ESTE BLOG EXISTE para deixar bem claro à imprensa golpista, o PIG, e à direita hidrófoba que há gente de olho neles!

domingo, 10 de outubro de 2010

TODO CUIDADO É POUCO!




É claro que o Zé tem história.

Não apenas a que ele conta, mas a que todos conhecemos: com erros – muitos! – e acertos – alguns!

Infla seu perfil com realizações que são dele.

E a maior lorota é que tenha sido o “melhor ministro da saúde”. Bobagem. Nem ele mesmo acredita nisso.

No entanto, ele tem, sim, uma história razoável de realizações e de luta política.

O problema é que, para ser presidente a qualquer custo, está jogando sua história na lata do lixo do FASCISMO, ao abrir os braços para a direita mais retrógrada que existe neste País.

A direita da TFP, da OPUS DEI, do preconceito, do racismo, do sexismo!

É contra isso que devemos estar atentos, porque a serpente espreita por trás de uma campanha suja criada por profissionais – do humor, da crônica, da literatura etc. – especialmente contratados para inventar “casos escandalosos”, piadas de mau gosto, mentiras e até documentos falsos.

É isso o que eu chamo de campanha FASCISTA!

Porque a direita está aí, sim, viva e esperta, esperando o momento certo de fazer desse País aquilo que eles mantiveram até ontem: um País de terceiro mundo, conservador, subserviente aos interesses do Estados Unidos, entreguista, privatista e, principalmente, pobre.

Brindo-lhes com artigo abaixo, para ler e sorrir – amargamente, porque a brincadeira é séria.



Sexta, 8 de outubro de 2010, 08h13


A Direita Ruge


Marcelo Carneiro da Cunha

de São Paulo


http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4722871-EI8423,00-A+Direita+Ruge.html


Estimados leitores, sim, a direita existe. Papai Noel talvez não exista assim lá muito concretamente, existem dúvidas quanto a real natureza dos duendes e da Jessica Alba, eu sinceramente creio que pensar em OVNIS é absoluta falta de tempo ou noção, e nunca vi uma mulher dotada de senso de humor, portanto, acho que não existem.


Mas, a direita, estimados leitores, existe.


Ela faz que não, jura que se reformou e agora adora a humanidade, inclusive a que não possui conta em paraíso fiscal; ela assegura a quem estiver por perto que essa coisa de direita é ultrapassada e agora somos todos de centro, mas isso é, nas palavras da minha boa, sólida e direitista avó Jovita, papo pra boi dormir.


A direita, estimados leitores, está aqui ao nosso redor, louquinha pra mostrar o que é bom pra tosse. Ela fez que saiu de cena e se mandou para o Maranhão, onde os Sarney cuidam de tudo e ninguém diz ai sem saber para que lado o vento sopra, mas não é verdade. Ela está aqui, ela está ali, ela está em toda parte, e sempre do lado da sombra, que é onde ela se sente mais à vontade.
Se você caiu nesse conto do vigário e do bispo, de que a direita não existe, lembre que tanto o vigário quanto o bispo são os representantes dela vestidos em robes esquisitos ou em ternos de mau-gosto. Eles detestam as minorias, não é? Eles não querem saber de gays tendo os seus direitos constitucionais respeitados, não é? Mulher é tão inferior que não pode ser ordenada, não é mesmo?


A direita faz que não está ali, que agora entrou pro mercado de ações e aprendeu a se comportar, mas ela é a mesma, estimados leitores. Ela não gosta de liberdades, tem pavor dessa tal de democracia, com a qual ela finge que concorda porque não há outro jeito. Ela nunca engoliu o sapo barbudo, e foi engolida por ele, mas não se conforma.


A direita descobriu a internet, estimados leitores, e nos encheu de emails sobre o horror do PT e o fim do mundo que o Lula aprontou pra todos nós. Você não recebeu toneladas de mails raivosos e rabugentos nesses tempos e mesmo antes deles? Como se parecem esses mails? Eles não têm sabor de veneno e olhar de predador louco pela sua carcaça? Eles não ficam lhe avisando para se cuidar com tudo que está ali fora? Eles não lhe avisam que o que está ali fora quer terminar com a civilização ocidental e o direito divino dos que sempre tiveram tudo de continuar tendo? Eles não são basicamente contra tudo?


A única desvantagem séria que a direita tem em relação ao resto do mundo, é que ela pode ser desprovida de respeito por você e de escrúpulos com relação a tudo, mas, felizmente, ela é burra. Ela ruge contra tudo que está aí, mas ela não compreende quase nada do que acontece. Ela grita, mas não sabe, ela reclama, mas não propõe. Algum dos emails que você recebeu propunha alguma coisa que fosse utilizável por um cidadão de bem, ou não passava de denuncias tão malucas quanto improvadas?


A direita, estimado leitor, não está nem aí para as provas, ou para a razão, pois ela não precisa de nada disso para viver. Para ela, basta a raiva. Algum email que você recebeu era raivoso?
A direita se faz de boazinha e carola, e a gente diz, óoooo, que terna! Aí vem a eleição, e a maioria do povo não se mostra simpática a ela, e ela mostra o seu real rosto, em sua sublime feiúra. Sabe criança que se faz de boazinha, aí você diz não e ela abre o berreiro? Você recebeu algum email com berreiro recentemente?


A direita sabe de ódio de classe, estimados leitores. Ela não entende, não aceita, não imagina um mundo de iguais. Ela diz que o Bolsa Família está destruindo a sociedade porque agora os mais pobres preferem não fazer nada a trabalhar nas casas deles. Você não recebeu mail sobre isso? Sobre os pobres preguiçosos que não querem mais trabalhar por migalha? Ela suportou o Lula porque não havia muita escolha e ele era espero demais para ela, mas agora quer vingança. Você recebeu emails pedindo vingança, estimado leitor?


Alguns de vocês talvez achem que o nome do sistema define se ele é esquerda ou direita. Basta o partido ter social no nome para ser de esquerda. E portanto, nenhum partido é de direita, já que nenhum se anuncia assim. Não é o nome, estimados leitor, mas a atitude. Alguém aí duvida que o tal de DEM é de direita? Mas ele não se anuncia assim, não é?


Assim, estimados leitores, e para simplificar as coisas, o Chavez é de direita, assim como o Bibi. O odioso Ahmadinejad e seus aitatolás são pra lá de Bagdá, se o assunto é direitismo. Cuba é de direita, a Rússia idem. A Europa Ocidental é toda de esquerda, em matizes que variam em torno da clássica social-democracia, o Brasil tem sido governado de um jeito de centro esquerda, a Argentina é peronista, o que quer dizer que não há como saber de que lado ela fica. Os Estados Unidos são de direita, mesmo que o Obama não seja ou goste disso, e a direita deles é ainda muito, mais muito cheia de raiva do que a nossa, até agora.


