ESTE BLOG EXISTE para deixar bem claro à imprensa golpista, o PIG, e à direita hidrófoba que há gente de olho neles!

sábado, 31 de julho de 2010

Lendas tucanas


Nota do blog:


OS TUCANOS INSISTEM EM DIZER QUE O GOVERNO LULA É CONTINUAÇÃO DO GOVERNO FHC. GROSSA MENTIRA, QUE O ARTIGO ABAIXO DESMONTA, COM CLAREZA:

1. – Luiz Gonzaga Belluzzo: “A combinação entre câmbio valorizado e juros altos, mantida a ferro e fogo [pelo governo FHC], lançou a economia brasileira numa trajetória de crescimento medíocre”.


2. – O resultado da política macroeconômica de FHC, consubstanciada no Plano Real, significou a elevação da taxa de desemprego nas grandes regiões metropolitanas do País, de 12% em 1994 (governo Itamar), para 19%! O salário médio real caiu 15% nos últimos 5 anos da ‘Era tucana’.


3. – Outra consequência da política macroeconômica do PSDB foi o fato de que sua orgia privatista significou uma elevação no preço da energia elétrica 72,4% acima da inflação. As tarifas de telefone – verdadeiro escândalo – subiram 328% (acima da inflação!).


4. – O Plano Real atrelou nossa economia à norte-americana com conseqüências nefastas: especulação financeira desenfreada e importação de mercadorias que atingiram o paroxismo, desempregando milhões de trabalhadores brasileiros. A Dívida Pública foi parar na estratosfera. FHC mudou a Constituição Federal para que o patrimônio nacional – público e privado – pudesse ser em grande parte açambarcado por monopólios estrangeiros. Não é por outro motivo que hoje as multinacionais estão como abutres rondando o pré-sal – com a ajuda dos parlamentares do PSDB.


5. – Os tucanos dizem que o Plano Real ‘estabilizou’ a economia. Ora, durante a ‘Era FHC’ o Brasil teve de recorrer três vezes ao FMI, aumentando consideravelmente nossa vulnerabilidade externa. A dívida pública pulou de R$ 61,3 bilhões para R$ 623,2 bilhões; a dívida externa passou de US$ 128 bilhões para US$ 280 bilhões. Pergunto, que “estabilidade” é essa que pauperiza a população e privilegia os banqueiros nacionais e internacionais?


6. – O governo neoliberal do PSDB conseguiu entregar para os interesses externos quase todas as empresas nacionais estratégicas. Vendeu 88 delas ao preço de U$ 100 bilhões (só a Vale do Rio Doce valia US$ 130 bilhões!!). Qual a vantagem? Nenhuma! Não só não houve qualquer investimento social – em saúde ou Educação, por exemplo – como não houve abatimento da dívida, que é para onde teria ido o dinheiro.


7. – Por último, de 1995 a 2000 os tucanos desnacionalizaram 1.100 empresas privadas. Jamais, em tempo algum, as remessas de lucros – verdadeira sangria de nossas riquezas – para as potências centrais alcançaram valores tão exorbitantes, empobrecendo o País e o povo.


Moral da história:


Não há termo de comparação entre as políticas macroeconômicas de FHC – de desmonte do Estado brasileiro – e a de Lula, de fortalecimento desse mesmo Estado. Esta política teve, inclusive, o mérito de romper com o FMI, que nos escravizava, e de promover a inclusão social de mais de 20 milhões de brasileiros, ganhando manchetes na mídia europeia.


Em síntese, o que se observa é mais um grande equívoco de tucanos que vivem afirmando ainda que ‘o presidente Lula nunca teve projeto para o País’: absolutamente!


Quem realmente tem um projeto de Nação é o governo deste presidente operário – Lula da Silva – cuja postura tem sido de estadista, diferentemente de FHC.


Daí, a insistência dos udenistas de plantão na construção dessas lendas tucanas.

Emerson Leal – Doutor em Física Atômica e Molecular e vice-prefeito de São Carlos.



SET/2009.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Serra adere às Farc, usa o terror e cai na extrema direita




NOTA DO BLOG:

As máscaras caem. A tentativa de relacionar PT/GOVERNO/FARC não passa de jogo estúpido da direita hidrófoba. Com Serra – aquele que, um dia, lutou contra a ditadura – falando bobagens ou deixando que o Cacique Merendinha – o tal Índio da Costa – destile sua verve verde de raiva dos velhos arenistas de plantão: morrem, sim, os velhos, mas os novos herdam os genes.

