ESTE BLOG EXISTE para deixar bem claro à imprensa golpista, o PIG, e à direita hidrófoba que há gente de olho neles!

Mostrando postagens com marcador A Folha de São Paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A Folha de São Paulo. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de setembro de 2011

FOLHA FALHA PORQUE É FALSA FOLHA






A FOLHA DE SÃO PAULO não tem esse nome à toa, FOLHA: como “folha”, balança ao sabor dos ventos, da grana, venha de onde vier. Mas, a grana da “folha” é sempre mais bem vinda se vem da DIREITA que ela sempre apoiou.


A “folha” vende-se por qualquer ideia que alimente seu ideário conservador, quase fascista, desde há muitos e muitos anos.


E, como todo trombudo fascistoide, faz jaça com todos, mas não admite que façam troça com seus trocados: aqui, não! Somos honestos filhos da ditadura, trombuda, séria e não admitimos que nos acusem do que sempre fizemos: aplaudir (e até) prestar auxílio (cedendo viaturas) aos que torturaram, mataram e sodomizaram a Nação – parece dizer o processo que a “famigerada folha” move contra um blog que tirou sarro de sua vetusta direitice e caretice e idiotice. Finge defender a democracia, mas é na verdade o arauto da forças de direita e, por isso, folha que é, ao vento é “falsa folha”, representante de um tipo de mídia que se tem propagado: a mídia que teme perder privilégios (conquistados à custa da bajulação da ditadura, que “falsa folha” chama de “ditabranda”), quando se fala em “controle social da mídia”, que devia ser muito mais rígida do que está sendo veiculado.


Já estou cheio de ver jornalões familiares, empresas de comunicação que passam de pai para filho, sempre com as mesmas ideias, sempre com a mesma ladainha – só pode governar o País os seus eleitos, não os eleitos do povo. O povo, para essa “gente” (essa, sim, é que é “gente diferenciada”) é burro, não sabe votar.


Chega!


Pau na moleira dos clãs da mídia, dos “donos da verdade”, dos que pregam a ética e só falam mentiras, dos que distorcem os fatos não porque são míopes, mas porque são, sempre, sempre e sempre, mal intencionados!




Para entender do que estamos falando, leia a reportagem abaixo, tirada do BLOG DA DILMA:


O caso Folha x Falha, por Paulo Pimenta

Por que a imprensa pode fazer piadas com a sociedade e nós somos proibidos de fazer com ela?
O caso da ação judicial movido pelo jornal Folha de S. Paulo contra os irmãos Lino e Mario Bocchini é exemplar para provocar uma reflexão sobre os limites éticos do debate da liberdade de expressão sob o ponto de vista de setores importantes da mídia tradicional. Os irmãos Bocchini criaram o blog Falha de S.Paulo, espaço irreverente e descontraído de análise e críticas de matérias e conteúdos veiculados no tradicional diário paulista.


Como paródia, naturalmente, o blog é “uma obra literária que imita outra obra literária”, evidentemente que em tom caricato com “objetivo jocoso ou satírico”, segundo o dicionário Houaiss. Observa-se aqui com nitidez aquilo que classifico como uma característica marcante da mídia tradicional e conservadora do Brasil. A seletividade na abordagem dos temas ou como analisar temas semelhantes de maneira distinta a partir dos interesses que estão em jogo, propondo-se a criar indicativos no leitor/telespectador sobre a relevância dos acontecimentos e os fatos essenciais para o seu comportamento no meio social, não só refletindo, mas também reconstruindo a própria realidade, ao gosto dos grandes empresários da comunicação deste país. Verifica-se, assim, o papel ideológico representado pela mídia tradicional, atuando em favor da manutenção da preeminência ideológica dominante.


No processo eleitoral de 2010, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) questionou no Supremo Tribunal Federal a proibição de fazer sátiras a políticos durante a campanha. Acertadamente, o STF liberou o uso de sátiras e manifestações de humor contra políticos, acatando proposta da Abert. “O riso e o humor são expressões renovadores, de estímulo à prática da cidadania. O riso e o humor são transformadores, saudavelmente subversivos, são esclarecedores e reveladores, e, por isso, são temidos pelos detentores do poder”, afirmou no julgamento o ministro Celso de Mello.

No mesmo julgamento, Gustavo Binenbojn, advogado da Abert, destacou: “a sátira e o humor são formas consagradas de manifestação artística e crítica política. O advogado da Abert reforçou ainda a tese da entidade de que a proibição do humor causa “grave efeito silenciador”.
No episódio em que a atriz Juliana Paes move processo contra José Simão, colunista da Folha de S. Paulo, a advogada do jornal, Tais Gasparin, a mesma que agora assina a ação contra o blog Falha de S.Paulo, alega: “tratar o humor como ilícito, no fim das contas, é a mesma coisa que censura”. A Folha de S. Paulo, que apoiou a ditadura no Brasil, mantém-se, nesse episódio do blog Falha, coerente ao seu passado, mas em contradição com seu discurso atual de defesa da liberdade de expressão no país. De qual Folha estamos falando?