Uma colunista foi demitida de um grande jornal de São Paulo simplesmente por escrever uma coluna que discordava da linha editorial do jornal, que é de direita. A imprensa brasileira, toda ela, não se assume de direita e diz que essas coisas não existem e que a imprensa é livre.
A colunista de um grande jornal de direita acaba de ser demitida por ser livre. Quem não gosta de liberdade são eles. Quem não sabe o que fazer com ela, são eles. Quem inventou que eles eram democratas, foram eles. Não são, deixaram isso claro, e, portanto, colocaram à mostra os seus mesmos e enormes dentes.


A direita, estimados leitores, existe e ruge. O que você acha disso diz muito do que você é, do que o seu voto vai ser, e do que esse país vai se tornar.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

MENTIRAS QUE VIRAM VERDADE É FASCISMO!






Vamos pôr todos os pingos em todos os is, gente!

O Zé, o PIG, o DEM/PSDB, enfim, todo mundo repete que Lula continuou a “boa administração” do FHC.

Mentira!

Se Lula tivesse continuado com as políticas econômicas de FHC, o Brasil já teria ido pro brejo há muito tempo, porque FHC QUEBROU O PAÍS, para se reeleger e tornou a quebrar, no segundo mandato – com a PRIVATARIA – para tentar consertar, sem sucesso, os erros do primeiro mandato.

Lula adotou uma política econômica conservadora, sim, porque não havia outra saída: como ele mesmo disse, não podia errar!

Outra mentira deslavada: FHC é o pai do Plano Real (e agora o Zé está dizendo que é ele!). Quem engendrou e aplicou o Plano Real foi o governo de Itamar Franco e sua EQUIPE ECONÔMICA! FHC era, sim, o ministro (ou sinistro?) da Economia, mas nunca escondeu de ninguém que não entendia nada do assunto, era apenas uma função política, não técnica.

Portanto, de tanto dizer mentira, essa turma da DIREITA HIDRÓFOBA distorce a história e transforma suas mentiras em verdades, veiculadas a todo momento pelo PIG!

E transformar mentiras em verdades, através da sua repetição, é coisa de FASCISTA!

A campanha do Zé é fascista: o Zé está jogando todo o seu passado – que não tão lamentável assim, em termos políticos – na fogueira da vaidade fascista de querer ser presidente no grito, a qualquer custo, mesmo que a verdade e sua história pessoal sejam jogadas na lata do lixo do fascismo que tomou conta de sua campanha!

Contra as mentiras que a CAMPANHA FASCISTA do Zé, da mídia e de seus asseclas criadores de trollers nas redes sociais, só existe um caminho: USAR A EMOÇÃO, NÃO A RAZÃO, PORQUE ESSA GENTE SABE EXATAMENTE O QUE FAZER PARA DESMORALIZAR, ACHINCALHAR E MENTIR, usando as técnicas fascistas que o PIG-Folhão usa em sua propaganda.

LULA PAZ E AMOR foi uma boa estratégia, não só porque era uma estratégia, mas porque era verdadeira. Lula se fazia de mau, de bicho-papão, de metalúrgico grosso, para assustar. E assustou. Nunca foram e nunca serão essas as características do Presidente, mesmo quando perde as estribeiras pelo exagero de certas correntes da mídia. Quando adoçou a imagem, perderam o medo dele e aquela atriz semiaposentada que veio a público falar de medo ficou falando sozinha, lembram?

Agora, a mesma coisa deve/precisa acontecer: DILMA tem fama de durona. Porque há o mito de que toda mulher que se sobressai tem de ser “machona”. Isso está no imaginário popular. É preciso com urgência construir/reconstruir a imagem da DILMA MULHER!

E isso não é difícil. E parece que já começou a ser feito.

“HAY QUE ENDURECERSE, PERO SIN PERDER LA TERNURA JAMÁS”!


Para entender toda a cachorrada que estão fazendo, leia e divulgue o artigo abaixo, tirado do site de Luís Nassif.




O gerenciamento de percepções na campanha anti-Dilma


Enviado por luisnassif, sex, 08/10/2010 - 08:50


Desconstruindo a campanha difamatória contra Dilma Rousseff

Publicado em 6 outubro 2010 by Renato Guimaraes

Parece que com nestas eleições o Brasil finalmente chegou ao Primeiro Mundo. Não tanto pelo movimento da economia, que causa inveja na imprensa internacional, mas por um aspecto mais lúgubre: o surgimento de um movimento neoconservador (“Neo-Con”, para usar um jargão em moda especialmente nos Estados Unidos) capaz de inflar a “onda verde” da candidata Marina da Silva, arrancar votos preciosos de Dilma Rousseff, forçar tanto a Dilma como o José Serra a renegarem publicamente posições anteriores sobre descriminalização do aborto, levando-os a uma guinada em favor de posições conservadoras, e de alimentar uma impressionante campanha de desinformação e de ódio contra a candidata governista, usando como plataforma as redes sociais, como o Twitter, além de correntes de email.


Todos estes elementos contribuíram, junto com vários outros, como destaca Idelber Avelar em excelente post para o blog O Biscoito Fino e a Massa, para dar um nó nos institutos de pesquisa de opinião e de certa forma trazer para o cenário político brasileiro estratégias de comunicação que estávamos mais acostumados a ver sendo usadas em ambientes mais polarizados nos Estados Unidos e Europa.

Pode até parecer exagero, já que não é a primeira vez que folhetos apócrifos surgem para queimar a imagem de determinados candidatos. A novidade aqui é a aparente organização no método de “enlameamento”, que entrelaça notícias da grande mídia, opiniões de articulistas e “formadores de opinião, folheteria apócrifa, boataria organizada boca-a-boca, comunidades e perfis em redes sociais, vídeos no YouTube e por aí vai.

O maior alvo desta espécie de campanha de desconstrução e reconstrução de imagem parece ser a candidata governista. Em resumo, a imagem que dela se procurou construir teria os seguintes elementos:

1. É uma guerrilheira, com um passado de violência, implicada direta ou indiretamente no assassinato de civis em ações armadas da guerrilha. Até uma foto montada dela sentada em uma mesa com um fuzil ao lado andou circulando por blogs e emails na internet. Reforça esta “suspeita” de um passado violento mal contado o fato de o Superior Tribunal Militar ter proibido o acesso ao processo contra a candidata justamente para evitar seu uso político. A Folha de São Paulo vem tentando, com muito afinco, ter acesso a esta papelada, por enquanto sem sucesso. Também para reforçar esta imagem sempre que se fala deste período da vida da Dilma em geral se usa uma foto da sua ficha na polícia com os olhos esbugalhados, além de um registro de captura falsificado, usado até mesmo pela Folha em uma de suas varias matérias sobre o tema.


2. É uma anti-cristã, provavelmente ateia, defensora do aborto, do casamento de gays e em geral da dissolução dos laços familiares. O Programa Nacional de Diretos Humanos – PNDH-3 é destorcido e usado como prova de que ela apoia medidas que vão contra a indole cristã do povo brasileiro e que, por tabela, estimulam o ódio racial, via sistemas de cotas em universidades. Dilma já foi até chamada de “assassina de criancinhas” e diversos vídeos no YouTube comparam suas declarações em favor do tratamento do aborto como tema de saúde pública com suas falas mais recentes nas quais exprime sua posição pessoal contra o aborto. Esta aparente contradição seria prova de hipocrisia e duas caras, portanto, de que não se pode confiar nela.