Bem, leiam o que o Paulo Henrique Amorim escreveu no Conversa Afiada:

Publicado em 20/07/2010





O Serra é a Veja. A Veja é o Serra

Funciona assim o cilojismo do jenio (revisor, por favor, deixe-me em paz !):
O PT se ligou nas Farc.
As Farc se ligam no narcotráfico.
Logo, o PT está no narcotráfico.
Serra aderiu ao terror dos DEMOS.
O jenio caiu no colo da extrema direita do espectro político brasileiro.
É um velho truque.
Segundo a Folha (*), na pág. A4, “o PSDB já utilizou essa acusação na eleição de 2002” (quando Lula deu uma surra no Serra por 61% a 39%).
Da mesma forma, na eleição de 2002, o jenio ameaçou: o Brasil vai se tornar uma Argentina.
E levou a Regina Duarte para ter medo no horário eleitoral.
O jenio não é FHC.
Não é Lula.
Não produziu nessa campanha uma única idéia que preste.
Ele aparentemente não é nada.
Mas, não existe o “nada”.
Clique aqui para ler “A loucura do Serra tem uma lógica”.
Por isso, ele caiu no leito mais acolhedor: o dos DEMOS.
A novidade é que o jenio agora usa esse vice de marionete.
Mas, vai ser difícil continuar a usar esse vice de porta-voz.
Quem o leva a sério ?
Com certeza, o jenio continuará a se valer da verdadeira oposição: o PiG (**).
O PiG fala por ele.
Como diz o Gilson Caroni, no Vermelho: o Serra quer criar uma ditadura mediática.
A Veja fala por ele, há muito tempo.
O Conversa Afiada já demonstrou que o Serra é o Eleito da Veja, porque é “a elite da elite”.
Está no livro – excelente – de Carla Luciana Silva – clique aqui para ler o post que tratou dela.
A Veja, a última flor do Fáscio, foi quem levantou a bola da “ligação” do Lula com as Farc.
Uma pergunta sobre a ligação do Lula com as Farc foi motivo de uma das poucas explosões do Lula com um entrevistador.
Boris Casoy, que trava reveladora polêmica com garis, foi o autor da pergunta.
Serra é o Boris revisitado.
E a Veja faz o papel sujo para o Serra.
Que o vice agora tenta acompanhar, como uma paródia de programa de calouros.
Onde foi parar o jenio, o “economista competente”, o mais “consistente” ?
Onde foi parar o “criador” dos genéricos ?
Clique aqui para ler o que a Dilma disse do Jamil Haddad, verdadeiro pai dos genéricos, e a tentativa do Serra de surripiá-lo.
O jenio também criou o programa antiaids do Jatene.
O FAT do Jorge Uequed.
Será que ele sempre esteve lá, na extrema direita, e o Jango não sabia ?
O Ciro é quem sabe do Serra: o Serra não tem escrúpulos; se preciso for, passa com um trator por cima da mãe.

Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Decifrando o Datafolha

NOTA DO BLOG



Por que o Datafolha, em sua última pesquisa, dá empate técnico entre Dilma e Serra, enquanto o Vox Populi dá oito pontos de diferença entre os dois, com vantagem para Dilma? Será que há algo de podre no reino do Datafolha (para alguns, Datafalha)?

Acho que é melhor você ler o artigo abaixo, tirado do LUIS NASSIF ONLINE:


http://www.advivo.com.br/luisnassif


Decifrando o Datafolha


Enviado por luisnassif, dom, 25/07/2010






(PIG em pele de carneiro: cuidado!!!!!!!!)




Conversei agora há pouco com Marcos Coimbra, do Vox Populi, para entender as discrepâncias entre os dados do Vox e do Datafolha e tirar as dúvidas finais sobre o tema.


A explicação é claríssima.


Dentre os diversos cortes a serem feitos no universo dos entrevistados, um deles é entre os com telefone e os sem telefone.


No caso do Vox Populi, as pesquisas pegam todo o universo de eleitores. No caso do Datafolha, há um filtro: só se aceitam entrevistados que tenham ou telefone fixo ou celular.


Há algumas razões de ordem metodológica por trás dessa diferença.


A pesquisa consiste de duas etapas. Na primeira, os entrevistadores preenchem os questionários com os entrevistados. Na segunda, há um trabalho de checagem em campo, para conferir se o pesquisador trabalhou direito.



No caso Vox Populi, o entrevistador vai até à casa do entrevistado. A checagem é simples. Sorteia-se uma quantidade xis de casas pesquisadas e o fiscal vai até lá, conferir se o entrevistado existe, se as respostas são corretas.


No caso Datafolha, é impossível. Por questão de economia, o Datafolha optou por entrevistar pessoas em pontos de afluxo. Como conferir, então, se o pesquisador entrevistou corretamente, se não inventou entrevistados?


Em geral, um pesquisador consegue fazer bem 20 entrevistas por dia. O Datafolha anunciou ter realizado 10.000 pesquisas em dois dias, 5.000 por dia. Dividido por 20, são 250 entrevistadores. Como conferir a consistência dos questionários? Só se tiver o telefone no questionário.


É por aí que o Datafolha escorrega. O campo telefone é de preenchimento obrigatório. Com isso, fica de fora uma amostragem equivalente a todos os sem-telefone.