Seguindo a defesa da Folha, o Casseta & Planeta, Pânico na TV, CQC estariam impedidos de utilizar a paródia como instrumento de crítica humorística, que “se valem de elementos visuais de importantes personalidades públicas para identificação pelos telespectadores”. É o que dizer então do fato do cartunista Ziraldo ter criado a revista “Bundas”, como paródia da revista “Caras”, ou em plena ditadura o jornal O Pasquim referir-se ao jornal O Globo como “The Globe”. Não há registro de terem sido censurados ou de tentativa de censura.
Por fim, é curioso observar também que a MTV Brasil em três oportunidades no dia 28 de junho levou ao ar o logotipo idêntico usado pelo blog Falha de S.Paulo que satiriza o jornal Folha de S. Paulo, que foi proibido pela justiça, no mesmo contexto (paródia) sem que nenhuma ação fosse movida contra o Grupo Abril, dona da MTV Brasil, revelando mais uma vez que a imprensa pode fazer piada com ela mesma, a sociedade não. Lobo não come lobo, já diz um velho ditado popular.

Não há dúvidas, portanto, que a ação contra o blog Falha de S.Paulo é um recado a todos os blogueiros, sites, tuiteiros e qualquer outro tipo de protagonismo possível que as novas tecnologias têm permitido aos cidadãos e à sociedade civil de romper com lógica vertical da comunicação. “Liberdade de expressão é bom, é um princípio, mas não para vocês. O monopólio da informação e da livre manifestação do pensamento é nosso, e qualquer tipo de crítica será censurado. E se possível, ainda queremos, buscar uma indenização daqueles que insistirem em nos desafiar”.

Paulo Pimenta é jornalista e deputado federal pelo PT-RS

http://dilma13.blogspot.com/2011/09/o-caso-folha-x-falha-por-paulo-pimenta.html

sábado, 16 de outubro de 2010

CAI A MÁSCARA: MÔNICA SERRA FEZ ABORTO!

Todo moralista que ergue o dedo para acusar, cedo ou tarde, acaba desmascarado.

Ao demonizar a história do aborto e acusar Dilma de matar criancinhas, a mulher do Zé se esqueceu de dizer que seu passado condena.

E como tudo o que se quer esconder um dia vem a tona, a notícia cai como uma bomba na campanha do Serra.

Não haveria nenhum problema a senhora Mônica Serra ter feito um aborto: isso é drama que toda mulher quer esquecer e pertence ao foro íntimo de cada uma.

No entanto, ao levantar o dedo acusador para Dilma, a mulher do Zé desvendou a face negra do mais puro moralismo preconceituoso.

E agora prova do seu veneno, ao virem à tona informações de seu passado.

Lamentamos que isso ocorra, claro, e somos solidários com a dor do aborto da senhora Serra, mas não podemos concordar com seu falso moralismo e com a demonização fascista de um assunto que deve ser tratado com cuidado e com respeito à própria condição da mulher.

Criminalizar a mulher que pratica o aborto é um crime maior do que a própria dor de cometê-lo e é estigmatizar para sempre um fato que devia ser discutido com profundidade – e sem preconceitos – pela sociedade.

Leiam as reportagens abaixo, e tirem suas conclusões:




O ABORTO DE MÔNICA SERRA


Num comicio no Rio de Janeiro, Mônica Serra – mulher do candidato José Serra, do PSDB - acusou Dilma Rousseff, do PT de ser a favor do aborto e de “matar criancinhas”.

No entanto, uma ex-aluna de Mônica relata em sua página no Facebook, que ela fez um aborto, durante sua passagem pelo Chile, quando o candidato lá se exilou, fugindo da ditadura militar.
A informação, publicada neste sábado (16) no jornal Folha de S.Paulo, é da colunista Mônica Bergamo.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1610201011.htm

De acordo com a colunista, a publicação localizou ex-aluna de Mônica, que confirmou a informação sob a condição de anonimato. Segundo essa professora de dança em Brasília, Monica disse ter feito o aborto por causa da ditadura.

Depois do golpe militar no Brasil, Serra se mudou para o Chile, onde conheceu a mulher.
A Folha tentou falar com Monica Serra durante dois dias para comentar o relato das ex-alunas, mas não obteve retorno.


O jornal relata ainda que, um dia depois do debate da TV Bandeirantes, no domingo passado (10), a bailarina Sheila Canevacci Ribeiro, outra ex-aluna de Monica, postou uma mensagem em seu Facebook para deixar sua "indignação pelo posicionamento escorregadio de José Serra" em relação ao tema:

- Não sou uma pessoa denunciando coisas. Mas [ela é] uma pessoa pública, que fala em público que é contra o aborto, é errado. Ela tem uma responsabilidade ética. Ela escreveu, segundo a Folha, que Serra não respeitava "tantas mulheres, começando pela sua própria mulher". A colunista relata outro questionamento de Sheila: "Devemos prender Monica Serra caso seu marido fosse [sic] eleito presidente?"


Repercussão

O mesmo assunto foi publicado pelo portal R7


(http://noticias.r7.com/eleicoes-2010/noticias/mulher-de-serra-disse-que-fez-aborto-afirmam-ex-alunas-20101016.html):

Mulher de Serra disse que fez aborto, afirmam ex-alunas

Candidato diz ser contra aborto por "valores cristãos" e é questionado por mulheres

Do R7

A mulher de José Serra, Monica Serra, disse que fez um aborto quando estava no exílio com o marido, segundo ex-alunas dela do curso de dança da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

A informação, publicada neste sábado (16) no jornal Folha de S.Paulo, é da colunista Mônica Bergamo.O candidato tucano diz ser contra o aborto por "valores cristãos", que impedem a interrupção da gravidez em quaisquer circunstâncias.