3. É uma “pau-mandada”, uma “cobra criada”, uma “criatura” sem personalidade e carisma, engendrada pelo maquiavelismo de Lula como forma de esquentar seu lugar por quatro anos até que este possa se candidatar de novo à presidência. Nesta linha de raciocínio a eleição da Dilma faria parte de um projeto de longo prazo do PT (e de seus “petralhas”) de se perpetuar no poder pelo menos pelos próximos 12 anos (4 da Dilma + 8 do Lula em seguida).

4. É antipática, arrogante, tecnocrata, que costuma berrar e tratar mal as pessoas com quem convive. O William Bonner fez uma pergunta neste sentido na primeira entrevista da candidata ao Jornal Nacional. O sorriso que ela esgrime seria falso como uma nota de três reais, o que apenas demonstra sua falsidade geral. No fundo ela seria uma espécie de produto de pouco conteúdo, mas embalado por técnicas sofisticadas de marketing.

5. Ela é homossexual. Circula por aí até mesmo a história de que uma ex-amante de longa data estaria cobrando indenização pelo tempo em que conviveram.

6. Não está realmente curada do linfoma e o câncer teria reaparecido. Prova disso seria o aparente cansaço e inchaço de seu corpo nos últimos dias da campanha do primeiro turno. Segundo boataria que corre na internet, já prevendo a possibilidade de Dilma não cumprir seu mandato, caso seja eleita, o PT teria um “plano B”, que seria eleger a maior bancada possível no Congresso para fazer frente ao PMDB, que chegaria ao poder via Michel Temer, o candidato a vice. O subtexto, lógico, é que para evitar um segundo “caso Sarney”, o melhor seria eleger de uma vez o Serra.

7. Na verdade, é pura e simplesmente incompetente, especialmente quando comparada a seu oponente do PSDB. Teve sua administração frente à Secretaria de Minas e Energia do Rio Grande do Sul questionada pelo Tribunal de Contas local, segundo reportagem da Folha de São Paulo (depois desmentida pelo próprio TCE). Não foi capaz de escolher bem seus assessores, como demonstra o caso Erenive. Fez o consumidor brasileiro pagar 1 bilhão de reais por falha de cálculo nas contas de luz, também segundo a Folha (sempre a Folha). Até mesmo a falência de uma pequena loja de quinquilharias importadas que tinha em sociedade com parentes foi sub-repticiamente jogada nas suas costas. Ou seja, se não é capaz de gerir seu próprio negocio e foi incompetente nos cargos públicos que ocupou, como pode esperar administrar o pais?

8. Tudo isso culmina com o famoso “a candidata Dilma não tem biografia, não tem história”, como cansa de repetir José Serra e os apoiadores de sua candidatura. De novo o subtexto é algo do tipo: quem é essa mulher para chegar do nada e pretender ser Presidente da República só porque o Lula cismou? O outro subtexto é: “ela vem só para garantir que o PT continue aparelhando a máquina pública e perpetuando a corrupção e a bandalheira que virou endêmica. Precisamos salvar as instituições desta corja!” (essa eu li em uma corrente de email que recebi e infelizmente deletei imediatamente).

9. E para coroar tudo, como pano de fundo geral, a cantilena que já vem de alguns anos contra a principal política social do governo federal, a Bolsa Família, que estaria criando toda uma geração de vagabundos e sanguessugas dependentes da ajuda do Estado, ou seja, dos impostos pagos pelo trabalho árduo dos trabalhadores. Para ser mais preciso, a argumentação em geral que circula pela rede é que os estados do Sul-Sudeste, especialmente São Paulo, estariam subvencionando a boa vida de nordestinos e nortistas, os quais, por sua vez, retribuiriam a moleza votando em massa no Lula. Um email apócrifo já famoso conta a história do zelador que se demitiu para viver com seus parentes a custa do Bolsa-Família e faz um apelo: “REPASSEM URGENTE ANTES DE 2010, AINDA HÁ TEMPO, PARA CORTAR O MAL…”

Gerenciando percepções


Agora, imaginem todos estes elementos simbólicos, baseados ou não em fatos reais, sendo bombardeados por diversos canais e usando fontes variadas e aparentemente desconectadas entre si. Estão aí reunidos vários elementos do que no começo dos anos 2000 se convencionou chamar de “perception management” (ou “Gerência de Percepção”), um conjunto de estratégias e táticas destinadas a mapear as percepções da opinião pública sobre temas, produtos ou personagens específicos e gerar ações de comunicação explícitas ou encobertas para fortalecer ou mudar estas percepções.

O conceito de gerência de percepção surgiu nos meios militares dos Estados Unidos e foi de certa forma codificado no processo que levou à Guerra ao Terror pós-11 de setembro e mais especificamente à saga para convencer a opinião pública americana da necessidade da invasão do Iraque para eliminar os riscos representados pelas armas de destruição de massa.

Uma definição militar dada pelo tenente-coronel americano Craig S. Jones reza o seguinte:

Perception management involves all actions that convey and/or deny selected information and indicators to foreign audiences to influence their emotions, motives and objective reasoning; and to intelligence systems and leaders at all levels to influence official estimates, ultimately resulting in foreign behaviors and official actions favorable to the originator’s objectives. In various ways, perception management combines truth projection, operations security [OPSEC] cover and deception, and psychological operations [PSYOP]. Documento original aqui.

Seu principal ideólogo é John Rendon, dono de uma empresa de comunicação (Rendon Group) e assessor especial de George W. Bush, Jr. A saga de John Rendon no desenho e implantação da estratégia usada por Bush para convencer o mundo da necessidade urgente de se invadir o Iraque está descrita em uma já clássica reportagem publicada em 2005 pela revista Rolling Stone (“The Man Who Sold the War”, leiam aqui). A história de como ele criou uma formidável rede de mentiras e meias-verdades para gerar as condições de apoio público a uma invasão ao Iraque inspirou a trama de fundo do excelente filme “Zona Verde”, estrelado por Matt Damon.

O documento escrito pelo tenente-coronel Craig Jones, mencionado acima, vale uma lida com atenção, especialmente a parte em que ele fala sobre o cenário de “gerência de informação”, o qual incluiria dois elementos-chave: “Desenvolver temas de informação amigáveis” (Develop friendly information themes), incluindo “operações psicológicas” que definam temas que sirvam como assunto, tópico ou linha de persuasão usados para alcançar um objetivo psicológico.

Outro elemento importante é a identificação de “pontos de pressão”, que são fatores importantes ou essenciais que podem ser influenciados para controlar o comportamento. O tenente-coronel dá até um exemplo concreto: a população de uma região necessita desesperadamente de ajuda econômica. Esta ajuda seria o ponto de pressão. A população, portanto, deve saber que qualquer ajuda estará condicionada a que seus líderes políticos apoiem ou não a democracia.