Segundo Marcos Coimbra, do universo pesquisado pelo Vox Populi, 30% não têm telefone nem fixo nem celular. Se se fizer um corte dos entrevistados, para o universo dos que têm telefone, os resultados do Datafolha batem com os do Vox Populi – diferença de 1 ponto apenas.


Quando entram os sem-telefone, Dilma dispara e aí aparece a diferença.


É possível que, mesmo telefone sendo de preenchimento obrigatório, o Datafolha inclua os sem-telefones? A resposta tem que vir do Datafolha.


Se não incluir, está explicada a difença, o que compromete mais uma vez a reputação técnica do Instituto. Se diz que inclui, o caso pode ser mais grave e escapar das diferenças metodológicas.

As fábulas sobre Dilma, e o erro de menosprezar Serra e a velha mídia


Introdução do Blog:

“Acabo de ler no Estadão, a coluna assinada por Carlos Alberto di Franco: “Sem luz própria, ela (Dilma) é apenas um elo no projeto autoritário de poder do presidente”. E segue por aí o ‘ilustre’ articulista, para defender claramente a candidatura tucana. Ah, e afirma claramente no primeiro parágrafo que é falso o dogma da imparcialidade da mídia, ou seja, defende de forma óbvia as posições do PIG. Então, “é preciso estar atento e forte”, porque “o preço da liberdade é a eterna vigilância” e o preço de termos um governo realmente democrático (e não autoritário, como acusa o articulista) é não descansar nunca em defesa de um ideário político avançado, este que está mudando o Brasil."









Leiam o artigo abaixo, retirado do site de CARTA CAPITAL:

http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=8&i=7351


22/07/2010 11:57:44


Por Rodrigo Vianna*



Os políticos tucanos e parte de seu eleitorado - especialmente os leitores mais desavisados de “Veja”, “O Globo” e outros que tais – aparentemente acreditaram em algumas fábulas sobre Dilma, espalhadas por “colunistas” e “analistas” durante a primeira fase de campanha (que se encerrou pouco antes da Copa do Mundo):



- ela não tem brilho próprio;

- ela não saberá se portar durante uma campanha, longe das asas de Lula.

- ela não conseguirá colar no prestígio de Lula e terá enorme dificuldade para passar de 15% nas pesquisas.



Tudo isso se mostrou falso. Os tucanos menosprezaram Dilma. E agora engrossam as o discurso terrorista de campanha, para tentar recuperar o terreno perdido.



Entre os petistas, de outro lado, há quem ameace embarcar na mesma trilha. Espalham-se em alguns setores, digamos, mais “militantes”, fábulas sobre a candidatura Serra e seus aliados:



- Serra é um néscio, que não sabe o que faz;

- a campanha terrorista de Serra e seus aliados midiáticos não terá nenhum efeito;

- a mídia tradicional deixou de ter importância, e não terá força para impedir a vitória inexorável de Dilma.



Trata-se de um erro grave menosprezar os adversários.



Ainda mais, adversários que não tem alternativa.



Serra, derrotado, encerra a carreira (mesmo que o PSDB ganhe em São Paulo, o serrismo será varrido do mapa num possível governo estadual de Alckmin).



Portanto, para o candidato tucano, trata-se de ganhar ou ganhar.



Alguns enxergam na tática serrista do terrorismo (FARC, narcotráfico etc) um puro sinal de desespero. É bem mais do que isso.



Nos últimos meses, todos nós fomos bombardeados por emails lembrando o “passado terrorista de Dilma”. Foi algo disseminado de forma profissional, deliberada.



Antes disso, a “Folha” já se havia prestado ao serviço de estampar a ficha falsa da candidata, em primeira página.



Portanto, a atual fase de campanha (associar PT e Dilma às FARC) é apenas o desdobramento lógico das fases anteriores. Não é algo improvisado…



Isso basta pra ganhar eleição? Não. Ainda mais num cenário em que o PT conta com um presidente aprovado por quase 80% do eleitorado.



Mas o terrorismo eleitoral pode ser importante para consolidar o voto anti-petista. Com isso, Serra pode garantir de 25% a 30% do eleitorado. O risco é que esses ataques façam aumentar a rejeição a Serra. Boa parte do eleitorado brasileiro não gosta disso. No horário gratuito na TV, provavelmente, Serra vai evitar a tática de partir pra cima de Dilma com essa ferocidade. A experiência recente mostra que ataques diretos a um adversário acabam gerando rejeição – ainda mais na TV.



Mas há o rádio, a internet e a imprensa amiga pra seguir fazendo serviço…



Serra precisa manter-se competitivo, com alguma chance, até a reta final da eleição.



E aí chego ao terceiro dos três pontos que ressaltei acima: engana-se quem acha que a mídia anti-Lula não terá papel a exercer na campanha contra Dilma. A mídia perdeu, sim, parte de sua força. Mas não toda a força.



Em 2006, foi a campanha mdiática que levou a eleição para segundo turno – Marcos Coimbra, do Vox Populi, já mostrou isso de forma límpida.



