada vez mais consciente do nosso povo, e não apenas nas eleições, mas também nestas, sempre. Insistir que nosso projeto pretende garantir mais e mais a distribuição de renda. Combater a desigualdade social profunda que ainda nos afeta. Ir fundo na revolução educacional iniciada nos primeiros oito anos. Assegurar o desenvolvimento sustentável. Crescimento econômico a taxas altas não pode nos inebriar e nos levar a uma política que não leve em conta a importância da preservação do meio ambiente. Enfrentar de peito aberto, com firmeza e capacidade, a questão urbana brasileira, especialmente a das médias e grandes metrópoles, que condensam nossos principais problemas nos dias de hoje.


Segundo turno é outra eleição, costuma se dizer, e com razão. Não está posto que os votos dados a Marina, mesmo que eventualmente o PV venha a apoiar Serra ou que Marina também o faça, se transfiram para o candidato tucano. Seguramente, tais votos têm um claro pendor progressista, ao menos uma grande parcela deles. E penso tendem a migrar em sua maioria para a candidatura Dilma. Ou, dito de outra forma, tendem a optar pela revolução democrática em andamento no Brasil. Claro que isso pode parecer apenas expressão do meu pensamento desejoso, e de alguma forma o é. Mas, também, é parte da análise de outras situações de segundo turno.

O povo brasileiro adiou a sua decisão, quem sabe para avaliar melhor o quadro, como o fez nas duas eleições de Lula. E agora, como agiu em relação a Lula, penso, no segundo turno também elegerá Dilma para não perder tudo que conquistou ao longo dos oito anos de governo Lula. Nossa militância, no entanto, sabe que deverá estar nas ruas, defendendo com toda firmeza o nosso projeto, a revolução democrática que está mudando a vida do povo brasileiro.





(*) Jornalista, escritor, militante político, filiado ao PT.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17024&boletim_id=771&componente_id=12786

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

FALTA POUCO, MUITO POUCO... POR ISSO, CONTINUAMOS DE OLHO!





Dilma será a primeira mulher a assumir a Presidência do Brasil.

Pode ser no primeiro turno ou no segundo. Não importa.

A taxa de rejeição dos opositores de Dilma é muito alta, para ser superada.

Então, fico aqui pensando em três coisas que ficaram martelando na minha cabeça e que deviam ter sido ditas e repetidas na campanha:

PRIMEIRA: Lula não seguiu a política econômica de FHC! Ele praticou uma política econômica pragmática, sem pacotes, sem sustos, porque é assim que deve ser. Se tivesse seguido o governo anterior, teria quebrado o País duas vezes ou mais vezes, como fez a tucanalha, primeiro para continuar no poder; depois, para tentar consertar as bobagens que fizeram no primeiro mandato.

SEGUNDA: O Plano Real – que estabilizou a economia e permitiu o controle da inflação – não foi a política do FHC ou do seu governo: é anterior, foi coisa do Itamar Franco. FHC, sim, tentou seguir a política de Itamar, mas sua ambição de permanecer no poder colocou quase tudo a perder. Lula consertou as burradas do tucano e aprofundou o plano, colocando o País nos trilhos.

TERCEIRA: A popularidade do Lula não se deve apenas aos programas sociais – que são transitórios e apenas mitigam a fome dos desesperados, que não podiam esperar mais: Lula criou empregos, muitos empregos, e fez o País crescer, fortalecendo a classe média, que é a classe que verdadeiramente consome, que puxa as classes mais baixas e gera empregos.

Isso o povo sente. Isso o povo percebe. Por isso, não se trata de continuidade de um modelo político (tipo getulismo ou peronismo), mas a continuidade de um modelo econômico e social que está dando certo.

Lulismo é coisa da cabeça de idiotas como Arnaldo Jabor; é invenção do PIG, para tentar confundir as pessoas, no velho estilo de inventar caudilhos, para depois destruí-los e derrubá-los, como sempre fizeram, para tentar voltar ao poder.