Esse discurso é questionado por essas mulheres, segundo o jornal.De acordo com a colunista, a publicação localizou uma ex-aluna de Monica, que confirmou a informação sob a condição de anonimato. Segundo essa professora de dança em Brasília, Monica disse ter feito o aborto por causa da ditadura. Depois do golpe militar no Brasil, Serra se mudou para o Chile, onde conheceu a mulher.

A Folha tentou falar com Monica Serra durante dois dias para comentar o relato das ex-alunas, mas não obteve retorno.

O jornal relata ainda que, um dia depois do debate da TV Bandeirantes, no domingo passado (10), a bailarina Sheila Canevacci Ribeiro, outra ex-aluna de Monica, postou uma mensagem em seu Facebook para deixar sua "indignação pelo posicionamento escorregadio de José Serra" em relação ao tema.

- Não sou uma pessoa denunciando coisas. Mas [ela é] uma pessoa pública, que fala em público que é contra o aborto, é errado. Ela tem uma responsabilidade ética.Ela escreveu, segundo a Folha, que Serra não respeitava "tantas mulheres, começando pela sua própria mulher". A colunista relata outro questionamento de Sheila: "Devemos prender Monica Serra caso seu marido fosse [sic] eleito presidente?"

A história foi revelada por uma ex-aluna de Mônica que ficou indignada com a hipocrisia de Serra, durante o debate com Dilma, na TV Bandeirantes no dia 10 deste mês.


A ex-aluna contou em sua página na rede social Facebook que Mônica fez aborto durante o exílio com Serra. Após, a história ser revelada, outras ex-alunas também confirmaram seu relato.
Ao afirmar que é contra o aborto o casal está “posando” de bonzinho e defensor da moral e bons costumes para atrair os votos de pessoas religiosas. Porém, essas pessoas estão sendo enganadas, pois Mônica e Serra já praticaram o ato no passado.


Como podem perceber o candidato mentiu para os religiosos ao afirmar que é contra o aborto e esconder seu passado.


Outro portal que repercutiu a notícia foi o CORREIO DO BRASIL:

(http://correiodobrasil.com.br/ex-alunas-de-monica-serra-confirmam-relato-sobre-aborto/186052/)

Ex-alunas de Monica Serra confirmam relato sobre aborto

14/10/2010 15:06, Por Redação, do Rio de Janeiro e São Paulo

Alunas da então professora de Psicologia do Desenvolvimento aplicada à Dança, no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Monica Serra, confirmaram nesta quinta-feira estar presentes à aula em que a mulher do presidenciável tucano, José Serra, relatou ter sido levada a interromper a gravidez, no quarto mês da concepção. A coreógrafa Sheila Canevacci Ribeiro revelou o fato após o debate realizado domingo, na Rede Bandeirantes de TV, em sua página na rede social Facebook.

Colega de Sheila Ribeiro, a professora de Dança de um instituto federal de Brasília, que preferiu não ter o seu nome citado “por medo do que essa gente pode fazer”, afirmou, lembra que no primeiro semestre de 1992, no segundo período que cursava na Unicamp, o depoimento de Monica Serra a impressionou.

Ela estava sentada no chão em uma sala de dança, onde não há móveis e apenas um grande espelho e a barra de exercícios, ao lado das colegas Kátia Figueiredo, que mora atualmente na Suécia, Ana Carla Bianchi, Ana Carolina Melchert e Érika Sitrângulo Brandeburgo, entre outras estudantes, residentes aqui no país.

– Eu confirmo aqui o depoimento da Sheila Ribeiro. Foi aquilo mesmo. A professora Monica Serra nos relatou que havia feito um aborto em um período difícil da vida do casal, durante a ditadura militar. Foi um fato tocante, que marcou a todas nós. Lembro-me que o assunto surgiu quando ela falava sobre a dissociação do corpo e a imagem corporal, que até hoje dirige meu comportamento – disse.

Pressão

Sheila Ribeiro, após o protesto consignado em sua página, disse nesta quinta-feira que, apesar da pressão dos meios de comunicação e de eleitores de todo o país que passaram a visitá-la no Facebook, não se arrepende de ter relatado a sua indignação ao perceber a mudança de atitude da professora que, em 1992, revelava às alunas um episódio marcante na vida de qualquer mulher, como o aborto realizado diante o exílio iminente, ao lado do marido, e a possível primeira-dama que, em uma campanha política, acusa a adversária do casal de “matar criancinhas”.

– Pior do que isso foi o silêncio do Serra, que deveria ter saído em defesa da mulher, fosse qual fosse a situação em que se encontrava ali, diante das câmeras – emendou a ex-aluna de Monica Serra.

Coreógrafa e doutoranda em Comunicação e Semiótica, na PUC de São Paulo, Sheila Ribeiro mora em uma “praia linda” e, apesar de estar no centro de uma discussão que mobiliza o país, faz questão de seguir a sua rotina de estudos e de trabalho.

– Procuro me manter leve. Respiro – diz, emocionada.

Sheila tem recebido, ao lado de agressões de partidários dos dois candidatos, o apoio dos amigos e “mesmo de estranhos que entenderam a minha indignação”, afirma. Das colegas que estavam ao seu lado, na oportunidade em que a mulher do presidenciável tucano optou por revelar um momento difícil da vida, também recebe a solidariedade e o apoio.

– Estou aliviada por ter visto a Sheila questionar toda essa hipocrisia que permeia a sociedade brasileira. Ela foi muito corajosa e só merece nosso aplauso – conclui a colega que, hoje, mora em Brasília e se destaca pelo trabalho também na área da coreografia e da dança.