Nessa eleição, a mídia impressa seguirá o roteiro de ataques implacáveis contra Dilma. Assim como Serra, essa gente não tem escolha: enveredou por um caminho sem volta.



Essa mídia, talvez, não consiga garantir a vitória de Serra. Ainda mais porque a TV Globo (ao contrário do jornal, que é explícito) tende a manter-se na moita. A Globo não pode se dar ao luxo de voltar a ser carimbada como “anti-povo”, “golpista”… Seria um risco enorme jogar a image da Globo numa campanha anti-lulista.



Mas, se na reta final, a Globo sentir que há espaço para empurrar Sera ao segundo turno, não tenham dúvidas: vão repetir 2006!



O método Ratzinger vai se revelar de novo implacável.



Por isso, os lulistas devem evitar o erro de menosprezar adversários que lutam pela sobrevivência - política, ou econômica – e que vão usar todas as armas numa guerra suja.



Essa não será uma eleição para quem tem estômago frágil.







*Matéria originalmente publicada no site O Escrevinhador

domingo, 25 de julho de 2010

Manchete de O Globo é velha de cinco anos

Por que dar ênfase a um relatório de QUATRO anos atrás? Ou será que o País não mudou nesses QUATRO ANOS?

Mais uma palhaçada do PIG que os artigos abaixo desmistificam.


Matéria do blog DO BRIZOLA NETO:

http://www.tijolaco.com/

julho 23rd, 2010 às 13:16






Este post é dedicado a você, leitor, que ainda tem algum tipo de fé no que os jornais publicam nesta época de campanha eleitoral.


Tratei desta matéria num post anterior, mas ainda não estava satisfeito, porque não tinha encontrado o relatório original da ONU para comprovar, sem nenhum tipo de dúvida, que o jornal dos Marinho tinha sonegado informações ao leitor e apresentado como se fossem atuais – apenas com algumas ressalvas quase imperceptíveis – dados antigos sobre a desigualdade social no Brasil para afirmar que o país tem o terceiro maior índice de desigualdade do mundo.
Claro que a desigualdade é imensa. É imensa e era ainda maior, construída por todos os governos que o jornal O Globo apoiou.


Mas o jornal praticamente escondeu o fato de que ela vem caindo no governo que ele combate, o Governo Lula. Uma frase perdida no meio da matéria e uma afirmação vaga num subtítulo não podem mostrar a verdade ao leitor: que a desigualdade caiu dos mencionados 0,56 para 0,515 em 2008 e, hoje, como a elevação do salário mínimo, já terá, com certeza, caído ainda mais.
É desonesto, sobretudo, porque há no documento da ONU (página 200 do anexo de dados) uma informação preciosa, que jamais poderia ter sido omitida: que a percentagem da população brasileira na faixa da pobreza caiu de 24,9% em 2004 para 15,7 em 2008. Você mesmo pode verificar no quadro que publico ao lado, reproduzindo um pedaço do gráfico da ONU. Ou será que O Globo não considera informação digna de registro que quase 10% dos brasileiros, cerca de 18 milhões de pessoas tenha saído da pobreza?


Eu não sou economista, nem tenho um exército de jornalistas para apurar as informações. Mas, como qualquer pessoa, posso perceber quando algo se choca com a realidade.


Ou será que o tijolaco.com é que está errado de ir verificar as informações que se passa aos leitores, em lugar de fazer simples sensacionalismo politiqueiro?


Desigualdade de renda do Brasil é enorme. Com a ajuda da Globo


Publicado em 23/07/2010


MATÉRIA DO SITE CONVERSA AFIADA, DO PAULO HENRIQUE AMORIM

http://www.conversaafiada.com.br/economia/2010/07/23/desigualdade-de-renda-do-brasil-e-enorme-com-a-ajuda-da-globo/





Na foto, o autor intelectual da desigualdade de renda

Saiu na primeira página do Globo e na página 33:“Brasil tem o 3º. pior índice de desigualdade do mundo”, segundo a ONU.A privação das mulheres e das mulheres negras é a pior.

NAVALHA




A manchete do Globo é do tamanho de um outdoor.


Tem o objetivo de desmoralizar o presidente Lula e a Dilma que instalaram as políticas sociais no centro de suas políticas.


É como se o Globo dissesse: eles são uns farsantes !


Fazem o Bolsa Família para isso.


Se a Carolina Brígido, a repórter que leu os dados da ONU tivesse consultado a urubóloga Miriam Leitão, mesmo a urubóloga teria sido capaz de recomendar leituras complementares.


Por exemplo, os estudos do economista Ricardo Paes e Barros, do IPEA, que mostram:


1) que a renda dos pobres aumentou;


2) a desigualdade diminuiu, SOBRETUDO NO GOVERNO LULA.


A urubóloga teria recomendado os estudos do profesor Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas.