Este caráter bélico pode ser facilmente adaptado a praticamente qualquer esforço de comunicação pública, especialmente no que se refere à criação de uma situação de medo coletivo (“candidato X, se eleito, vai liberar o aborto, drogas, casamento gay e, ainda por cima, tem um vice conhecido por suas práticas satanistas”…).

Claro que não dá para falar de “perception management” e outras técnicas de propaganda e mobilização pública sem mencionar Josef Goebbels, o pai de todos os publicitários. Em um artigo escrito em 1931, ele descreve sua visão primordial da propaganda para o êxito do Partido Nazista:

“No other political movement has understood the art of propaganda as well as the National Socialists. From its beginnings, it has put heart and soul into propaganda. What distinguishes it from all other political parties is the ability to see into the soul of the people and to speak the language of the man in the street. It uses all the means of modern technology. Leaflets, handbills, posters, mass demonstrations, the press, stage, film and radio…”

E se fosse hoje em dia eu acrescentaria: twitter, blogs, redes de emails, YouTube etc. Já que folhetos apócrifos, como no exemplo ao lado, continuam sendo regularmente usados.

Um último exemplo de todo o arcabouço teórico e prático da gerência de percepção é o caso clássico da campanha de contrainformacao criada globalmente para empurrar goela abaixo da opinião pública a dúvida sobre o aquecimento global. Para entender como este sofisticado processo de perception managent aconteceu recomendo a leitura de um relatório produzido em 2008 pela Union of Concerned Scientists, o qual revela em crueza de detalhes as táticas usadas pela multinacional do petróleo e gás Exxon-Mobil para disseminar dúvidas sobre a ciência por trás do aquecimento global. O relatório “Smoke, Mirrors & Hot Air – How ExxonMobil Uses Big Tobacco’s Tactics to Manufacture Uncertainty on Climate Science” pode ser baixado aqui.

Transparência na luta contra a obscuridade


Para deixar bem claro, todas estas ferramentas mencionadas não são boas ou más em si. A comunicação é, em todas as suas vertentes, absolutamente fundamental para a democracia e para o fortalecimento do tecido social.

Mas com toda esta longa digressão quero mostrar que a campanha contra Dilma Roussef não vem do nada e nem é puramente fruto da ação voluntária de eleitores indignados com o que ela representa. Não sejamos ingênuos: sempre há alguém se beneficiando e estimulando estes processos.

Não chego ao ponto de dizer que existe uma “master mind”, uma mente única por trás desta campanha. Mas é possível saber muito bem quem se beneficia dela, basta olhar o contexto em que se dá. Aliás, segundo a revista Carta Capital durante a reunião de cúpula da campanha de José Serra, nesta quarta-feira, “circulou um panfleto incitando os militantes serristas a repassarem na internet emails ligando a candidata petista Dilma Rousseff a perseguição de cristãos, aborto e prostituição.”

E como lidar com isto? Em primeiro lugar, estando atendo e fazendo uma leitura permanente da conjuntura. A percepção que tenho é que a campanha de Dilma sofreu de uma espécie de autismo comunicativo, enfocada em uma estratégia que a deixou alheia ao movimento subterrâneo que estava acontecendo sob seu nariz.

“Dilma Assassina”. Um dos tantos blogs anônimos que pululam pela internet e não escondem suas intenções.

Mas o mais importante, em minha opinião, é que não se deve temer expor e jogar luz em toda esta campanha difamatória. Por isso a iniciativa da campanha da Dilma de abrir uma espécie de “central de boatos” é uma boa iniciativa, boa e efetiva. Imagino que será um espaço na rede, com uma repositório do enorme rol de difamações, boatos, incompreensões que circulam por aí. Espero que traga também respostas simples, objetivas e documentadas para cada um deles.

Ou seja, uma espécie de banco de dados público com o bestialógico da campanha comunicativa anti-dilmista. Uma fonte permanente onde buscar informação atualizada que pode ser usada tanto nos meios virtuais, como para ajudar os militantes e simpatizantes e estruturar argumentos para ser usados publicamente, com famílias, amigos etc.

Tem gente que argumenta que não se deve dar corda e expor demais, porque gente que não saberia dos comentários acabaria tomando conhecimento.

Eu acho o contrário. Este tipo de campanha se alimenta das sombras e do medo e só pode ser combatida com eficiência pelo lado da transparência. Isto nem é novidade. Empresas, por exemplo, desenvolvem estratégias nesta linha. É só pensar na página “Boatos e Mitos”, da Coca-Cola.

Obviamente várias outras medidas podem ser implementas, especialmente um trabalho mais consistente na internet e mídias sociais e ações corpo-a-corpo no mundo real para desfazer preconceitos e esclarecer dúvidas. Ou seja, um trabalho sério de gerência de percepção pelo lado positivo.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

CAMPANHA DE SERRA FICA CADA DIA MAIS FASCISTA



Distribuir trollers na Internet com piadas sexistas e de mau gosto, com a intensão clara de atingir a Dilma, é FASCISMO!

Repassar e-mails com falsas acusações contra a Dilma, referentes ao tempo da ditadura, disseminando preconceito contra a luta da canditada durante o perído militar é FASCISMO!

Inventar, caluniar, disseminar preconceito, isso é campanha FASCISTA!

Tudo indica que esses e-mails sujos que andam por aí, sendo divulgados por gente que às vezes nem sabe direito o que está fazendo, é fruto de uma campanha orquestrada por setores da direita mais radical que se ligou à campanha do Zé.

É gente especializada em denegrir, em inventar, em caluniar, assim como fizeram e continuam tentando fazer com o Obama, nos Estados Unidos.

São humoristas desempregados ou não, redatores de piadas, ghostwriters, colunistas de jornais, comentaristas de rádio ou de televisão que comungam com as ideias FASCISTAS e RADICAIS de certos setores, que passam o dia na internet a enviar TROLLERS, isto é, e-mails e mensagens nas redes sociais, com piadas sujas, com notícias inventadas ou montadas, com mentiras contra os opositores.

Isso é uma campanha FASCISTA! Que dissemina o ÓDIO, O PRECONCEITO, A DIVISÃO DE CLASSES.

É isso que você quer para o Brasil?

Há uma boa pista dessa gente na reportagem abaixo, do portal VERMELHO.

Leia, pense um pouco e tome uma decisão: NÃO DIVULGUE, NÃO REPASSE, NÃO ACEITE e-mails com conteúdo sexista, racista, preconceituoso, com pidadas sujas e notícas falsas.

Faça um bem para você mesmo, para o País e para a humanidade:não divulgue o ÓDIO FASCISTA!






(Membros da TFP reunidos em São Paulo)


Adesão de reacionários e TFP pode afastar eleitores de Serra

A candidatura presidencial de José Serra (PSDB-DEM-PPS) tornou-se um porto seguro para os setores mais reacionários da sociedade. Líderes religiosos obtusos, direitistas que enaltecem a ditadura militar, elitistas que disseminam preconceito contra a população pobre, além de racistas e machistas de todos os matizes correm para manifestar apoio ao candidato tucano.