Sem resposta

Com as novas entrevistas realizadas pelo Correio do Brasil, nesta quinta-feira, a reportagem voltou a procurar o presidenciável tucano na tentativa de ouvi-lo acerca dos depoimentos das ex-alunas da mulher dele, Monica Serra. O CdB o procurou, novamente, no Twitter, às 12h41:

“@joseserra_ Senhor candidato. Três outras ex-alunas confirmaram o relato sobre o aborto feito por sua esposa. O sr. poderia repercutir isso?”


Da mesma forma, foram encaminhados e-mails à assessoria de imprensa que, por intermédio de uma das assessoras, acusou o contato do CdB e ponderou que, se até o fechamento desta matéria, às 15h04, não houvesse qualquer resposta do candidato, como de fato não ocorreu, o fato deveria ser interpretado como sua recusa em tocar no assunto, em linha com a decisão tomada durante o debate.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

PALAVRAS DE LEONARD BOFF


Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso” pelas autoridades do Vaticano.


Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais”, onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade.

O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de ideias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff.

Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando veem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública.

São os donos de O Estado de São Paulo, de A Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja, na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem desse povo.

Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido a mais alta autoridade do país, ao Presidente Lula.

Nele veem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente.

Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial.

Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma), “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes, nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo -Jeca Tatu-; negou seus direitos; arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação; conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula.

É uma guerra contra os pobres que estão se libertando.

Eles não temem o pobre submisso.

Eles têm pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula.

Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe.

Os de baixo devem ficar em baixo.

Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidente de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou.

Surgiram redes de movimentos sociais organizados, de onde vem Lula, e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e para “fazedores de cabeça” do povo.

Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública.

Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo.

Votou em Lula como o seu representante.

Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas.

O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros.

De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média.

Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda.

Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome.

Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas, importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança.

Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, ao fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil.

Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial.

A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA, que faz questão de não ver; protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra, mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos?

Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e, no fundo, retrógrado e velhista; ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes?

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma.

Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das más vontades deste setor endurecido da midia comercial e empresarial.

A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

http://amigosdopimentel.com.br/profiles/blogs/leonardo-boff-a-midia

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O PIG-FOLHÃO CONTINUA COM A SACANAGEM!

Por que a Folha de São Paulo – o PIG-FOLHÃO – não sai de cima do muro e declara com todas as letras que apoia o Zé?

Porque eles são assim mesmo: desonestos, cretinos, mentirosos, canalhas!

O lixo que eles publicam é que eles chamam de “imprensa livre”! Que liberdade é essa de publicar só mentiras, só sacanagem?

Eles estão saudosos dos governos militares, quando cediam seus veículos para transportar presos políticos para serem torturados e mortos nos porões do DOI-CODI, na Operação Bandeirantes!

Não dá para ficar calado diante das palhaçadas do PIG-FOLHÃO!

Temos que denunciar, temos que desmentir, temos que espalhar o que eles fazem escondidos como “jornalismo”!

Isso não é, absolutamente, JORNALISMO! Isso é panfletagem! Com dinheiro financiado do Governo do Estado de São Paulo, ou seja, com o dinheiro do contribuinte paulista.

Jornal que se vende ao poder público é jornal canalha!

Vejam a reportagem abaixo e divulguem!




Indignem-se!


Marco Aurélio Garcia: “Manchete da Folha é mentirosa”

por Conceição Lemes






Manchetão da Folha de S. Paulo de hoje repercutiu em toda a imprensa.

“Só que a manchete da Folha é mentirosa”, detona o professor Marco Aurélio Garcia. “O aborto não consta do programa de governo da candidata do PT. Portanto, é impossível retirar uma coisa que não tem.”

“O Serra tenta fazer do aborto uma questão central do segundo turno para desviar o foco do debate de programa de governo, que ele não tem”, afirma Marco Aurélio. “Aí, parte para uma guerra suja, para desqualificar a nossa candidata. E como não tem coragem para assumir a paternidade a sordidez, ele a terceiriza para os seus paus-mandados.”

O professor Marco Aurélio Garcia é coordenador de programa de governo da candidata petista. A partir de hoje passa a ter maior participação na coordenação da campanha, do qual já é um dos coordenadores.

A mensagem sobre aborto postada no twitter por André Vargas, deputado federal (PT-PR) e secretário nacional de comunicação do PT,também gerou muita crítica hoje, principalmente na internet.

“Além de inoportuna”, reagiu Marco Aurélio, ” é uma declaração injusta com as feministas.”
André Vargas disse no twitter: “Foi um erro ser pautado internamente por algumas feministas. Eu e outros fomos contra [a descriminalização do aborto]”.

“A declaração dele [André Vargas] é inoportuna, pois é uma questão que não pode ser discutida de forma simplista”, explica Marco Aurélio. “Injusta, porque as feministas não estão exigindo que incluamos o assunto neste momento no debate. Não podemos ganhar uma eleição usando o discurso ofensivo, discriminatório, da direita. Portanto, repelimos totalmente esse tipo discurso.
A Dilma não é a favor do aborto, mas entende que ele tem de ser discutido no âmbito da saúde pública e das respostas da saúde da mulher.”

Aliás, saúde (implica fortalecimento do SUS), educação (de melhor qualidade) e segurança pública serão as três áreas prioritárias do futuro governo Dilma, que já as discutiu com os governadores eleitos.