Foi ele, Neri, quem primeiro instalou na pauta da discussão a vertiginosa ascensão da Classe C.
Clique aqui para ler:


Em 1992, a classe média era um terço do total da renda brasileira.. Hoje, é mais de 50%.. Entre 2003 e 2008, 32 milhões de brasileiros, ou seja, metade da população da Franca, ingressou no conjunto das classes A, B e C. O principal fator dessa ascensão não foram os programas assistenciais, mas a renda do trabalho.. Entre 2003 e 2009 foram criados 8 milhões de empregos com carteira assinada.. Pode-se dizer também que essa é uma década da redução da desigualdade.. Entre 2000 e 2008 a renda dos 10% mais pobres da população cresceu 72%. Ou seja, o crescimento da renda dos pobres no Brasil é um crescimento de tamanho chinês.. A renda dos 10% mais ricos cresceu 11%.. Todo mundo cresceu.. É uma bolha?. Não, frisou Neri. Esse processo já dura cinco anos: de 2003 a 2008 a renda do brasileiro cresce 7% ao ano. Ou seja, não é bolha porque a renda sobe por causa do trabalho e porque os brasileiros passaram a estudar mais.. Trabalhar e estudar são coisas que ficam, não vão embora como uma bolha.. A queda na desigualdade é inédita.. No anos 60 o Brasil viveu o período mais desigual da sua história. O Brasil tinha a terceira pior distribuição de renda do mundo.. Hoje é o décimo. Quer dizer, é um país ainda muito desigual, mas se a desigualdade continuar a cair, será um país de desigualdade tolerável.. O importante é que o Brasil cresce em baixo. O crescimento econômico do Nordeste é igual ao da China.


E por que essa impressionante mobilidade vertical ?


Por causa do aumento real do salário mínimo.
Por causa do aumento do emprego.
Por causa da banqueirização dos pobres.
Por causa do aumento da escolaridade.
Por causa do Bolsa Família.


O que impede que a renda se distribua mais rapidamente ?


A Globo.


A Globo é contra qualquer política de intervenção social, a começar pelo Bolsa Família.
A Globo é contra o ProUni.
A Globo é contra as cotas raciais.


O Cardeal Ratzinger, o cérebro da Globo, Ali Kamel, é um especialista na matéria: ele é capaz de provar que as cotas raciais provocam desarranjo intestinal.


A desigualdade não cai mais rápido por causa do PiG (*).


E porque a elite brasileira – de que a Globo é o porta estandarte -, como diz o Mino Carta, é a pior do mundo.


Nisso, somos realmente campeões.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

sábado, 24 de julho de 2010

O medo invade a campanha


O PIG REPERCUTIU EM MANCHETES AS ACUSAÇÕES DO VICE DO SERRA, ÍNDIO DA COSTA (Cacique Merendinha), CONTRA O GOVERNO E O PT DE SE ASSOCIAR AO NARCOTRÁFICO, ATRAVÉS DAS FARC.
A REPORTAGEM ABAIXO PÕE OS PINGOS NOS IIs DA MENTIRA DO PSDB.



Artigo do site ISTOÉ INDEPENDENTE:

http://www.istoe.com.br/reportagens/90267_O+MEDO+INVADE+A+CAMPANHA?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

PSDB recorre a velhos fantasmas e tenta assustar o eleitor ao vincular o PT a grupos terroristas e ao crime organizado

Alan Rodrigues e Sérgio Pardellas


PARCERIA
Serra e Indio da Costa planejaram ataques



O comando da campanha de José Serra (PSDB) colocou o medo no centro da disputa presidencial. Tudo começou com a surpreendente entrevista do vice de Serra, Indio da Costa (DEM), dizendo a um site do partido que o PT é ligado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao narcotráfico. Num primeiro momento, lideranças partidárias passaram a ideia de que Indio era apenas uma voz isolada – além de descontrolada e inconsequente. Aos poucos, porém, foi ficando claro que ele cumpria um script previamente combinado. Muito bem orientado pelos caciques do PSDB e DEM, o vice de Serra servia de ponta de lança para uma estratégia de campanha: o uso da velha e surrada tática do medo. Ele procurava criar fantasmas na cabeça do eleitor para tirar votos da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff.


A tática do medo, por definição, desqualifica o debate político. Quem a utiliza está disposto a trabalhar não com a razão, mas com sentimentos mais primários e difusos. Recorre a argumentos distantes de qualquer racionalidade para tentar encantar um público mais desinformado ou que já coleciona arraigados preconceitos. É um jogo perigoso: “Campanhas negativas podem até aumentar a rejeição ao candidato que as patrocina”, diz o cientista político José Paulo Martins Jr., da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Mas os tucanos resolveram arriscar.