Então, esperemos o dia 3 de outubro com serenidade.

Mas... com o olho aberto, muito aberto, que o preço da vitória é não deixar que os gatos sequer se aproximem da sardinha.

Até a vitória, se não houver mais nenhuma sacanagem do PIG!
(Porque, se houver, a gente reage na hora!!!!!!)

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

QUE PALHAÇADA É ESSA, SEU ZÉ?





Para que dois documentos para votar?

Então, caiu no Supremo a ação do PT.

Dos dez ministros, SETE já haviam concordado que não há necessidade de dois documentos para votar.

Favas contadas.

Nada disso: o Zé liga para o Mendes (sempre ele!) e o imbecil pede vistas.

Para quê?

Só para tumultuar o julgamento e atender ao pedido do Zé, que quer tirar uns votinhos da Dilma!

Leiam a palhaçada, na reportagem que saiu no PIG-FOLHÃO:




30/09/2010 - 08h31

Após ligação de Serra, Gilmar Mendes para sessão sobre documentos para votar


MOACYR LOPES JUNIOR
CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO




Serra fala ao celular com o ministro Gilmar Mendes em auditório onde se reuniu com entidades de servidores


Após receber uma ligação do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes interrompeu o julgamento de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos na hora de votar.

Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h, depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo. A solicitação foi testemunhada pela Folha.

No fim da tarde, Mendes pediu vista, adiando o julgamento. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor.

A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos é apontada por tucanos como um fator a favor de Serra e contra sua adversária, Dilma Rousseff (PT).

A petista tem o dobro da intenção de votos de Serra entre os eleitores com menor nível de escolaridade.


Após pedir que o assessor ligasse para o ministro, Serra recebeu um celular das mãos de um ajudante de ordens. O funcionário o informou que o ministro do STF estava do outro lado da linha.

Ao telefone, Serra cumprimentou o interlocutor como "meu presidente". Durante a conversa, caminhou pelo auditório onde ocorria o encontro. Após desligar, brincou com os jornalistas: "O que estão xeretando?"

Depois, por meio de suas assessorias, Serra e Mendes negaram a existência da conversa.
Para tucanos, a exigência da apresentação de dois documentos pode aumentar a abstenção nas faixas de menor escolaridade.


Temendo o impacto sobre essa fatia do eleitorado, o PT entrou com a ação pedindo a derrubada da exigência.

O resultado do julgamento já está praticamente definido, mas o seu final depende agora de Mendes.

Se o Supremo não julgar a ação a tempo das eleições, no próximo domingo, continuará valendo a exigência.

À Folha, o ministro disse que pretende apresentar seu voto na sessão de hoje.

Antes da interrupção, foi consenso entro os ministros que votaram que o eleitor não pode ser proibido de votar pelo fato de não possuir ou ter perdido o título.

Votaram assim a relatora da ação, ministra Ellen Gracie, e os colegas José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello.

Para eles, o título, por si só, não garante que não ocorram fraudes. Argumentam ainda que os dados do eleitor já estão presentes, tanto na sessão, quanto na urna em que ele vota, sendo suficiente apenas a apresentação do documento com foto.

"A apresentação do título de eleitor não é tão indispensável quanto a do documento com fotografia", afirmou Ellen Gracie.

O ministro Marco Aurélio afirmou que ele próprio teve de confirmar se tinha consigo seu título de eleitor. "Procurei em minha residência o meu título", disse. "Felizmente, sou minimamente organizado".

A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos foi definida em setembro de 2009, quando o Congresso Nacional aprovou uma minirreforma eleitoral.

O PT resolveu entrar com a ação direta de inconstitucionalidade semana passada por temer que a nova exigência provoque aumento nas abstenções.

O advogado do PT, José Gerardo Grossi, afirmou que a exigência de dois documentos para o voto é um "excesso". "Parece que já temos um sistema suficientemente seguro para que se exija mais segurança", disse.

Colaboraram FELIPE SELIGMAN e LARISSA GUIMARÃES, da Sucursal de Brasília