“Serão os governadores que darão sustentação a esse programa”, diz Marco Aurélio. “O Rio de Janeiro é uma prova de que isso dá certo. A parceria do governo federal com o estadual está dando bons resultados na segurança pública. Já em São Paulo, onde isso não acontece, a política de segurança pública fracassou.”

Os três pontos prioritários já são compromissos do programa de Dilma. Só que agora a campanha pretende explicitá-los mais.

“O que está em jogo são dois projetos”, ressalta Marco Aurélio. “O da oposição, que é um projeto neoliberal. E o nosso que privilegia a melhor educação, reduziu a mortalidade infantil, tirou 30 milhões de pessoas da linha abaixo da pobreza, gerou 14 milhões de empregos com carteira assinada, entre muitas conquistas. A sociedade não é composta por um bando de imbecis, como imagina a oposição. Ela vai saber escolher qual projeto tem realmente mais compromisso com a vida.”

“Para isso, pedimos desde já aos militantes e simpatizantes do PT, PMDB, PCdo B, PSB, PDT, que nos ajudem a divulgar esses compromissos do governo e a desmascarar as mentiras do esquema Serra”, arremata Marco Aurélio. “Nós não queremos apenas vencer. Queremos uma grande vitória que legitime ainda mais o governo da futura presidente do Brasil, Dilma Rousseff.”

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

QUE PALHAÇADA É ESSA, SEU ZÉ?





Para que dois documentos para votar?

Então, caiu no Supremo a ação do PT.

Dos dez ministros, SETE já haviam concordado que não há necessidade de dois documentos para votar.

Favas contadas.

Nada disso: o Zé liga para o Mendes (sempre ele!) e o imbecil pede vistas.

Para quê?

Só para tumultuar o julgamento e atender ao pedido do Zé, que quer tirar uns votinhos da Dilma!

Leiam a palhaçada, na reportagem que saiu no PIG-FOLHÃO:




30/09/2010 - 08h31

Após ligação de Serra, Gilmar Mendes para sessão sobre documentos para votar


MOACYR LOPES JUNIOR
CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO




Serra fala ao celular com o ministro Gilmar Mendes em auditório onde se reuniu com entidades de servidores


Após receber uma ligação do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes interrompeu o julgamento de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos na hora de votar.

Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h, depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo. A solicitação foi testemunhada pela Folha.

No fim da tarde, Mendes pediu vista, adiando o julgamento. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor.

A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos é apontada por tucanos como um fator a favor de Serra e contra sua adversária, Dilma Rousseff (PT).

A petista tem o dobro da intenção de votos de Serra entre os eleitores com menor nível de escolaridade.


Após pedir que o assessor ligasse para o ministro, Serra recebeu um celular das mãos de um ajudante de ordens. O funcionário o informou que o ministro do STF estava do outro lado da linha.

Ao telefone, Serra cumprimentou o interlocutor como "meu presidente". Durante a conversa, caminhou pelo auditório onde ocorria o encontro. Após desligar, brincou com os jornalistas: "O que estão xeretando?"

Depois, por meio de suas assessorias, Serra e Mendes negaram a existência da conversa.
Para tucanos, a exigência da apresentação de dois documentos pode aumentar a abstenção nas faixas de menor escolaridade.


Temendo o impacto sobre essa fatia do eleitorado, o PT entrou com a ação pedindo a derrubada da exigência.

O resultado do julgamento já está praticamente definido, mas o seu final depende agora de Mendes.

Se o Supremo não julgar a ação a tempo das eleições, no próximo domingo, continuará valendo a exigência.

À Folha, o ministro disse que pretende apresentar seu voto na sessão de hoje.

Antes da interrupção, foi consenso entro os ministros que votaram que o eleitor não pode ser proibido de votar pelo fato de não possuir ou ter perdido o título.

Votaram assim a relatora da ação, ministra Ellen Gracie, e os colegas José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello.

Para eles, o título, por si só, não garante que não ocorram fraudes. Argumentam ainda que os dados do eleitor já estão presentes, tanto na sessão, quanto na urna em que ele vota, sendo suficiente apenas a apresentação do documento com foto.

"A apresentação do título de eleitor não é tão indispensável quanto a do documento com fotografia", afirmou Ellen Gracie.

O ministro Marco Aurélio afirmou que ele próprio teve de confirmar se tinha consigo seu título de eleitor. "Procurei em minha residência o meu título", disse. "Felizmente, sou minimamente organizado".

A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos foi definida em setembro de 2009, quando o Congresso Nacional aprovou uma minirreforma eleitoral.

O PT resolveu entrar com a ação direta de inconstitucionalidade semana passada por temer que a nova exigência provoque aumento nas abstenções.

O advogado do PT, José Gerardo Grossi, afirmou que a exigência de dois documentos para o voto é um "excesso". "Parece que já temos um sistema suficientemente seguro para que se exija mais segurança", disse.

Colaboraram FELIPE SELIGMAN e LARISSA GUIMARÃES, da Sucursal de Brasília

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

SERRA E O PIG TENTAM VEJAÇO CONTRA DILMA, INUTILMENTE!




O estilo bangue-bangue (ou seria o da polícia de São Paulo?) – atira primeiro e pergunta depois – só tem tirado votos do Serra.

Mesmo assim, ele, o Zé, aquela revistinha safada e o PIG – Estadão, Folhão, Globão et caterva – têm insistido em caluniar, em inventar factoides, em agredir.