ACUSAÇÕES
Tasso Jereissati diz que Lula é “chavista”



Apesar das reações provocadas pelas declarações de Indio da Costa (o TSE já concedeu até direito de resposta ao PT), expoentes do PSDB e o próprio Serra não desautorizaram o deputado do DEM. Ao contrário, passaram a engrossar o vale-tudo eleitoral. Animado, Indio voltou à carga, insinuando uma relação entre o PT e uma facção criminosa do Rio. “Já há vários indícios de ligação do Comando Vermelho com as Farc. E qual a opinião da Dilma sobre isso? Veja só: o PT e as Farc, as Farc e o narcotráfico, o narcotráfico, o Rio de Janeiro e o Comando Vermelho, com indícios muito claros de relacionamento. Ela (Dilma) tem que dizer o que acha”, afirma. Na quinta feira 22, foi o próprio Serra quem assumiu a estridente toada: “Há evidências mais do que suficientes do que são as Farc. São sequestradores, cortam as cabeças de gente, são terroristas. E foram abrigados aqui no Brasil. A Dilma até nomeou a mulher de um deles.” Desta vez, o tom do discurso escandalizou os adversários. “Fui surpreendido com a decisão de Serra de entrar nesse debate. Pelo jeito, ele resolveu dar uma guinada para a direita ao perceber que não deu certo o estilo ‘Serrinha paz e amor’. Serra, agora, resolveu ser troglodita”, disse o líder do governo na Câmara e um dos coordenadores da campanha de Dilma, Cândido Vaccarezza (PT-SP). “Não adianta o kit baixaria do Serra: o povo quer saber é de propostas e de trajetória”, afirmou o deputado petista Ricardo Berzoini.

ALVO
Tucanos querem irritar Dilma e cobram resposta


A tentativa do PSDB de criar uma atmosfera de satanização do PT e de sua candidata ao Planalto, Dilma Rousseff, é inteiramente planejada, ao contrário do que poderia parecer. Segundo apurou ISTOÉ, pesquisas qualitativas em poder da coordenação da campanha tucana identificaram que setores do eleitorado brasileiro ainda teriam restrições à “turma ligada ao Lula”. Na enquete realizada pela coligação PSDB-DEM abrangendo as regiões Sul, Sudeste e Nordeste (70% do eleitorado nacional), chegou-se à conclusão de que a imagem de Lula é a mais próxima do chamado “político ideal”. Diante desse quadro, a pesquisa, focando o eleitor das classes B e C, de 25 a 50 anos, tentou filtrar o que, para a população, haveria de bom e ruim no governo petista. Lula foi considerado “quase acima do bem e do mal”, conforme informou à ISTOÉ um dirigente tucano que teve acesso aos números. Porém, em seis pesquisas, quando consultados sobre temas espinhosos como radicalismo e corrupção, os eleitores invariavelmente apontavam a culpa para setores “em torno” de Lula. A turma é que não seria boa.



A constatação animou os tucanos a investir contra o PT. Nas próximas semanas, entre os novos temas a serem abordados estão a relação dos petistas com Hugo Chávez e a defesa que fazem do terrorista Cesare Battisti. Mas, no embalo, sobrará até para o próprio Lula, como demonstrou, na quarta-feira 21, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE): “Lula é chavista”, disse o líder tucano. “Ele pretende fazer aqui neste país uma ditadura populista, em que vai se cerceando os espaços de todo mundo e ficando só o seu espaço de poder.” Para Jereissati, a questão não tem a ver com a alta popularidade de Lula. “Chávez também é muito popular. Outros ditadores também foram muito populares. O problema é que neste governo a política é de eliminação de todo e qualquer adversário”, disse.

Um retrospecto histórico mostra, no entanto, que a tática do medo, colocada em curso pela campanha tucana, funcionou na volta do País à democracia, mas não tem dado certo num Brasil mais maduro. Levado a cabo nessas eleições, o vale-tudo eleitoral pode, mais uma vez, significar o suicídio da campanha tucana. Em 2002, por exemplo, o próprio Serra, então candidato de Fernando Henrique Cardoso ao Palácio do Planalto, lançou mão do medo como artifício: “Existe o PT real e o PT da tevê”, disse ele no horário eleitoral. “É muito importante debater as invasões ilegais e as ligações com as Farc. Isso não aparece na tevê, mas é um lado do PT”, acrescentou o tucano, que estava em baixa nas pesquisas. Por causa dos ataques, o PSDB perdeu um minuto e meio de seu tempo na tevê. E o resultado, todos sabem: Lula venceu a eleição e já está há quase oito anos no poder, registrando índices recorde de popularidade.

A retórica do medo não costuma ter a capacidade de reverter votos, segundo o consultor político e professor da USP Gaudêncio Torquato. “O terrorismo linguístico que começa a subir a montanha não chega perto das massas. Apenas reforça posições de camadas já sedimentadas”, disse ele à ISTOÉ. “Não é novidade utilizar-se da tática eleitoral do medo. O que aconteceu é que Indio cumpriu um papel que lhe deram: o de tocar o apito.” Para Torquato, Indio executou a missão atribuída a ele pela cúpula de campanha do PSDB. “Assim, preservaria Serra da acidez”, acredita. Ainda de acordo com o consultor político, esse tensionamento “já era bastante previsível” e teria outras duas finalidades: a de apresentar o candidato a vice na chapa tucana ao País e tentar enervar a candidata do PT, Dilma Rousseff. “Ao mesmo tempo que eles dão uma estocada, a campanha o apresenta, já que ninguém o conhece. Também criam a polaridade que a campanha do PSDB precisa e tentam tirar Dilma do sério”, afirma Torquato.