Esta gente, que costuma ser apontada como os "4%" de brasileiros que não toleram o governo Lula, está ganhando espaço cada vez maior nas hostes serristas e pode acabar afastando de Serra o eleitor progressista, sem vínculos pártidários, que optou por Marina no primeiro turno e agora está em dúvida sobre em quem votar.Panfleto pró-TFP circula em reunião de cúpula tucana.

Demonstração clara desta aproximação com a extrema-direita foi relatada pelo jornalista Fernando Rodrigues, em seu blog.Segundo ele, um texto que incita militantes a divulgar na web que plano de Dilma inclui perseguir cristãos, legalizar aborto e prostituição circulou hoje na reunião de cúpula da campanha de José Serra, em Brasília.

Os tucanos distribuíram entre si um panfleto com instruções sobre como propagar uma campanha anti-Dilma na internet. Num dos trechos, recomenda aos militantes visitarem o site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, um dos fundadores da TFP ( Sociedade Brasileira de Defesa de Tradição, Família e Propriedade), uma das mais conservadores agremiações do país.

Esta organização prega, entre outras coisas, que seja proibido o uso de camisinha, que seja revogada a lei do divórcio, que só seja praticado sexo para fins reprodutivos, que as mulheres sejam submissas ao homem por lei, que cultos religiosos de origem africana sejam proibidos no Brasil.

A TFP também dissemina preconceito contra as demais religiões não católicas, defende que o ensino religioso seja obrigatório no ensino público.

Em 1985, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou que em razão das "características esotéricas e fanáticas, e da idolatria ao seu fundador" a TFP não estava em comunhão com a Igreja Católica.

Os bispos pediram aos católicos que não se juntem ou colaborem com essa organização.

No campo econômico-social a TFP defende abertamente a desigualdade de classes.

Eles consideram as questões quilombola, indígena e ambiental como ataques ao direito de propriedade.

Calúnias x direitos humanos

O panfleto da TFP que foi distribuído na reunião tucana basicamente se refere ao PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos), lançado pelo governo Lula no final do ano passado.

Eis um dos trechos do panfleto divulgado na reunião tucana:

“O PNDH-3 é um projeto de lei que tem por objetivo implantar em nossas leis a legalização do aborto, acabar com o direito da propriedade privada, limitar a liberdade religiosa, perseguir cristãos, legalizar a prostituição (e onde fica a dignidade dessas mulheres?), manipular e controlar os meios de comunicação, acabar com a liberdade de imprensa, taxas sobre fortunas o que afastará investimentos, dentre outros. É um decreto preparatório para um regime ditatorial”.

O blog estava dentro da sala do centro de convenções Brasil 21 na qual se realizou o encontro tucano. Por volta das 16h10, antes de a imprensa ser admitida no recinto, uma mulher com adesivo de Serra colado no peito distribuiu o bilhete. “Pega e passa”, dizia.

Era do tamanho de um papel A4 dividido ao meio. Mais tarde, uma pequena pilha (cerca de 3 cm de altura) com esses panfletos foi deixada ao lado do local onde era servido café –e a imprensa teve livre acesso.

Ao final, o texto recomenda: “Divulgue esta informação através das redes sociais da internet (blogs, Orkut...)”.

Segundo as assessorias do PSDB nacional e do candidato José Serra, a confecção do panfleto não tem relação com o partido nem com a campanha tucana. Ainda assim, o papel ficou à disposição de quem tivesse interesse em pegar. Os panfletos só foram retirados um pouco depois de o Blog ter perguntado à cúpula tucana a respeito do assunto.


http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=138790&id_secao=1

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O PIG-FOLHÃO CONTINUA COM A SACANAGEM!

Por que a Folha de São Paulo – o PIG-FOLHÃO – não sai de cima do muro e declara com todas as letras que apoia o Zé?

Porque eles são assim mesmo: desonestos, cretinos, mentirosos, canalhas!

O lixo que eles publicam é que eles chamam de “imprensa livre”! Que liberdade é essa de publicar só mentiras, só sacanagem?

Eles estão saudosos dos governos militares, quando cediam seus veículos para transportar presos políticos para serem torturados e mortos nos porões do DOI-CODI, na Operação Bandeirantes!

Não dá para ficar calado diante das palhaçadas do PIG-FOLHÃO!

Temos que denunciar, temos que desmentir, temos que espalhar o que eles fazem escondidos como “jornalismo”!

Isso não é, absolutamente, JORNALISMO! Isso é panfletagem! Com dinheiro financiado do Governo do Estado de São Paulo, ou seja, com o dinheiro do contribuinte paulista.

Jornal que se vende ao poder público é jornal canalha!

Vejam a reportagem abaixo e divulguem!




Indignem-se!


Marco Aurélio Garcia: “Manchete da Folha é mentirosa”

por Conceição Lemes






Manchetão da Folha de S. Paulo de hoje repercutiu em toda a imprensa.

“Só que a manchete da Folha é mentirosa”, detona o professor Marco Aurélio Garcia. “O aborto não consta do programa de governo da candidata do PT. Portanto, é impossível retirar uma coisa que não tem.”

“O Serra tenta fazer do aborto uma questão central do segundo turno para desviar o foco do debate de programa de governo, que ele não tem”, afirma Marco Aurélio. “Aí, parte para uma guerra suja, para desqualificar a nossa candidata. E como não tem coragem para assumir a paternidade a sordidez, ele a terceiriza para os seus paus-mandados.”

O professor Marco Aurélio Garcia é coordenador de programa de governo da candidata petista. A partir de hoje passa a ter maior participação na coordenação da campanha, do qual já é um dos coordenadores.

A mensagem sobre aborto postada no twitter por André Vargas, deputado federal (PT-PR) e secretário nacional de comunicação do PT,também gerou muita crítica hoje, principalmente na internet.

“Além de inoportuna”, reagiu Marco Aurélio, ” é uma declaração injusta com as feministas.”
André Vargas disse no twitter: “Foi um erro ser pautado internamente por algumas feministas. Eu e outros fomos contra [a descriminalização do aborto]”.

“A declaração dele [André Vargas] é inoportuna, pois é uma questão que não pode ser discutida de forma simplista”, explica Marco Aurélio. “Injusta, porque as feministas não estão exigindo que incluamos o assunto neste momento no debate. Não podemos ganhar uma eleição usando o discurso ofensivo, discriminatório, da direita. Portanto, repelimos totalmente esse tipo discurso.
A Dilma não é a favor do aborto, mas entende que ele tem de ser discutido no âmbito da saúde pública e das respostas da saúde da mulher.”

Aliás, saúde (implica fortalecimento do SUS), educação (de melhor qualidade) e segurança pública serão as três áreas prioritárias do futuro governo Dilma, que já as discutiu com os governadores eleitos.

“Serão os governadores que darão sustentação a esse programa”, diz Marco Aurélio. “O Rio de Janeiro é uma prova de que isso dá certo. A parceria do governo federal com o estadual está dando bons resultados na segurança pública. Já em São Paulo, onde isso não acontece, a política de segurança pública fracassou.”

Os três pontos prioritários já são compromissos do programa de Dilma. Só que agora a campanha pretende explicitá-los mais.