Enquanto eles gritam, chiam, caluniam, a caravana – da Dilma – ruma para o Planalto, alheia à chiadeira, às calúnias, aos gritos desesperados de uma oposição “sem lenço nem documento”, apesar do Caetano.

Ganhar ou perder debate não significa estar preparado para governar o País. Só significa que está preparado para debater.

Nesse quesito, Plínio – o comediante – agrada muito mais às plateias.

Mas, na hora de apresentar propostas, de dizer a que veio, sem dúvida o povo sabe ver e escolher sua candidata.

Eu disse candidata, não o arremedo de candidatura de um partido que não devia ser partido: pode-se – e deve-se – politizar a defesa do meio-ambiente, mas partidarizá-lo é coisa para mentes tacanhas ou aproveitadoras ou ingênuas (situe a Marina onde você quiser).

Mas, voltando ao PIG: o “vejaço” agora partiu do Folhão.

O Folhão é aquele jornaleco que, durante a ditatura – que ele chama de “ditabranda”, na cara de pau – financiou a OBAN, a famosa “operação bandeirantes”, de São Paulo, que prendeu, torturou e matou centenas de brasileiros, só porque eram contrários ao regime.

Até as viaturas do Folhão serviram de transporte de presos políticos, durante a ditadura.

Agora, o Folhão posa de democrata, de defensor da liberdade de imprensa.

Eu pergunto: que liberdade tem na imprensa do Olavinho um repórter, um jornalista ou um articulista?

Só a liberdade de dizer aquilo que a direção do jornal quer. Nada mais!

Então, leiam o que o Folhão aprontou.

(A matéria foi transcrita do Blog do Mello - http://blogdomello.blogspot.com/):



(Ninguém tira o pig da lama)



segunda-feira, 13 de setembro de 2010


É como diz o Azenha, Folha: Agora, só falta o torturador. Se bobear, a reporcagem já está até pronta. E eles vão mostrar como está este "pobre homem", com seu salário de torturador aposentado, enquanto Dilma vai ser a próxima presidente do Brasil.

Exatamente como se penalisaram com o agente da ditadura na reporcagem deste domingo, em que entrevistaram o homem que espionava Dilma. Confira no destaque em negrito:

Espião de Dilma Ex-agente da ditadura militar acha que Dilma "nasceu para mandar, não para ser mandada" e acredita que "Lula vai se enganar com ela"

PLÍNIO FRAGA

ENVIADO ESPECIAL A PORTO ALEGRE

Nos arredores de Tristeza, um ex-espião da ditadura militar assiste na televisão à candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com desconfiança. "Ela não é tão boazinha assim", afirma."Nasceu para mandar. Não para ser mandada. Lula vai se enganar com ela.

"Filha de imigrante, líder de grupos de resistência à ditadura, ministra e candidata a presidente, Dilma Rousseff pode dizer que foi longe.Não se pode dizer o mesmo de Sílvio Carriço Ribeiro, 69, ex-agente da chamada "comunidade de informações" na ditadura (1964-1985) e ex-coronel da Brigada Militar: continua morando perto da casa em que Dilma viveu, na Vila Assunção, na zona sul de Porto Alegre, região onde mantinha campana para investigar a "subversiva".

O bairro de Vila Assunção cresceu espremido entre o rio Guaíba e os vizinhos Cristal e Tristeza, na zona sul de Porto Alegre. É de lá que Ribeiro assiste a Dilma na propaganda eleitoral gratuita, sorridente, tranquila, sem óculos, cabelos arrumados e com um discurso suave.

"LOBO"

O ex-coronel relembra a Dilma que vigiou: cabelos armados, óculos de lente grossa, com personalidade forte para intervir em discussões entre esquerdistas e fazer valer sua opinião.

"Pessoas desse tipo são duras, amargas. Ela é uma mulher amarga. Não é aquilo que está aparecendo na televisão. É lobo em pele de cordeiro", diz ele.

Em 1972, depois que Dilma saiu da prisão em São Paulo, onde foi torturada por agentes da repressão por pertencer a grupos clandestinos de resistência à ditadura, a hoje candidata do PT mudou-se para Porto Alegre, onde seu segundo marido, Carlos Araújo (dirigente da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, que se definia como "organização marxista-leninista de guerra revolucionária") estava preso.

À época, fazia quatro anos que Ribeiro entrara para a "comunidade de informações", forma como seus integrantes se referem aos órgãos de espionagem do regime militar. Teve como missão manter Dilma sob vigilância.

"A informação que a gente tinha é que ela era contato, esse é o termo. Mantinha contatos com gente de Minas, São Paulo, Rio. Se a polícia estava em cima de fulano, eles decidiam mandá-lo para o Sul.

"Baixar" o fulano era a expressão que usavam. A Dilma acolhia essas pessoas."

Lotado no Departamento Central de Informações (DCI), o serviço secreto da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Ribeiro afirma que Dilma começava àquela época a atuar "mais como militante política do que como guerrilheira", sendo este último o período que vai de 1965 a 1970, quando ela foi presa.

CONTATO

"Na década de 70, ela exercia mais a função de acolher gente. E também de recrutar para militar. Era a função maior dela. Mas, além disso, planejava ações e sabia quem executava", afirma ele hoje.

Ribeiro é reticente sobre a maior polêmica envolvendo Dilma à época da ditadura: sua participação ou não em ações armadas, assaltos e assassinatos de opositores.