PASSADO
Virgílio, do PSDB, também recebeu as Farc


“Discutimos fatos de conhecimento público. Todo mundo sabe da relação do PT com as Farc e todos sabem que as Farc têm relação com o narcotráfico”, insiste o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE). Anos atrás, o PSDB utilizou-se até das denúncias de que a guerrilha colombiana havia repassado US$ 5 milhões para campanhas eleitorais petistas, o que nunca foi comprovado. Mas, fora as fantasias, o que há de real entre o PT e as Farc? Para responder a essa pergunta, é preciso voltar ao ano de 1990. Com a dissolução da União Soviética, a esquerda mundial estava desamparada. Na América Latina, por sugestão de Fidel Castro, Lula acabou propondo a criação do Foro de São Paulo, a fim de aglutinar partidos, sindicatos e organizações de esquerda. As Farc integraram esse movimento, embora na ocasião ainda não se conhecessem vínculos dela com o narcotráfico. Daí para a frente, a guerrilha sempre participou das reuniões do Foro e recebeu o apoio político de seus membros. O PT chegou a cultivar relações com representantes das Farc, principalmente com o ex-padre Olivério Medina.

No entanto, desde que Lula chegou ao governo, em 2003, o PT tratou de se distanciar do movimento. Em 2005, como revelaram e-mails de dirigentes das Farc, a guerrilha foi impedida de participar da reunião que comemorou o aniversário de 15 anos do Foro de São Paulo e que contou com a presença de Lula. Em 2008, ocasião da libertação da ex-senadora colombiana Ingrid Betancourt, Lula condenou publicamente a guerrilha. “A grande chance que as Farc têm de um dia governar a Colômbia é acreditar na democracia, na militância política. É fazer o jogo democrático como fizemos aqui. Não se ganha eleição sequestrando pessoas”, disse.

Levando-se em conta a lógica controversa que vem sendo usada na campanha de Serra, o próprio líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), seria também ligado à guerrilha colombiana. Em 1999, Virgílio não apenas recebeu o então representante das Farc no Brasil, Hernán Ramirez, em seu gabinete, como foi considerado pelo grupo um dos principais interlocutores da guerrilha no País. À época, Virgílio era secretário-geral do PSDB e líder do governo FHC no Congresso. No mesmo ano, Ramirez visitou também o então governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (PT). Um dos objetivos dos encontros era abrir um escritório das Farc em Brasília. Mas a ideia não prosperou. Ela só voltou a prosperar agora no discurso atropelado do PSDB.

Colaboraram: Claudio Dantas Sequeira e Fabiana Guedes

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A "ISENÇÃO" DO PIG


Como Globo, Folha, Veja e Estadão fazem campanha para Serra

Artigo retirado do blog:

http://www.blogcidadania.com.br/



Sugiro ao leitor que leia atentamente este post porque dele resultará um possível e inédito esforço da sociedade civil para combater o uso ilegal de poder econômico e de recursos públicos por empresários do setor de comunicação, em claro favor de uma facção política.


Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania


Para entender a questão que estou propondo, voltemos à última terça-feira (13/7), quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) multou o jornal O Estado de Minas em R$ 7 mil por fazer “campanha antecipada” para o candidato do PSDB à Presidência, José Serra.


Segundo notícia vagamente reproduzida em alguns grandes portais de internet — e que as imprensas escrita, televisada e radiofônica esconderam total ou parcialmente —, “o veículo foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de publicar, em seu caderno de política, no dia 10 de abril deste ano, reportagem alusiva ao lançamento da pré-candidatura de José Serra à Presidência da República”.


A denúncia do MPE foi acolhida pela ministra substituta do TSE, Nancy Andrighi, que multou o jornal mineiro.


Por certo, não é a primeira vez que um meio de comunicação é multado por fazer campanha ilegal para um candidato, mas não me lembro de outro caso igual envolvendo um veículo do porte de O Estado de Minas.


O fato supra mencionado me voltou à mente na manhã deste sábado (17/7). Como a minha filha caçula, de 11 anos, está novamente internada, a fim de passar o tempo entre a noite de sexta-feira até agora, devorei vários jornais e revistas comprados na banca em frente ao hospital.


Foi aí que me veio o pensamento de que os mais eminentes órgãos de imprensa escrita estão fazendo campanha eleitoral em favor de Serra tanto quanto O Estado de Minas, só que na forma de campanha negativa contra Lula, Dilma e o PT.


Impressionou-me a avaliação desses órgãos de imprensa todos juntos. É impossível ler qualquer um deles sem que a enorme dose de más notícias contra o presidente da República, contra a sua candidata e contra o partido dos dois chame a atenção do leitor.