“O que está em jogo são dois projetos”, ressalta Marco Aurélio. “O da oposição, que é um projeto neoliberal. E o nosso que privilegia a melhor educação, reduziu a mortalidade infantil, tirou 30 milhões de pessoas da linha abaixo da pobreza, gerou 14 milhões de empregos com carteira assinada, entre muitas conquistas. A sociedade não é composta por um bando de imbecis, como imagina a oposição. Ela vai saber escolher qual projeto tem realmente mais compromisso com a vida.”

“Para isso, pedimos desde já aos militantes e simpatizantes do PT, PMDB, PCdo B, PSB, PDT, que nos ajudem a divulgar esses compromissos do governo e a desmascarar as mentiras do esquema Serra”, arremata Marco Aurélio. “Nós não queremos apenas vencer. Queremos uma grande vitória que legitime ainda mais o governo da futura presidente do Brasil, Dilma Rousseff.”

terça-feira, 5 de outubro de 2010

GOVERNO LULA: O FEIJÃO E SONHO



Lula e PT, ao chegarem ao poder, representavam o sonho de milhões. A esperança da renovação e da mudança.

Passados oito anos, muita gente parece desencantada com Lula.

Eu pergunto: queriam o quê, essa gente?

Que Lula tocasse fogo no País? Que fizesse uma revolução, matasse todos os banqueiros, desse calote na dívida externa, desapropriasse todas as terras, encampasse todas as indústrias?

Ora, não há revoluções que deram certo: todas as mudanças bruscas da história se voltaram contra elas próprias e só deixaram um rastro de sangue, de destruição, de desespero, que o tempo ameniza e os historiadores adoram, porque simbolizam... o quê? Apenas isto: um acontecimento cruel e autofágico, nada mais!

Revolução é sonho! E sonho cruel, que logo vira pesadelo.

Lula preferiu o caminho do “feijão”. Da realidade. Está fazendo a verdadeira revolução: pondo o Brasil para caminhar em busca de seu futuro, do desenvolvimento, da superação da pobreza.

E isto se faz, não aos saltos, mas num movimento contínuo, respeitando a vida, respeitando a marcha da História, sem trancos, sem mortes, sem desespero, sem sangue.

Houve dificuldades?

Claro que sim. Nada se faz sem sacrifícios, sem voluntarismo, sem metas a serem cumpridas, apesar dos obstáculos.

Houve desvios?

Claro que sim. Nenhum governo está imune a tropeços de seus membros, a descobertas de falcatruas e de tentativas de corrupção. Mas, sejamos honestos: todas as denúncias têm de ser apuradas, investigadas e julgadas! Porque é assim que funciona um Estado de Direito e foi assim que agiu o Presidente Lula, até agora.

Por isso, sua popularidade. Por isso, seu desgaste com a população tem sido tão baixo. Por isso, está-se tornando um dos maiores presidentes da História desse País.

E isso incomoda. E como incomoda!

Não estavam acostumados com tanta democracia: o uso do cachimbo faz a boca torta. E a boca torta dos golpistas está aí, encastelada no ódio que uma certa porção da mídia devota ao governo Lula.

Não estavam acostumados com o fato de que os pobres precisam sobreviver, primeiro, para conseguirem empregos depois. Não estavam acostumados com as mudanças em prol do povo e não apenas em proveito dos ricos.

Então, companheiros e companheiras, vamos em frente, com Dilma presidente!

Para que o Brasil não retroceda, continuaremos a combater a mentira, o denuncismo vazio, as articulações de gabinetes luxuosos, as tentativas de golpe.

Enquanto o PIG se articula, diante dos resultados das urnas que, se não foram, para nós, o melhor dos mundos, deixaram, no entanto, muitas cabeças coroadas extremamente preocupadas.

Com vocês, um artigo do Blog do Emir, publicado em Carta Maior:






Balanço inicial do primeiro turno



A esquerda teve o melhor resultado eleitoral de sua história: Dilma em primeiro lugar, governadores no Rio Grande do Sul, na Bahia, em Pernambuco, no Ceará, no Espírito Santo, Sergipe, Acre, boas possibilidades no Distrito Federal, possibilidades ainda no Pará, limpa impressionante e renovação com grande bancada no Senado, maiores aumentos nas bancadas parlamentares na Câmara.


A frustração veio da expectativa criada pelas pesquisas de uma eventual vitória no primeiro turno para presidente. Uma análise mais precisa é necessária, a começar pelo altíssimo numero de abstenções e também dos votos nulos e brancos que, somados, superam um quarto do eleitorado. Mas também dos efeitos das campanhas de difamação – sobre o aborto, luta contra a ditadura, etc., assim como o efeito que o caso da Erenice efetivamente teve para diminuir o resultado final da Dilma.


A votação da Marina certamente influenciou. A leitura desse eleitorado é complexa, nem de longe se trata de onda ecológica no Brasil – as outras votações dos verdes foram inexpressivas. Juntaram-se varias coisas, desde votos verdes, esquerda light, até votos anti-Dilma, votos desencantados com o Serra, entre outros. Mas o montante alto requer uma análise mais precisa.


Para o segundo turno contam esses votos: mais da metade concentrados em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além do DF, onde ela ficou em primeiro lugar. Qualquer que seja a decisão de apoio no segundo turno – a convocação de assembléias para definir deve confirmar a tendência a abstenção, tornando mais difícil a operação política da direção de apoiar Serra -, esse eleitorado se orientará, em grande medida, não pela decisão partidária, ficando disponível para os outros candidatos.


Em 2006, nem o PSol conseguiu que seus votos deixassem de ir para outros candidatos, desobedecendo a orientação do voto em branco.É uma ilusão considerar que o segundo turno é outra eleição. É a continuação do primeiro, em novas condições – de bipolarização.


A campanha deve ser dirigida diretamente por Lula, deve ser centrada na comparação dos governos do FHC e do Lula, deve ter uma estratégia específica para o eleitorado da Marina e deve multiplicar os comícios e outros atos de massa – um diferencial importante entre as duas candidaturas.Em 2006 o segundo turno foi muito importante para dar um caráter mais definido à polarização com os tucanos, o mesmo deve se dar agora.


Que ele multiplique a votação e a mobilização, para tornar mais forte ainda a vitória da Dilma. Ela é favorita, mas devemos precaver-nos das manobras dos adversários, do uso da imprensa, das campanhas difamatórias.Pode ser um segundo turno de polarização mais clara também, porque os debates diluíam os temas, na medida em que havia um coro de 3 candidatos colocando ênfase nas denúncias. Não soubemos colocar como agenda central o fato de que o Brasil se tornou menos injusto, menos desigual, com Lula, e que esse é o caminho central a seguir.


Outros temas do primeiro turno abordaremos em outros artigos. Este é para abrir a discussão com todos.


http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=557

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A LUTA CONTINUA!



O Zé comemorou como se fosse dele a responsabilidade do segundo turno.

Não foi.

O crescimento de Marina Silva, na reta final, tirou votos de Dilma.

Por quê?