A atual candidata a presidente nega que tenha atuado diretamente nessas ações, mas são correntes afirmações de que ela tinha conhecimento, ordenou ou planejou várias delas. "Você determinar ou saber quem fez uma coisa dessas não diminui sua responsabilidade. A responsabilidade é até maior", declara Ribeiro.

"O movimento exigia gente forte, que não pensava duas vezes para fazer as coisas", declara.

Em 1998, no final do governo de Olívio Dutra (PT), Ribeiro enfrentou um Inquérito Policial Militar que o exonerou da Brigada Militar, já quando era reservista.

Foi condenado e afastado do oficialato sob acusação de ter feito compras indevidas numa olaria pertencente à Brigada Militar. Ribeiro recorreu à Justiça Comum para tentar reaver o posto (e os vencimentos) de oficial da Brigada Militar.

Ele afirma que, no final dos anos 80, sua casa foi arrombada e levaram "documentos, fotos e fitas" que mantinha armazenados do tempo em que atuava nos órgãos de repressão. "Eram gravações de assembleias, fotos de reuniões, atas", releva, por ter mantido consigo informações que deveriam ter sido arquivadas em repartições públicas."Não levaram nada de valor da casa. Levaram os arquivos e deixaram claro que era isso o que interessava."


A melhor resposta a todo essse porcalismo vai ser dada nas urnas, e foi muito bem definida numa tuitada de @46putz:


E o debate, quem ganhou? Fácil, jovem, subversiva, foi à luta. Hj, caminha com o povo prá vitória. Começa com D, termina com A: Democracia!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

DISCURSO DE LULA EM CAMPO GRANDE, EM 24 DE AGOSTO DE 2010.




EM 1963, NUM 28 DE AGOSTO, MARTIN LUTHER KING JR. FEZ UM DOS MAIS FAMOSOS DISCURSOS DA HISTÓRIA, DENOMINADO “EU TENHO UM SONHO” – I HAVE A DREAM.

TAMBÉM NO MÊS DE AGOSTO, EM CAMPO GRANDE, NUM TRECHO DE UM LONGO DISCURSO DE CAMPANHA, NUM COMÍCIO, LULA TAMBÉM FAZ HISTÓRIA.


FALANDO DE IMPROVISO, REVELA FATOS E ABRE O SEU CORAÇÃO, PARA FALAR DE PRECONCEITO, PARA FALAR DA ASCENSÃO DE UM METALÚRGICO, UM HOMEM DO POVO, A LÍDER DE UMA NAÇÃO E A LÍDER RESPEITADO MUNDIALMENTE.


REVELA, COM ESSA FALA SIMPLES DE HOMEM DO POVO, A SABEDORIA QUE SE APRENDE COM A INTELIGÊNCIA, COM A SENSIBILIDADE E COM A CAPACIDADE DE VER E ENXERGAR O SEU POVO, PARA GOVERNAR PARA ELE E COM ELE, NUM VERDADEIRO ESPÍRITO DEMOCRÁTICO QUE MUITOS DE SEUS DETRATORES NÃO TÊM.


LEIAM COM ATENÇÃO ESTE DISCURSO, QUE TRANSCREVO ABAIXO.


ACOMPANHE A FALA DO PRESIDENTE NUM DESSES LINKS:



A doença pior que existe na humanidade é o preconceito. E eu sei de quanto preconceito eu fui vítima neste País. Hoje, eu brinco com preconceito. Hoje eu falo “manas laranja” e as pessoas acham engraçado. Mas quando eu falava em 89, eu era um “anarfa”. Porque a ignorância dos que me achavam “anarfa” era de confundir a inteligência com o conhecimento e o aprendizado no banco com escolaridade. A ignorância, a ignorância de algumas pessoas que achavam que só tinha valor aquilo que vinha de fora: é americano, é maravilhoso; é europeu, é extraordinário; é chinês, é fantástico; é japonês, é não-sei-o-que-lá; e se comportavam como se fossem cidadãos de segunda classe ou verdadeiros vira-latas que não se respeitavam e que não tinham autoestima por si mesmos.


Ah! quantas vezes me disseram... Eu lembro, Zeca, como se fosse hoje: uma vez, eu estava almoçando na Folha de São Paulo e um diretor da Folha de São Paulo perguntou para mim: “escuta aqui, ó candidato, o senhor fala inglês?” Eu falei: não. “Como é o que você quer governar o Brasil, se você não fala inglês?” Eu falei: mas eu vou arrumar um tradutor. “Mas assim não é possível, não é possível, o Brasil precisa de um presidente que fala inglês”. Eu perguntei para ele: alguém já perguntou se o Bill Clinton fala português? Mas eles achavam, eles achavam que o Bill Clinton não tinha a obrigação de falar português, era eu o subalterno, o país colonizado, que tinha que falar inglês não eles falar português.


Teve uma hora, Zeca, que me senti chateado e levantei da mesa e falei: eu não vim aqui para dar entrevista, eu vim para almoçar; se isto é uma entrevista, eu vou embora. E levantei, larguei o almoço, peguei o elevador e fui embora.


Vou terminar meu mandato, Zeca, sem precisar ter almoçado em nenhum jornal, em nenhuma televisão. Vou terminar meu mandato. Também nunca faltei com o respeito com nenhum deles. Já faltaram com o respeito comigo. E vocês sabem o que já fizeram comigo. Se dependesse de determinados meios de comunicação, eu teria zero na pesquisa não oitenta por cento de bom e ótimo, como temos neste País.