Todos juntos


Comprei O Estado de S. Paulo, a Folha de S.Paulo, O Globo e as revistasVeja e Época.


Todos juntos continuam acusando a campanha de Dilma de ter feito dossiê contra Serra e Eduardo Jorge valendo-se do poder do governo Lula sobre a Receita Federal.


Todos juntos contam que a Sociedade Interamericana de Imprensa considerou o governo Lula antidemocrático e o acusou de atentar contra a liberdade de imprensa.


Todos juntos criticam Dilma por “guardar dinheiro debaixo do colchão”, valendo-se de declaração de bens dela à Justiça Eleitoral ao se registrar como candidata.


Todos juntos manipularam o comparecimento de público ao comício com Dilma e Lula no Rio. A Folha chegou a dizer que só mil pessoas foram ao evento, o que, lendo a matéria, descobre-se que foi o que restou de público depois de cair um temporal.


Todos juntos acusam o presidente Lula de “violar as leis” por apoiar publicamente a sua candidata, ignorando total ou parcialmente que Serra também está sendo multado por infringir a lei eleitoral.


As poucas notícias desfavoráveis a Serra, além do volume infinitamente menor delas, tampouco aparecem na primeira página ou na capa desses veículos. E aparecem bem pouco. Para cada dez notícias ou comentários contra os petistas aparecem, no máximo, um ou dois contra os tucanos, se tanto.


Prática sistemática


Afirmo publicamente que os jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e O Globo, bem como a revista Veja, fizeram e continuam fazendo campanha escancarada para Serra e campanha negativa contra Lula, Dilma e o PT fora da época permitida pela lei eleitoral.


A mera análise de um período maior de tempo revelará uma prática sistemática desses órgãos de imprensa de fazerem campanha negativa contra os petistas. É preciso trazer esses números à ordem do dia. Há que apurá-los, divulgá-los e entregá-los à Justiça.


Vale lembrar que o conceito de “campanha eleitoral negativa” surgiu recentemente, quando o sindicato dos professores paulistas, a Apeoesp, promoveu atos públicos contra o governo do estado, o que foi considerado campanha negativa contra Serra pelo TSE, que multou o sindicato.


A sociedade civil não pode mais aceitar que a imprensa faça campanha tão descarada contra Lula, Dilma e o PT e a favor de Serra e do PSDB. A mesma Justiça Eleitoral que está punindo políticos e meios de comunicação, por campanha antecipada, tem obrigação de reconhecer e punir o volume impressionante da campanha escancarada dos veículos supra mencionados.


Que fazer diante de uma situação de afronta às leis e de verdadeira chacota por parte de uma mídia que se transformou em linha auxiliar da campanha presidencial tucana? Novamente, acho que será preciso jogar a sociedade civil em cima deles.


Só que essa ação precisa ser muito bem estudada. Até porque, dará um trabalho enorme quantificar o volume impressionante de matérias atacando Lula, Dilma e o PT. E é justamente na quantificação dessas matérias, na desproporção absurda em relação aos candidatos que está o fio da meada.


Cabe medida judicial


Desta forma, pretendo formar um núcleo de pessoas dispostas a colaborar com a preparação de uma reação da sociedade civil à afronta que esses grandes órgãos da imprensa escrita estão praticando contra as leis.


Estudaremos se caberá de fato ao Movimento dos Sem Mídia tomar uma atitude nessa questão. Sendo assim, quero formar um grupo de filiados ao MSM ou não para que reunamos todo o material necessário a uma medida judicial. Aceitaremos voluntários para a tarefa.


Estou entrando em contato com o setor jurídico do MSM, pedindo estudo do assunto e propondo que nossa organização se reúna talvez até com juristas independentes para melhor analisarmos as opções de reação ao abuso da imprensa escrita.


Será nesse momento que precisaremos do esforço de todos vocês para que consigamos, novamente, outros milhares de assinaturas de apoio à medida que nós, do MSM, poderemos vir a tomar conforme a natureza da análise do nosso setor jurídico.


Peço a cada uma das centenas de pessoas que acabam de se filiar à ONG que consiga apoios à possível representação ao MPE, pois esses apoios, chegando novamente aos milhares, colocarão a Justiça na obrigação de dar uma reposta séria e muito bem ponderada à propositura que lhe poderá ser feita.


Em minha visão, seria facílimo provar que Globo, Folha, Veja e Estadão estão fazendo campanha para Serra desde muito antes do permitido pela lei tanto quanto fez o jornal O Estado de Minas.


Bastará apurar o que fizeram esses veículos no decorrer deste ano. Está tudo muito bem registradinho. Claro que virão com aquela conversa de que são isentos e de que tratam todos os candidatos da mesma forma, mas será brincadeira de criança provar que é mentira.





CAMPANHA DO BLOG RESISTÊNCIA PRÓ DILMA:



NÃO ASSINE, NÃO COMPRE, NÃO LEIA, NÃO VEJA!