Na minha opinião, porque o primeiro turno é assim: o eleitor aproveita para votar ideologicamente. Ou seja, é o momento de votar em quem traz uma novidade ou um discurso com o qual a pessoa se identifica.

E Marina Silva é, realmente, uma grande personalidade. Apesar de vários pesares, em sua nova fase evangélica, que lhe tirou o brilho de muitas outras ideias e conceitos.

Marina deve ser respeitada, em primeiro lugar; cortejada, em segundo e ouvida, sim, em terceiro lugar, para que seu apoio possa ser conquistado. Ela tem o que dizer e pode, sim, fazer a diferença no segundo turno.

Então, não esmorecer é a palavra de ordem. O Zé tem uma alta taxa de rejeição e ganhou apenas em 8 Estados, contra 18 de Dilma.

O caminho para a vitória pode ser árduo, complicado, cheio de armadilhas do PIG, além da agressividade do Zé, se mantiver o discurso, mas não podemos desanimar.

Dilma será, sim, a primeira mulher a ocupar a Presidência da Repúblia.

Basta que continuemos de olho, basta que não desanimemos, basta que façamos a coisa certa.

Há um cabedal de votos conquistados e outro tanto a ser conquistado, para a vitória do desenvolvimento contra as forças do atraso, do desemprego e do entreguismo.

Leia-se, abaixo, o artigo de Emiliano José, do site de Carta Maior.


O segundo turno e a revolução democrática no Brasil







Quem sabe, no segundo turno, Serra consiga travar um debate de melhor nível. Lamentavelmente, no primeiro turno, assumiu posições de extrema-direita. A mídia hegemônica, outra vez, aquela das três famílias, ou das poucas, reduzidas famílias, fez o que podia e o que não podia para desacreditar Dilma Rousseff, para apresentá-la como uma candidata sem condições, tentando sempre envolvê-la em escândalos. Dilma cresceu durante a campanha, desenvolveu sua capacidade de argumentação, enfrentou bem o seu principal adversário. Apresentou o programa da revolução democrática, baseada naquilo que foi realizado pelo governo Lula Agora é enfrentar o segundo turno com muita firmeza.


Emiliano José (*)






O resultado do primeiro turno indica que toda a nossa militância política, a do PT e de todos os partidos aliados, teremos que ir à luta para garantir a continuidade da revolução democrática em andamento no Brasil, elegendo Dilma contra Serra. O governo Lula colocou em marcha essa revolução, depois da eleição de 2002. Não foi até agora um processo simples. Não o será daqui para frente. É, no entanto, uma revolução inédita no Brasil, e que, levada adiante, pode assegurar a construção de uma nação não só poderosa economicamente, como já o somos, como também, e sobretudo, uma nação justa, que modifique nossas tradicionais estruturas voltadas à concentração de renda e à desigualdade, ainda das maiores do mundo entre nós. Uma nação que democraticamente incorpore em profundidade a presença do povo brasileiro, que pense o desenvolvimento sempre em razão da maioria, e não voltado a atender aos interesses de uma minoria. Por tudo isso, será essencial que nos coloquemos todos em campo, insistindo na importância de levar adiante tal revolução. Essa revolução, que será de longo curso, já quebrou alguns paradigmas. O primeiro deles, talvez, o de imaginar o glorioso dia da revolução, como muitos de nós imaginávamos acontecer, dia em que o paraíso se estabeleceria, e as estruturas antigas desmoronariam como que por encanto. Não pensávamos a longo prazo. Não pensávamos como Gramsci na guerra de posição. Imaginávamos sempre a guerra de movimento, a conquista do Palácio de Inverno. Advogávamos, muitos de nós, o corte abrupto, súbito, a tomada do poder, a ditadura do proletariado, e então, tudo se faria, com violência se fosse o caso, e sem democracia. Sob a democracia, então denominada burguesa, não seria possível promover transformações na vida do povo.

O governo Lula provou o contrário. A guerra de posição, se me permitem a metáfora, foi caminhando, e promovendo conquistas extraordinárias. E essas conquistas levaram sempre em conta as necessidades, os direitos do nosso povo, especialmente do nosso povo mais pobre. Depois de Vargas, este foi o primeiro governo a novamente pensar no povo brasileiro mais pobre, e o governo Lula, para ser verdadeiro, foi muito mais amplo no esforço de garantir a presença do povo brasileiro, e insista-se, do povo mais pobre, na dinâmica de desenvolvimento do País, à Celso Furtado, que é sempre bom lembrar os grandes pensadores, e Celso é um dos maiores deles. Aqui, a revolução democrática derrotava outro paradigma – o paradigma tecnocrático e com origem nas classes dominantes, de que era primeiro necessário crescer para depois então distribuir renda.

Vargas, para não sermos injustos, pensou um projeto de nação, e desenvolveu economicamente o País à base da idéia da inclusão dos trabalhadores urbanos, e não seria justo dizer, à FHC, que toda aquela experiência deveria ser negada sob o rótulo simplista de populismo. O governo Lula, no entanto, no leito da revolução democrática, foi muito além, e por isso incorporou à vida, à cidadania coisa de mais de 30 milhões de pessoas, retiradas da miséria absoluta, retiradas da condição do não ser. Incorporou com políticas públicas ousadas, enfrentando o apetite da grande burguesia, das classes dominantes, e até os preconceitos do esquerdismo infantil, que não aceita a melhoria das condições de vida do povo senão pelo processo do corte abrupto, como se esse corte fosse possível nas condições brasileiras. E enquanto ele não se dá, essa esquerda permanece imobilizada. A idéia, tão acalentada pela esquerda, da criação de um mercado de massas, concretizou-se sob o governo Lula, sob a revolução democrática em andamento.

Claro que essas transformações, efetivadas pelas políticas públicas em andamento, que vão do Bolsa Família à recuperação do salário mínimo, e passam pelo Luz para Todos, pelo Pronaf, pelo Prouni, para lembrar alguns aspectos dessas políticas, foram feitas à base da extraordinária coragem e determinação do presidente Lula e, também, de sua fantástica capacidade de negociação. E Lula, aqui, quebrava outro paradigma nosso, da esquerda: o de que tudo se conquista pelo confronto. Lula aprendeu, na vida sindical, e depois levou esse ensinamento para a política, que é sempre melhor uma boa negociação do que uma greve. Que a greve pela greve não interessa. Na política, nunca perdeu o rumo, nunca deixou de olhar para os mais pobres, em momento algum. Mas, soube dar um passo adiante, dois atrás, depois três adiante, tendo como objetivo a melhoria de condições de vida do nosso povo.

O governo Lula teve a coragem de colocar na agenda política brasileira as questões da luta pela igualdade racial, pela emancipação feminina, pelos direitos humanos e por um meio ambiente equilibrado, temas caros a uma esquerda renovada e democrática. Temas da revolução democrática. Recentemente, os direitos humanos, abrigados no Plano Nacional de Direitos 3, sofreram um bombardeio de setores conservadores, como se tal plano fosse apenas uma iniciativa do governo, e não resultado de uma ampla e democrática conferência nacional. E por falar nisso, outro aspecto colocado na agenda política pelo governo Lula foi o da participação popular. Contribuiu decisivamente para a realização de conferências nacionais que mobilizaram milhões de pessoas e que contribuem decisivamente para a elaboração das políticas públicas do governo. Na democracia atual, reclama-se o crescimento da participação direta. Não é mais possível pensar apenas no seu caráter representativo.