Eu, companheiros e companheiras, sou um homem que agradeço a Deus pela generosidade que ele teve comigo. E agradeço a vocês, porque um dia vocês tiveram a mesma consciência que a maioria negra da África do Sul teve ao eleger um negro que representava vinte e seis milhões de pessoas que eram dominadas por seis milhões de brancos. Vocês, um dia, tiveram a mesma consciência que os negros da África do Sul que elegeram Mandela para presidente da república daquele país, depois de 27 anos de cadeia. Vocês tiveram consciência de eleger um metalúrgico que tinha perdido muitas eleições porque era igual à maioria do povo. E o povo não acreditava que fosse capaz de dar a volta por cima. O povo não acreditava, porque nós aprendemos a vida inteira que nós éramos seres inferiores... que, para governar este País, tinha que ser usineiro, tinha que ser fazendeiro, tinha que ser advogado, tinha que ser empresário, tinha que ser doutor e mais doutor. Um igual à gente não poderia governar o País. Nós não sabemos governar, muito menos um coitado de um bancário.


Se coloca no seu lugar, bancário, porque esse País é para ser governado por banqueiro e não por bancário. Se coloca no seu lugar, mulher, porque esse País é para ser governado por homem e não por mulher. Se coloca no seu lugar, metalúrgico, porque esse mundo não é para ser governado por aqueles que moram no andar de baixo, mas por aqueles que moram no andar de cima. É assim que a escola ensinou. É assim que a sociologia ensinou. É assim que nos ensinaram a vida inteira. Até que um dia eu, lendo um poema de Vinícius de Moraes – um operário em construção – eu aprendi que um operário poderia dizer não. E quando ele disse não, a lógica perversa que estava montada nesse País...


É verdade que eu perdi três eleições, mas é verdade que já ganhei duas eleições seguidas e vamos ganhar a terceira eleição com essa companheira, mulher, Presidente da República!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Serra adere às Farc, usa o terror e cai na extrema direita




NOTA DO BLOG:

As máscaras caem. A tentativa de relacionar PT/GOVERNO/FARC não passa de jogo estúpido da direita hidrófoba. Com Serra – aquele que, um dia, lutou contra a ditadura – falando bobagens ou deixando que o Cacique Merendinha – o tal Índio da Costa – destile sua verve verde de raiva dos velhos arenistas de plantão: morrem, sim, os velhos, mas os novos herdam os genes.

Bem, leiam o que o Paulo Henrique Amorim escreveu no Conversa Afiada:

Publicado em 20/07/2010





O Serra é a Veja. A Veja é o Serra

Funciona assim o cilojismo do jenio (revisor, por favor, deixe-me em paz !):
O PT se ligou nas Farc.
As Farc se ligam no narcotráfico.
Logo, o PT está no narcotráfico.
Serra aderiu ao terror dos DEMOS.
O jenio caiu no colo da extrema direita do espectro político brasileiro.
É um velho truque.
Segundo a Folha (*), na pág. A4, “o PSDB já utilizou essa acusação na eleição de 2002” (quando Lula deu uma surra no Serra por 61% a 39%).
Da mesma forma, na eleição de 2002, o jenio ameaçou: o Brasil vai se tornar uma Argentina.
E levou a Regina Duarte para ter medo no horário eleitoral.
O jenio não é FHC.
Não é Lula.
Não produziu nessa campanha uma única idéia que preste.
Ele aparentemente não é nada.
Mas, não existe o “nada”.
Clique aqui para ler “A loucura do Serra tem uma lógica”.
Por isso, ele caiu no leito mais acolhedor: o dos DEMOS.
A novidade é que o jenio agora usa esse vice de marionete.
Mas, vai ser difícil continuar a usar esse vice de porta-voz.
Quem o leva a sério ?
Com certeza, o jenio continuará a se valer da verdadeira oposição: o PiG (**).
O PiG fala por ele.
Como diz o Gilson Caroni, no Vermelho: o Serra quer criar uma ditadura mediática.
A Veja fala por ele, há muito tempo.
O Conversa Afiada já demonstrou que o Serra é o Eleito da Veja, porque é “a elite da elite”.
Está no livro – excelente – de Carla Luciana Silva – clique aqui para ler o post que tratou dela.
A Veja, a última flor do Fáscio, foi quem levantou a bola da “ligação” do Lula com as Farc.
Uma pergunta sobre a ligação do Lula com as Farc foi motivo de uma das poucas explosões do Lula com um entrevistador.
Boris Casoy, que trava reveladora polêmica com garis, foi o autor da pergunta.
Serra é o Boris revisitado.
E a Veja faz o papel sujo para o Serra.
Que o vice agora tenta acompanhar, como uma paródia de programa de calouros.
Onde foi parar o jenio, o “economista competente”, o mais “consistente” ?
Onde foi parar o “criador” dos genéricos ?
Clique aqui para ler o que a Dilma disse do Jamil Haddad, verdadeiro pai dos genéricos, e a tentativa do Serra de surripiá-lo.
O jenio também criou o programa antiaids do Jatene.
O FAT do Jorge Uequed.
Será que ele sempre esteve lá, na extrema direita, e o Jango não sabia ?
O Ciro é quem sabe do Serra: o Serra não tem escrúpulos; se preciso for, passa com um trator por cima da mãe.

Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.