Quando falo da capacidade de negociação do presidente Lula, não desconheço sua ousadia quando necessário. Esses temas todos não são fáceis de serem apresentados à sociedade. Quando Lula vai, por exemplo, a uma conferência de LGBT, não só legitima o direito à diversidade, quanto enfrenta o pensamento conservador, que ainda tem força em nossa sociedade. Lula, mesmo que não tenha tido uma formação clássica de esquerda, foi ao longo da vida, e do governo, assumindo posições da esquerda contemporânea, tomando atitudes próprias de uma esquerda renovada. Foi ao longo do governo um extraordinário dirigente da revolução democrática em curso, que orgulhou a todos nós. Sobretudo porque, insisto, em momento algum vacilou em relação à prioridade das políticas públicas, que deveriam estar voltadas, como estiveram, para a melhoria das condições de vida do povo brasileiro.

Essa não é, como se sabe, como já disse, uma caminhada fácil. Chegar a isso exigiu muita luta. Confesso que alimentei ilusões de um debate de bom nível sobre o Brasil nessas eleições. Especialmente porque olhava para o passado de Serra, e imaginava que ele tentasse ser digno dele. Penso no passado de resistência à ditadura e de seu papel como ex-presidente da UNE. Até de sua capacidade de formulação intelectual. Enganei-me. Serra assumiu no primeiro turno posições próprias da extrema-direita, lamentavelmente. E escondeu o seu programa neoliberal, como escondeu o próprio Fernando Henrique Cardoso. Preferiu ser um udenista tardio, um Lacerda do novo milênio. Lacerda foi a tragédia, Serra a triste, melancólica farsa.

Quem sabe, no segundo turno ele consiga travar um debate de melhor nível. A mídia hegemônica, outra vez, aquela das três famílias, ou das poucas, reduzidas famílias, fez o que podia e o que não podia para desacreditar Dilma Rousseff, para apresentá-la como uma candidata sem condições, tentando sempre envolvê-la em escândalos. Dilma cresceu durante a campanha, desenvolveu sua capacidade de argumentação, enfrentou bem o seu principal adversário. Apresentou o programa da revolução democrática, baseada naquilo que foi realizado pelo governo Lula.

Agora é enfrentar o segundo turno com muita firmeza. Em duas eleições demonstramos nossa capacidade. E vamos também demonstrar nas deste ano.
O segundo turno permitirá uma discussão mais aprofundada do nosso projeto. Devemos dizer que a revolução democrática deve caminhar mais. Sempre e sempre com base na democracia, na participação cada vez mais consciente do nosso povo, e não apenas nas eleições, mas também nestas, sempre. Insistir que nosso projeto pretende garantir mais e mais a distribuição de renda. Combater a desigualdade social profunda que ainda nos afeta. Ir fundo na revolução educacional iniciada nos primeiros oito anos. Assegurar o desenvolvimento sustentável. Crescimento econômico a taxas altas não pode nos inebriar e nos levar a uma política que não leve em conta a importância da preservação do meio ambiente. Enfrentar de peito aberto, com firmeza e capacidade, a questão urbana brasileira, especialmente a das médias e grandes metrópoles, que condensam nossos principais problemas nos dias de hoje.


Segundo turno é outra eleição, costuma se dizer, e com razão. Não está posto que os votos dados a Marina, mesmo que eventualmente o PV venha a apoiar Serra ou que Marina também o faça, se transfiram para o candidato tucano. Seguramente, tais votos têm um claro pendor progressista, ao menos uma grande parcela deles. E penso tendem a migrar em sua maioria para a candidatura Dilma. Ou, dito de outra forma, tendem a optar pela revolução democrática em andamento no Brasil. Claro que isso pode parecer apenas expressão do meu pensamento desejoso, e de alguma forma o é. Mas, também, é parte da análise de outras situações de segundo turno.

O povo brasileiro adiou a sua decisão, quem sabe para avaliar melhor o quadro, como o fez nas duas eleições de Lula. E agora, como agiu em relação a Lula, penso, no segundo turno também elegerá Dilma para não perder tudo que conquistou ao longo dos oito anos de governo Lula. Nossa militância, no entanto, sabe que deverá estar nas ruas, defendendo com toda firmeza o nosso projeto, a revolução democrática que está mudando a vida do povo brasileiro.





(*) Jornalista, escritor, militante político, filiado ao PT.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17024&boletim_id=771&componente_id=12786

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

FALTA POUCO, MUITO POUCO... POR ISSO, CONTINUAMOS DE OLHO!





Dilma será a primeira mulher a assumir a Presidência do Brasil.

Pode ser no primeiro turno ou no segundo. Não importa.

A taxa de rejeição dos opositores de Dilma é muito alta, para ser superada.

Então, fico aqui pensando em três coisas que ficaram martelando na minha cabeça e que deviam ter sido ditas e repetidas na campanha:

PRIMEIRA: Lula não seguiu a política econômica de FHC! Ele praticou uma política econômica pragmática, sem pacotes, sem sustos, porque é assim que deve ser. Se tivesse seguido o governo anterior, teria quebrado o País duas vezes ou mais vezes, como fez a tucanalha, primeiro para continuar no poder; depois, para tentar consertar as bobagens que fizeram no primeiro mandato.

SEGUNDA: O Plano Real – que estabilizou a economia e permitiu o controle da inflação – não foi a política do FHC ou do seu governo: é anterior, foi coisa do Itamar Franco. FHC, sim, tentou seguir a política de Itamar, mas sua ambição de permanecer no poder colocou quase tudo a perder. Lula consertou as burradas do tucano e aprofundou o plano, colocando o País nos trilhos.

TERCEIRA: A popularidade do Lula não se deve apenas aos programas sociais – que são transitórios e apenas mitigam a fome dos desesperados, que não podiam esperar mais: Lula criou empregos, muitos empregos, e fez o País crescer, fortalecendo a classe média, que é a classe que verdadeiramente consome, que puxa as classes mais baixas e gera empregos.

Isso o povo sente. Isso o povo percebe. Por isso, não se trata de continuidade de um modelo político (tipo getulismo ou peronismo), mas a continuidade de um modelo econômico e social que está dando certo.

Lulismo é coisa da cabeça de idiotas como Arnaldo Jabor; é invenção do PIG, para tentar confundir as pessoas, no velho estilo de inventar caudilhos, para depois destruí-los e derrubá-los, como sempre fizeram, para tentar voltar ao poder.

Então, esperemos o dia 3 de outubro com serenidade.

Mas... com o olho aberto, muito aberto, que o preço da vitória é não deixar que os gatos sequer se aproximem da sardinha.

Até a vitória, se não houver mais nenhuma sacanagem do PIG!
(Porque, se houver, a gente reage na hora!!!!!!)